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	<title>Talidade &#187; notícias</title>
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	<description>Não acredite! Não dúvide! Não Pense! Reflita!</description>
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		<title>Mesmo com vacina, meningite ainda mata de 20% a 35% dos pacientes</title>
		<link>http://talidade.com.br/2008/09/16/mesmo-com-vacina-meningite-ainda-mata-de-20-a-35-dos-pacientes/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 21:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Epidemiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meningite]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[meningite]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pre&#231;o alto impede inclus&#227;o da imuniza&#231;&#227;o contra dois tipos da doen&#231;a no calend&#225;rio oficial do Minist&#233;rio da Sa&#250;de &#160; Adriana Dias Lopes &#160; Quem olha para as estat&#237;sticas oficiais nota que o n&#250;mero total de casos de meningite tem ca&#237;do no Pa&#237;s nos &#250;ltimos tr&#234;s anos. Mas n&#227;o v&#234; que dois tipos espec&#237;ficos da doen&#231;a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><strong><span style="font-family: Arial"><font class="sinopse">Pre&ccedil;o alto impede inclus&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o contra dois tipos da doen&ccedil;a no calend&aacute;rio oficial do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</font></span></strong><span style="font-family: Arial"><font class="sinopse"><!-- ### fim_olho --></font></span></div>
<div style="text-align: center">&nbsp;</div>
<div style="text-align: left"><span style="font-family: Arial"><font class="credito"><i><!-- ### inicio_assinatura -->Adriana Dias Lopes<!-- ### fim_assinatura --></i></font> </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><font class="not"><!-- ### inicio_texto -->Quem olha para as estat&iacute;sticas oficiais nota que o n&uacute;mero total de casos de <strong>meningite </strong>tem ca&iacute;do no Pa&iacute;s nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Mas n&atilde;o v&ecirc; que dois tipos espec&iacute;ficos da doen&ccedil;a &#8211; e os mais letais &#8211; ainda t&ecirc;m &iacute;ndices alt&iacute;ssimos de mortalidade no Brasil. A meningoc&oacute;cica (causada pela bact&eacute;ria <strong>meningococo</strong>) mata 20% dos infectados e a pneumoc&oacute;cica (bact&eacute;ria pneumococo) mata de 30% a 35% &#8211; o dobro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mortes registradas na Europa e nos Estados Unidos.</p>
<p>H&aacute; vacina para os dois tipos da doen&ccedil;a (veja o que &eacute; meningite no texto abaixo). Mas elas custam caro e n&atilde;o s&atilde;o distribu&iacute;das pelo governo. Nas cl&iacute;nicas particulares, a pneumoc&oacute;cica conjugada &eacute; vendida por cerca de R$ 220 e a meningoc&oacute;cica, por R$ 140. Estima-se que apenas 10% das crian&ccedil;as hoje sejam imunizadas contras essas doen&ccedil;as no Pa&iacute;s.</p>
<p>A inclus&atilde;o da vacina no calend&aacute;rio oficial est&aacute; longe dos planos do governo. &ldquo;Os pre&ccedil;os s&atilde;o ainda proibitivos para essas vacinas serem distribu&iacute;das em massa&rdquo;, justifica Expedito Luna, diretor do Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. &ldquo;Se hoje todos os rec&eacute;m-nascidos recebessem a vacina contra a bact&eacute;ria pneumococo, por exemplo, ao pre&ccedil;o do mercado, eu gastaria mais com ela do que com todas as vacinas do nosso calend&aacute;rio juntas.&rdquo;</p>
<p>Hoje, nascem 3,5 milh&otilde;es de beb&ecirc;s no Brasil por ano. Como cada crian&ccedil;a tem de receber pelo menos tr&ecirc;s doses da pneumoc&oacute;cica, pelo pre&ccedil;o atual o governo gastaria em torno de R$ 2 bilh&otilde;es anualmente. O Or&ccedil;amento nacional para o Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es &eacute; de R$ 750 milh&otilde;es.<br />
Nos Estados Unidos, a vacina contra a bact&eacute;ria pneumococo foi incorporada ao calend&aacute;rio oficial em 2000. No ano passado, o Centro de Controle de Doen&ccedil;as americano publicou os primeiros resultados depois da inclus&atilde;o. O n&uacute;mero de casos provocados pela bact&eacute;ria pneumococo foi reduzido em 77% em beb&ecirc;s com menos de 1 ano, em 83% em crian&ccedil;as de 1 a 2 anos e 72% na faixa de 2 a 3 anos.</p>
<p>No Brasil, num dos Centros Educacionais Unificados (CEU), da zona Sul de S&atilde;o Paulo (a dire&ccedil;&atilde;o da escola pediu para n&atilde;o identific&aacute;-lo), s&oacute; neste ano foram registrados tr&ecirc;s casos da pneumoc&oacute;cica. Um deles com morte.</p>
<p>&ldquo;N&atilde;o entendi nada, dei todas as vacinas no posto e ele morre de uma doen&ccedil;a que tem vacina?&rdquo;, conta Solange dos Santos, de 22 anos, m&atilde;e de Leonardo dos Santos, aluno do CEU e v&iacute;tima da pneumoc&oacute;cica h&aacute; um m&ecirc;s, aos 7 anos (veja texto abaixo). No posto de sa&uacute;de, o menino foi imunizado contra a meningite causada pela bact&eacute;ria Haemophilus influenza B (Hib), a &uacute;nica distribu&iacute;da pelo governo. Com a vacina&ccedil;&atilde;o em grande escala, o n&uacute;mero de casos da Hib atualmente &eacute; m&iacute;nimo, cerca de 30 por ano em S&atilde;o Paulo, por exemplo.</p>
<p>Depois da morte de Leonardo e os outros dois casos, os diretores da escola solicitaram &agrave; Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS) mais pr&oacute;xima uma vacina&ccedil;&atilde;o em massa no CEU, o que n&atilde;o ocorreu. O governo at&eacute; distribui a pneumoc&oacute;cica e a meningoc&oacute;cica conjugada, mas apenas para grupos de risco, como portadores de HIV, de doen&ccedil;as pulmonares cr&ocirc;nicas ou para quem vai se submeter a transplantes.</p>
<p>O governo aplica uma vacina contra a meningoc&oacute;cica em surtos, mas de qualidade inferior &agrave; distribu&iacute;da para grupos de risco e &agrave; vendida em cl&iacute;nicas particulares, a chamada meningoc&oacute;cica polissacar&iacute;dica, ineficaz em crian&ccedil;as com menos de 2 anos de idade e com tempo de imuniza&ccedil;&atilde;o limitado, de tr&ecirc;s a cinco anos.</p>
<p></font></span><strong><span style="font-family: Arial"><font class="not">Os Subtipos</font></span></strong></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><font class="not"><br />
H&aacute; um dado sobre a doen&ccedil;a que n&atilde;o &eacute; levado em conta no an&uacute;ncio de que o n&uacute;mero total de casos tem ca&iacute;do &#8211; os subtipos da meningite. A meningoc&oacute;cica, especificamente, tem dois sorotipos principais, o B e o C. Em 2005, 63% dos casos identificados no Estado da meningoc&oacute;cica foram do sorotipo C, 32% do sorotipo B e 5% de outros. &ldquo;Nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, foi o contr&aacute;rio, cerca de 70% dos casos foram do tipo B e a minoria do tipo C&rdquo;, conta Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp).</p>
<p>Os sorotipos B e C agem no organismo de forma muito parecida e t&ecirc;m sintomas semelhantes. No mercado, s&oacute; h&aacute; vacina contra o C, o tipo em maior n&uacute;mero atualmente.</p>
<p>&ldquo;A oscila&ccedil;&atilde;o faz parte do ciclo natural da bact&eacute;ria&rdquo;, explica Marco Aur&eacute;lio S&aacute;fadi, pediatra e infectologista do Hospital S&atilde;o Luiz, em S&atilde;o Paulo, e professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa. &ldquo;Mas ela certamente seria muito menor se a doen&ccedil;a fosse combatida em massa.&rdquo;</font></span></div>
<p style="text-align: justify"><strong>Fonte:</strong> <a target="_blank" href="http://www.estado.com.br/editorias/2006/10/15/ger-1.93.7.20061015.1.1.xml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.estado.com.br/editorias/2006/10/15/ger-1.93.7.20061015.1.1.xml?referer=');">Estadao.com.br :: VIDA &amp;</a></p>
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