set 12 2008

Baixa umidade do ar atinge menor índice do ano e SP entra em estado de alerta

A cidade de São Paulo teve o dia mais seco do ano nesta quarta-feira. O índice de umidade relativa do ar chegou a 16% na estação do Mirante de Santana (zona norte), do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Antes, o dia mais seco do ano – 29 de julho — havia registrado índice de 19%. Com esse índice, inferior a 20%, a cidade entra em estado de alerta, de acordo com os padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
O dia quente e seco acontece devido a uma massa de ar quente que predomina sobre a região Sudeste, o que inibe a formação de chuvas.
 
De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo, em alguns bairros da cidade a temperatura chegou a 30,4ºC, como é o caso de Jaçanã/Tremembé (zona norte).
 
Outros pontos da cidade também registraram umidade relativa baixa, como a região do aeroporto de Congonhas (zona sul), com 20%.
 
O tempo deve continuar seco em São Paulo até sexta-feira (22), com dias ensolarados e temperaturas elevadas.
 
De acordo com o CGE, no final de semana uma frente fria, que passará pelo litoral, deve chegar às demais regiões do Estado e trazer nuvens com possibilidades de pancadas de chuvas.
 
Saúde
 
A OMS alerta que índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo.
 
Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
 
Com a baixa umidade, a recomendação é a de interromper atividades físicas ao ar livre das 11h às 15h, por causa da combinação entre ar seco e a maior incidência de poluentes; e para ingerir muito líquido, para evitar desidratação.
 
set 12 2008

Umidade do ar chega a níveis de deserto em SP

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um aviso meteorológico com a previsão de baixo índice de umidade relativa do ar nesta quinta-feira. Os índices devem ficar, em média, em torno de 20%, podendo chegar a 15%, índice semelhante ao do deserto do Saara, onde a média varia entre 10% e 15%. Na quarta-feira (20), São Paulo teve 16%, índice mais baixo de 2008.
 
A previsão do instituto é que a temperatura máxima deva atingir 28ºC na cidade de São Paulo. O extremo sul do Estado deve ter céu parcialmente nublado e existe a possibilidade de chuviscos.
 
Na sexta-feira as temperaturas devem entrar em declínio na cidade de São Paulo, segundo o Inmet, e existe a possibilidade de chuva em áreas isoladas.
 
Saúde
 
A OMS alerta que índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo.
 
Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
Com a baixa umidade, a recomendação é a de interromper atividades físicas ao ar livre das 11h às 15h, por causa da combinação entre ar seco e a maior incidência de poluentes; e para ingerir muito líquido, para evitar desidratação.
 
País
 
Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), persistem as condições de chuva nesta quinta-feira em grande parte do Rio Grande do Sul.
 
No Estado de Santa Catarina as chuvas devem atingir algumas localidades entre a tarde e a noite.
 
A instabilidade — com possibilidade de período de chuva intercalado com sol a qualquer hora do dia — persiste no litoral da Bahia, de Sergipe e de Alagoas.
 
A região Norte do país deverá ter pancadas fortes de chuva devido a instabilidades tropicais em grande parte do Amazonas, norte do Pará, no Amapá e em Roraima.
 
set 12 2008

Queda na temperatura

O planeta Terra está próximo de viver uma nova Era do Gelo.
 
É o que garante um estudo desenvolvido pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) , que sugere que a temperatura da Terra está perto de sofrer uma "pequena queda" como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.
 
A pesquisa foi apresentada por Victor Manuel Velasco Herrera, pesquisador do Instituto de Geofísica da Unam. Herrera falou sobre a nova Era do Gelo durante um ato público, e defendeu a tese de que a ruptura da geleira argentina Perito Moreno, ocorrida em pleno inverno, não foi provocada por mudanças climáticas, e sim por um processo natural ocasionado pela temperatura e precipitação do rio.
 
A geleira Perito Moreno rompeu-se no dia 9 julho na Patagônia argentina, num evento que ocorre a cada três anos e até o presente momento tinha como principal causa o aquecimento global.
 
80 anos de duração
 
Ainda segundo Herrera, a nova Era do Gelo teria uma duração de 60 a 80 anos e seu maior efeito seria a seca. O especialista garantiu que as previsões de que a temperatura vá aumentar em decorrência das mudanças climáticas estão erradas. "Essas previsões são incorretas porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar" – disse ele.
 
Os estudos do pesquisador apontam que, para a ocorrência das mudanças climáticas, existem fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e os fatores externos, como o solar. Segundo ele, o Sol sempre foi visto como agente de aquecimento e nunca de esfriamento, porém o astro possui os dois papéis.
 
O mundo, de acordo com Herrera, vive uma época de transição onde a atividade solar diminuiu significativamente e que "portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era do Gelo". Ainda neste século, as geleiras irão aumentar como já se pode observar nos Andes e em Perito Moreno.
 
A Era do Gelo
 
Há cerca de um milhão de anos, num período conhecido como Era Glacial ou Idade do Gelo, a Terra sofreu uma brusca queda de temperatura. Durante esse período, não houve calor suficiente durante o verão para derreter as geleiras que se formavam nas grandes altitudes no período de inverno.
 
As geleiras, aos poucos, se desprenderam das montanhas, ocasionando um enorme desgaste nas rochas enquanto arrastavam a argila por muitos quilômetros. Uma vasta área da região norte da Europa ficou coberta por uma grande camada de gelo.
 
O mundo todo foi afetado por este fenômeno que teve apenas como sobreviventes os animais com maior quantidade de pêlos.
 
A certeza da existência desse período foi confirmada por estudos realizados por geólogos em rochas e fósseis durante muitos anos, mas até hoje ainda não se descobriu a razão que levou a crosta terrestre a se resfriar.
 
Alguns especialistas no assunto afirmam que estamos vivendo um período quente e que em breve o mundo se resfriará e que a Terra realmente está à beira de uma nova Era Glacial.