out 16 2008

Aquecimento global pode difundir doenças letais, diz ONG

Doze doenças, incluindo febre amarela, gripe aviária, cólera e peste, podem se beneficiar da mudança.
 
BARCELONA – Doze doenças letais devem ganhar uma difusão maior no mundo por causa das mudanças climáticas, alertou a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem na terça-feira.
 
A entidade com sede em Nova York e atuação em 60 nações disse que é preciso monitorar melhora a vida selvagem para que seja possível detectar prematuramente a forma de propagação dos agentes patogênicos nas novas condições climáticas.
 
As doze doenças citadas no estudo são: gripe aviária, babesiose transmitida por carrapatos, cólera, ebola, parasitas, peste, doença de Lyme, maré vermelha (por contaminação de algas), febre do vale do Rift, doença do sono, tuberculose e febre amarela.
 
"Mesmo distúrbios menores podem ter consequências abrangentes sobre quais doenças poderiam encontrar e transmitir conforme o clima mudar", disse Steven Sanderson, diretor da entidade.
 
"O termo ‘mudança climática’ evoca imagens de calotas de gelo derretendo e níveis do mar aumentando para ameaçar cidades e nações costeiras, mas tão importante quanto isso é como o aumento das temperaturas e a flutuação dos níveis de precipitação vão alterar a distribuição de agentes patogênicos perigosos", disse ele.
 
"Monitorar a saúde da vida selvagem vai nos ajudar a prever onde esses pontos de perturbação vão ocorrer e planejar como nos preparar", disse ele em nota.
 
O Painel Climático da ONU diz que as emissões de gases do efeito estufa, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, estão elevando a temperatura, com consequências como secas, ondas de calor e derretimento de geleiras.
 
"Durante milênios as pessoas souberam de uma relação entre saúde e clima", disse William Karesh, membro da entidade, durante entrevista coletiva em Barcelona por ocasião do lançamento de um relatório que está sendo lançado no congresso da União Internacional para a Conservação da Natureza.
 
Segundo ele, o estudo não é uma lista exaustiva, e sim uma ilustração da variedade de doenças infecciosas que podem ameaçar humanos e animais.
 
 
 
 
set 16 2008

Refrigerante cola ‘aumenta risco de osteoporose’, diz estudo

Mulheres que bebem regularmente refrigerantes à base da planta cola, como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, podem estar aumentando seu risco de ter osteoporose, segundo um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.
 
A pesquisa envolvendo 2,5 mil pessoas, homens e mulheres, revelou que apenas este tipo de refrigerante está ligado à baixa densidade mineral dos ossos em mulheres, independentemente da idade ou de quanto cálcio elas ingerem diariamente.
 
A osteoporose é mais comum em mulheres que já passaram da menopausa e faz com que os ossos fiquem mais fracos, quebrando-se com maior facilidade.
 
O estudo liderado por Katherine Tucker, da Universidade Tucks, de Boston, usou informações sobre a dieta das pessoas e a densidade óssea delas na coluna e em três locais dos quadris, as áreas mais afetadas pela doença.
 
Os homens estudados bebiam uma média de cinco refrigerantes à base de cola por semana, enquanto as mulheres tomavam quatro.
 
O consumo das bebidas foi relacionado à menor densidade nos ossos do quadril, mas não na coluna, em mulheres. Já nos homens, não foi descoberta qualquer relação entre osteoporose e os refrigerantes.
 
Outras pesquisas já haviam indicado que o consumo de Pepsi-Cola, Coca-Cola e similares era prejudicial aos ossos porque substituiria o leite na dieta das pessoas, mas, no estudo da Universidade Tucks, as mulheres que bebiam mais refrigerantes não bebiam menos leite que as demais.
 
No entanto, a ingestão total de cálcio, incluindo feijão e folhas verde-escuras, era menor nas mulheres que consumiam mais refrigerantes.
 
Ácido fosfórico
 
Um ingrediente dos refrigerantes cola, o ácido fosfórico, pode ser o responsável pela ligação com a osteoporose, mas este vínculo ainda não foi completamente estudado.
 
"Acreditamos que especialmente nesse tipo de refrigerante e em doses diárias, o ácido fosfórico cria uma acidez no sangue. O cálcio seria então retirado dos ossos para que o corpo voltasse a um equilíbrio. Mas esta visão é controversa", explicou Katherine Tucker.
 
Um porta-voz da Sociedade Nacional de Osteoporose da Grã-Bretanha disse que já havia informações sobre o impacto do ácido fosfórico na saúde dos ossos, mas, segundo ele, "o interessante sobre esse estudo é que as mulheres estudadas tinham uma boa ingestão de cálcio e ainda assim tinham a densidade óssea afetada pelo fato de beberem apenas quatro latas de refrigerantes cola por semana, o que não é muito".
 
Mas um porta-voz da Associação Britânica de Refrigerantes disse que "não há evidência científica de que o fosfato, usado na forma de ácido fosfórico em alguns refrigerantes, tenha qualquer efeito prejudicial na saúde dos ossos".
 
set 15 2008

Helicobacter Pylori (HP) – O Grande Vilão das Gastrites

Em nossa civilização há uma tendência cada vez maior de se desenvolverem doenças no tubo digestivo, tendo em vista o estresse pela competitividade, a vida nas grandes cidades, a violência, o trânsito nas capitais, e pela própria alimentação. Hoje são numerosos os quiosques de comidas e refrigerantes espalhados por todos os cantos das cidades, e as lanchonetes e pizzarias instalados nos shoppings e nas regiões de grande afluxo da população.
 
"É claro que me refiro ao hábito crônico de tomar refeições às pressas, muito temperadas e com muito sal", diz o Dr. Adilson Savi, professor e patologista do Hospital Semper, de Belo Horizonte, que comenta ainda "que isto já seria o bastante para o desenvolvimento de gastrites, úlceras gástricas e duodenais e, a longo prazo, também câncer".
 
O especialista explica que há poucos anos foi descoberta uma bactéria, hoje conhecida como Helicobacter pylori (HP), nome final que lhe foi dado em 1989. As pesquisas sobre essa bactéria não param de ser produzidas, tal a importância que veio adquirir como agente causador das gastrites e da úlcera gástrica. Essa bactéria é encontrada em todo o mundo, infectando pessoas de todas as idades, sobretudo as de baixo nível sócio-econômico e pouca higiene, podendo ser transmitida das mães para os filhos.
 
A crianças são particularmente sensíveis à infecção pelo HP. Ele pode ser transmitido pela água e de pessoa para pessoa, havendo provas indiretas dessa transmissão pela presença do microorganismo entre os gastroenterologistas, entre os residentes dos asilos e das creches, orfanatos, em famílias inteiras e até nas tripulações de submarinos. A prevalência da infecção aumenta à taxa de 1% ao ano na população em geral. Sabe-se que nos países industrializados, em torno de 50% a 60% das pessoas, com mais de 60 anos, estão infectados.
 
O Dr. Adilson Savi enfatiza que a prevalência é maior nos países muito desenvolvidos, chegando a 75% de indivíduos contaminados em torno dos 25 anos de idade. As pessoas negras são aparentemente mais susceptíveis.
 
A bactéria resiste aos tratamentos com muita freqüência e pode permanecer em reserva nas placas dentárias, por exemplo, vindo a reinfectar o indivíduo uma vez cessado o tratamento. A bactéria é facilmente identificada pelos métodos laboratoriais, sobretudo na superfície das células da mucosa gástrica às quais se adere, e pode ser observada em colorações de rotina ou por colorações especiais, como o Giemsa, por sais de prata, pelo Gram e pela Carbol-Fucsina. À microscopia eletrônica mostra-se com flagelos em um dos pólos. Sua grande capacidade metabólica a faz produzir várias enzimas, que lesam as superfícies das células, desestabilizando o epitélio e a barreira protetora de muco, facilitando a ação de outros agentes como ácido clorídrico e a pepsina, explica.
 
O organismo reage à bactéria como neutrófilos migrantes pelo epitélio em exocitose, acumulando-se nas luzes glandulares do estômago, formando abscessos. Os neutrófilos também liberam enzimas que se somam aos agentes anteriores para a lise das células. Fragilizando as ligações intercelulares, o HP penetra os espaços entre as células e gera uma resposta inflamatória – a gastrite. Há uma resposta imunológica que (por azar) pode ser cruzada e agredir as células da mucosa gástrica e levar a uma gastrite autoimune. Dessa maneira o HP tem um papel muito importante no desenvolvimento de graves doenças gástricas, desde a gastrite aguda, crônica, crônica ativa, gastrite folicular, atrófica, ulcera gástrica e duodenal, adenocarcinoma e linfoma gástricos.
 
O aparecimento da gastrite, úlcera ou câncer depende da cepa do HP, da sua virulência, da susceptibilidade do paciente e da interação bactéria/portador. A possibilidade da produção de oxidantes pode alterar os genes das células epiteliais, gerar mutações e originar câncer. Assim, a descoberta dessa bactéria veio solucionar um problema antigo da gastroentrerologia, já que sua erradicação (com uso associado de antibióticos e drogas de ação local) permite ao portador uma vida saudável, sem as dores e os incômodos das doenças que o HP produz.
 
Procurar um médico é uma solução mais inteligente do que fazer automedicação, por exemplo, de antiácidos paliativos. "Os recursos da medicina atual permitem com toda facilidade diagnosticar a condição, identificar o HP e com o tratamento adequado erradicá-lo", ratifica o médico.

Fonte: BoaSAÚDE

set 15 2008

Helicobacter Pylori

O Helicobacter pylori (Hp) é uma bactéria que vive no muco que cobre a superfície do estômago e, foi identificada, por dois australianos, Warren e Marshall, em 1983. (Warren e Marshall, por este motivo, receberam o prémio Nobel da Medicina em 2005). A maior parte da população infectada com o H. pylori permanece saudável, sem sintomas e não necessita de tratamento. Apenas uma minoria desenvolve uma doença clínica.
 
O H. pylori tem uma distribuição irregular a nível mundial sendo a prevalência muito mais frequente nos países em vias de desenvolvimento. Portugal comporta-se como um país em desenvolvimento, com prevalência muito superior, aos outros países, do mundo desenvolvido.

A gastrite provocada pelo Helicobacter pylori é das infecções mais frequente no mundo, atingindo mais de 50% da população mundial. Cerca de 90% dos portugueses adultos têm gastrite causada pelo H. pylori mas apenas atinge 20% dos Escandinavos. Em 2006 é rara nas crianças dinamarquesas em idade escolar – <2%. A incidência do  Helicobacter pylori diminui com a melhoria das condições sanitárias.
 
 
Como nos infectamos?
 
A infecção dá-se geralmente na infância por transmissão oral-oral ou fecal-oral. Ainda não conhecemos totalmente como se faz essa transmissão. Mas sabemos que grande parte das crianças portugueses antes dos 5 anos de idade já estão infectadas.

Mais de 50 % das crianças portuguesas com 8 anos de idade já estão infectadas e depois dos 50 anos de idade mais de 90% dos portugueses estão infectados. Num estudo realizado no Norte de Portugal encontrou-se uma prevalência global de 79,1%. Quase 100% da população adulta da América do Sul e da África está infectada. Nos países desenvolvidos a prevalência ronda os 30 – 40%, metade da prevalência que encontramos no nosso país. 
 
Onde vive o Helicobacter pylori?
 
O H. pylori, vive no muco, que cobre a mucosa do estômago e do duodeno, protegendo-se do efeito agressivo do ácido clorídrico normalmente produzido no estômago. 
 
Quais as alterações provocadas, no estômago, pelo Helicobacter pylori?
 
Mais de 80 % dos infectados com H. pylori nunca terá sintomas relacionados com esta bactéria nem necessitará de tratamento.
  1. Inicialmente o H. pylori provoca gastrite aguda que, em poucos dias, se transforma em gastrite crónica.
  2. Esta gastrite crónica raramente será causa de sintomas. Mais de 95% das pessoas com queixas do estômago que fazem tratamento para eliminar o helicobacter continuam com os mesmos sintomas depois do tratamento.
  3. Cerca de 10-15% dos infectados progridem para doença ulcerosa ( úlcera do estômago ou úlcera do duodeno ) e há provas evidentes que a maior parte das úlceras curam definitivamente se o H. pylori for erradicado.
  4. Existe uma relação entre o H. pylori e alguns cancros do estômago ( adenocarcinoma e linfoma MALT ). A erradicação do H. pylori no intuito da prevenção do cancro do estômago é uma expectativa que infelizmente, os estudos feitos não têm confirmado. 
As diferentes evoluções para úlcera ou para cancro (adenocarcinoma ou linfoma MALT) são atribuídas à susceptibilidade de cada pessoa, à virulência da estirpe da bactéria, à idade da aquisição da infecção, a factores genéticos, a factores ambientais e possivelmente a outros factores que desconhecemos. Viver assustados porque temos H. pylori e podemos vir um dia a ter cancro do estômago é que não tem qualquer justificação. Quase todos os portugueses têm H. pylori  mas muito poucos terão cancro do estômago.
 
Mais de 90% dos Africanos têm H. pylori e o cancro de estômago entre eles, quase não existe. Para que apareça o cancro no estômago, outros fatores, são necessários, além do H. pylori.
 
Como sabemos se estamos infectados?
 
Há várias maneiras de sabermos se estamos infectados. Durante a endoscopia do estômago o médico pode retirar um fragmento do estômago e fazer um teste rápido ou, pedir ao patologista para pesquisar a bactéria no fragmento de biopsia colhido. Existe um teste respiratório de fácil execução e que não exige endoscopia. No sangue pode pesquisar-se os anticorpos anti-Helicobacter pylori. Este é um bom teste para sabermos se já estivemos infectados mas, os anticorpos permanecem cerca de 1 ano positivos depois de a bactéria ser erradicada: a bactéria pode já não existir mas continua a haver anticorpos, o teste continua positivo.
 
Testes que exigem endoscopia:
  • Teste rápido da urease ( CLOtest e outros )
  • Observação ao microscópio
  • Exame cultural
Testes que não exigem endoscopia
  • Teste respiratório
  • Pesquisa de anticorpos no sangue (embora de pouco valor na clínica, é infelizmente muito utilizado e é causa frequente de angustia para o doente. Não tem valor para verificar a eficácia da erradicação mas é, no entanto, útil em estudos epidemiológicos)

Como, em Portugal, quase todos os adultos estão infectados e, como quase 100% das úlceras do duodeno e cerca de 70% das úlceras do estômago estão relacionadas com o H. pylori, muitos médicos, quando diagnosticam uma úlcera fazem erradicação, sem mandarem realizar qualquer teste para pesquisar o H. pylori e, mandam fazer o teste respiratório depois do tratamento, para se certificarem se o tratamento foi eficaz e o Hp foi erradicado. 
 
É frequente as pessoas, com queixas atribuídas ao estômago fazerem uma análise ao sangue ( pesquisa de anticorpos ) para saberem se têm Helicobacter pylori. Do que fica dito é fácil deduzir que essa pesquisa raramente tem algum interesse: se a pessoa é positiva vai causar-lhe ansiedade desnecessária e em muitos casos vai provocar um tratamento inútil como se explica a seguir.
 
O tratamento ( erradicação ) é necessário?:
 
Quase todos os portugueses adultos estão infectados e seria impensável fazer a erradicação a todos, nem há motivos que justifiquem tal atitude. Com os conhecimentos que temos actualmente recomenda-se erradicar o Helicobacter pylori nos indivíduos que têm úlcera do estômago, úlcera do duodeno e linfoma MALT

A
úlcera do estômago e do duodeno pode cicatrizar definitivamente com a erradicação do H. pylori. Por isso falamos hoje em cura da úlcera. Alguns linfomas MALT curam com a erradicação do H. pylori
 
Há outras situações, para além da úlcera do estômago, úlcera do duodeno e do linfoma MALT,  em que a erradicação do H. pylori poderá, eventualmente, ser recomendada. O próprio individuo poderá querer que o médico lhe erradique o helicobacter e não há motivo para não satisfazer o seu desejo.
 
Erradicar o Helicobacter pylori só porque se tem queixas do estômago é uma atitude muito frequente, podemos dizer muitíssimo frequente,  mas poucos doentes beneficiam com essa atitude.  As queixas dispépticas, infelizmente continuam, raramente desaparecem depois de se fazer a erradicação, porque a causa das queixas e o tratamento é diferente:  ver Dispepsia Funcional.
 
Poderá um dia descobrir-se uma vacina contra o Hp?
 
Sem dúvida nenhuma que será possível mas, até hoje, ainda não se conseguiu. Uma vacinação em massa, na idade infantil, irá diminuir a prevalência do Cancro do Estômago, além de reduzir significativamente a prevalência da úlcera do estômago e duodeno.
 
Qual é o tratamento correto? Como se faz a erradicação do H. pylori?
 
Ainda não existe um tratamento ideal: que seja 100% eficaz, barato e simples de tomar. Presentemente os médicos prescrevem para erradicar o Helicobacter pylori, a associação dum anti-secretor, medicamento inibidor da secreção do estômago, com dois antibióticos, durante 7 dias. Chama-se a esta terapêutica, terapêutica tripla porque inclui 3 medicamentos:
  1. Anti-secretor
  2. Antibiótico
  3. Antibiótico
Como se pode verificar se o tratamento foi eficaz?
 
Em 70% – 80% dos casos o tratamento é eficaz. Quer isto dizer que em 20% a 30% dos doentes que fizeram tratamento, a bactéria, não é eliminada e, a recidiva da úlcera vai, muito provavelmente, acontecer nos dois anos imediatos. Se a úlcera voltar a aparecer deve fazer-se novo tratamento, utilizando uma associação de antibióticos diferente, ou fazendo terapêutica quádrupla: um anti-secretor e três antibióticos.
 
Na maior parte dos casos, depois do tratamento, o médico não manda fazer nenhum teste para se certificar de que a bactéria desapareceu mas, nas úlceras complicadas ( que sangraram ou que perfuraram ) ou se por curiosidade quisermos saber se continuamos ou não com a bactéria no estômago, o nosso médico pode escolher um de vários testes para se certificar se houve ou não erradicação. O melhor teste é o teste respiratório que não exige nova endoscopia mas custa cerca de 12.000$00 (há vários laboratórios no Algarve – Faro, Albufeira e talvez noutros locais – que se encarregam da execução deste teste). Os outros testes exigem nova endoscopia para se colher um fragmento do estômago. Qualquer dos testes só deve ser feito, pelo menos 2 semanas depois, de não utilizarmos nenhum anti-secretor nem antibiótico, caso contrário, podem aparecer falsos negativos ou seja, pode o teste ser negativo embora o Helicobacter continue no estômago.

Como os anticorpos continuam no sangue, pelo menos durante 1 ano, depois de o Helicobacter desaparecer, a pesquisa de anticorpos no sangue não tem valor para verificar o êxito do tratamento.

Fonte: Gastro Algarve – Gastrenterologia

set 14 2008

A AIDS não é doença infecciosa

Entrevista com Dr. Roberto Giraldo, Presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da AIDS
 
A AIDS (sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida) não é uma doença infecciosa; não é causada por vírus e não se transmite por via sexual. Admitir a existência de um vírus – que até o momento não foi possível isolar – como origem da AIDS é negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indústria médica decidiu chamar de AIDS, como são as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunológico da raça humana. Admitir isso é questionar não só a origem de uma doença, como também grande parte dos problemas sanitários mundiais. A solução para a grande maioria desses problemas não depende de novos medicamentos e vacinas, mas de uma política justa, ética e solidária, hoje inexistente. Em linhas gerais, essas foram as conclusões apresentadas pelos cientistas dissidentes da versão oficial da AIDS no Encontro Internacional para a Reavaliação Científica da AIDS, organizado pela Asociación de Medicinas Complementarias, ocorrido em Barcelona, na Espanha, no mês de julho de 2002. O encontro, ignorado completamente pelos meios de comunicação, aconteceu paralelamente à Conferência Internacional da AIDS, patrocinada fundamentalmente pelas indústrias farmacêuticas. Como era de se esperar, as conclusões da Conferência sugeriram a promoção de novos medicamentos – e colossais investimentos para a pesquisa de uma hipotética vacina – como o único tratamento para as mais de seis milhões de pessoas afetadas.
 
O Doutor Roberto Giraldo, ex-catedrático de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Antióquia, na Colômbia, e presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da Hipótese do HIV-AIDS, denunciou uma vez mais, e com coragem, como o complô entre governos e indústrias farmacêuticas está pondo em perigo a sobrevivência do ser humano, com suas ações equivocadas, inverossímeis e terrivelmente mortais. Atualmente trabalha no Laboratório de Diagnóstico Molecular do New York Hospital Cornell Medical Center, de Nova Iorque. Ayda Ardila, da equipe de redação do boletim da Associação VIDA SANA de Barcelona, Espanha, entrevistou Dr. Roberto Giraldo.
 
Dr. Roberto Giraldo, o que é a AIDS? É o estado máximo de degeneração a que um ser humano pode chegar. Antes da AIDS havia muitas doenças e muitas condições que indicavam que os tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano estavam se deteriorando, mas com a AIDS falamos de um colapso de todos os sistemas e não somente do imunológico. É um sinal de alerta que nos indica que, pela primeira vez na história da humanidade, nossa espécie corre perigo de extinção.
 
Quais são as manifestações clínicas da AIDS? Nem todo aquele que apresenta reação positiva nos exames do HIV (Human Immunodeficiency Virus) tem AIDS. Uma pessoa tem AIDS quando está doente, quando já tem as manifestações ou sintomas de que seu sistema imunológico está em colapso e muitos de seus órgãos estão sofrendo as conseqüências do estresse devido a tóxicos. O sistema imunológico nos defende de infecções, de tumores e coordena todos os órgãos e funções do corpo humano. Ocorrendo a falência desse sistema, o indivíduo é vítima de inúmeras infecções que atentam contra sua vida, como pneumonia, toxoplasmose, criptococose e candidíase. Aparecem tumores, como o sarcoma de Kaposi, que é um tumor de vasos sanguíneos que começa na pele e penetra nos pulmões, fígado e vias digestivas. Não podendo o sistema imunológico controlar todos os órgãos do corpo, o indivíduo sofre demência, enfraquece, perde a visão, envelhece, tem diarréia… Mas cuidado: nem todo aquele que padece de alguma dessas infecções tem AIDS. Para que haja AIDS, é preciso que ocorram muitas infecções ao mesmo tempo.
 
E quanto à transmissão sexual? A AIDS não é uma infecção. Portanto, não se adquire mantendo relações sexuais com outra pessoa. Trata-se de uma doença tóxica e nutricional. Aconselho àqueles que padecem de AIDS a se informarem bem, pois existem dois lados na história da AIDS. Há o lado dos pesquisadores e defensores do HIV como sendo a causa da AIDS e há outro grupo de pesquisadores, jornalistas e ativistas de todo o mundo, além de gente comum, que acreditam, com base nos argumentos científicos disponíveis, que a AIDS não é uma doença infecciosa, não é causada por vírus, nem se transmite sexualmente.
 
E o sexo seguro? Não há nenhum inconveniente em manter relações sexuais com uma pessoa portadora do HIV, porque não há nada a ser transmitido. O que é grave é fazer sexo com uma pessoa e usar drogas, porque isso vai deteriorar o sistema imunológico. O mito da transmissão sexual é tão difundido, que existem seis bilhões de pessoas no planeta que acreditam nisso e têm pânico de sexo! É preciso recuperar a vida sexual como uma das atividades fundamentais do ser humano, porque esse mito está criando problemas para as gerações futuras.
 
Não se deve esquecer do uso do preservativo… Deve-se usar o preservativo para a finalidade que sempre teve: evitar a gravidez e o contato com o sêmen, pois está demonstrado que, quando se está doente, o sêmen é um agente biológico que reduz as defesas. O uso da “camisinha” evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis, a gonorréia… O preservativo não serve para evitar o contágio de um vírus que não existe!
 
E quanto à transmissão por transfusão de sangue, uso de seringas ou pela mãe ao feto? Há uma crença generalizada de que a doença é causada pelo HIV. Mas nada disso foi comprovado cientificamente e trata-se somente de um mito. Ao fornecerem gratuitamente seringas aos usuários de drogas, os governos estão não só promovendo a toxicomania, como também aumentando o tráfico. É preciso dizer a verdade aos usuários de drogas: está comprovado cientificamente que o uso de drogas por longos períodos destrói o sistema imunológico e provoca AIDS.
 
Qual é, então, a causa da AIDS? Na verdade há cinco agentes ou tóxicos que deterioram o sistema imunológico e causam AIDS.
  • agentes de origem química: drogas, contaminação ambiental, antibióticos, detergentes…;
  • agentes físicos: o ruído, viver em grandes alturas ou em grandes profundidades, o campo eletromagnético a que estamos submetidos pela criação cada vez mais freqüente de aparelhos elétricos, geradores de pequenas radiações, que, com o tempo, vão minando o sistema imunológico;
  • agentes biológicos: tudo aquilo que entra no corpo com vida, como o sangue, as vacinas, o sêmen…;
  • agentes mentais: a própria histeria de pânico à AIDS está criando estresse — de fato, há pessoas que fazem os exames todos os meses até sair positivo, pois está comprovado que o estresse produz grande aumento de anticorpos poliespecíficos no sangue, os quais provocam uma reação positiva nos exames, mesmo não havendo nenhuma infecção — a ansiedade, a depressão, viver negativamente…;
  • agentes nutricionais: o excesso de comida errada ou a falta de comida saudável. Nos países pobres, a AIDS é causada por fome, porque não se come o suficiente para satisfazer as necessidades do organismo.
Mas a fome existe há muitíssimo tempo na África… Sim, mas antes a África e os países pobres nunca haviam sido tão pobres como agora — e tudo tem limites. A renda per capita está diminuindo. Hhá cada vez menos dinheiro para comprar o básico, cada vez se come menos. A falta de comida está fazendo com que as crianças nasçam menores, cresçam menos e que a expectativa de vida diminua… Isso indica que a pobreza não é a mesma de sempre e que o corpo já não agüenta mais! As pessoas na África têm fome, desnutrição, parasitos e falta de higiene em decorrência da pobreza a que estão submetidas. Por isso é que lá há tantos casos de AIDS.
 
Por que persiste o mito da transmissão da AIDS? Na década de sessenta começou um movimento de libertação que levou ao exagero de certos direitos, dando lugar a orgias e ao consumo excessivo de drogas durante o ato sexual, entre as quais, os poppers (nitritos de amila e butila), usados como afrodisíacos que estimulam o desejo sexual e produzem o relaxamento de alguns esfíncteres do corpo humano, permitindo a penetração de objetos grandes no reto ou outros orifícios. Os primeiros casos de AIDS, em 1981, apareceram num grupo de homossexuais de Los Angeles, que realizavam esse tipo de práticas anormais. Enfatizo a caracterização de anormais, porque é preciso esclarecer que a homossexualidade nunca foi causadora de doença; é uma forma de vida que existe há milhares de anos e tão comum e regular quanto a heterossexual. Foi então que o CDC – Centro de Controle das Doenças dos Estados Unidos — cometeu um tremendo erro: não se perguntou o que tinha acontecido com essas pessoas. Os pesquisadores determinaram que, como era um grupo de homossexuais, a AIDS era uma doença de transmissão sexual.
 
Sem comprovação científica? Quando se recorre a pesquisas científicas para encontrar a causa dessa transmissão, não se acha nada que confirme tal afirmação. Trata-se de um boato que foi crescendo graças aos meios de comunicação.
 
O CDC é culpado desse mito? Sim, e continuarei fazendo essa afirmação ainda que me digam que estou fazendo uma acusação muito grave, por ser cidadão americano. Fui vítima de muitas perseguições pelos órgãos de saúde do governo americano. Pediram minha destituição do hospital onde trabalho, fizeram contra mim toda sorte de ofensas em razão do que tenho dito, mas estou convencido de que alguém tem que levantar a voz em defesa das pessoas e continuarei denunciando que o CDC criou um mito e está atentando contra a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo.
 
Por que os grupos dissidentes são um perigo para os governos, indústrias farmacêuticas, Banco Mundial…? Os dados científicos indicam que estamos com a razão e isso é muito grave, porque não há nada em comum entre nosso ponto de vista sobre a AIDS e o dos defensores ortodoxos do HIV. A ciência cometeu um erro muito grave. A AIDS é a doença que, na história da medicina, mais se difundiu. Entretanto, não é a doença que mata mais pessoas no mundo. Estatisticamente é superada pelos acidentes, assassinatos, suicídios, câncer, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas… Apesar disso, as pessoas não sabem muito sobre malária ou tuberculose e todo mundo acha que entende de AIDS e de sexo. Alguém provocou um caos para seis bilhões de pessoas e, quando o mundo se der conta disso, será muito embaraçoso e não vão perdoar alguns pesquisadores do governo por essa colossal mentira.
 
Aproxima-se um caos mundial? Há implicações políticas sérias porque, uma vez descoberta a verdade, quem vai acreditar de agora em diante nos governos do mundo? Quem vai acreditar nas companhias farmacêuticas, que estão produzindo drogas para matar um vírus que nunca foi visto? Certamente haverá um caos, mas nós, dissidentes, pensamos que os problemas graves têm soluções. Estamos apenas mostrando a verdade ao mesmo tempo em que torcemos para que isso não seja muito violento nem caótico.
 
Mas há outros interesses… Há quatro anos, quando fui à Conferência Mundial da AIDS, em Genebra, percebi que, junto aos estandes das indústrias farmacêuticas e das ONGs, havia um estande muito grande do Banco Mundial. Perguntei-me o que aquela instituição estava fazendo lá. Muito simples: o Banco Mundial lançou vários livros sobre a AIDS e está oferecendo empréstimos aos países pobres para que comprem medicamentos das companhias farmacêuticas americanas para tratar de um vírus inexistente, medicamentos que, em vez de curar, aceleram a morte do doente.
 
Qual a sua opinião sobre os medicamentos para pacientes de AIDS? Diz-se que a AIDS é uma doença viral. Mas, como todos os medicamentos contra vírus são terrivelmente tóxicos, não temos medicamentos para a poliomielite, hepatite B e A, dengue e outras doenças autenticamente virais. A uma pessoa que tem poliomielite, não se pode dar um tratamento para acabar com o vírus da pólio, porque isso acabaria matando essa pessoa e a medicina tem conhecimento desse fato há mais de cem anos. Por isso, chama a atenção que agora os pesquisadores das companhias farmacêuticas tenham resolvido desrespeitar um século de conhecimentos sobre a virologia e estejam inventando medicamentos para tratar de um vírus que nunca foi visto, nem isolado, nem cultivado. O vírus da pólio existe, como o da hepatite, da dengue…, mas o da AIDS, ainda precisam nos mostrar! A imagem do vírus que apresentaram na conferência oficial na da mais é do que uma criação virtual.
 
Como curar a AIDS? Os medicamentos são terrivelmente tóxicos e as próprias indústrias farmacêuticas fazem essa advertência nas bulas para se eximirem de toda responsabilidade. Nós, dissidentes, insistimos que a AIDS pode ser curada com medicamentos não-tóxicos, que resultam em cura definitiva, e não com antiviróticos, que destroem os tecidos do organismo e provocam a morte do paciente. Quando isso acontece, os pesquisadores simplesmente explicam que o vírus sofreu mutação e se tornou resistente.
 
Qual é o tratamento a ser seguido? Para os que não estão tomando medicamentos, é muito fácil: devem ficar longe de todos os agentes tóxicos que já mencionamos. Para aqueles que tomam medicamentos, sugiro que não os suspendam de um dia para o outro, pois existe o efeito placebo: a pessoa pode estar tomando esses medicamentos e acreditar que lhe fazem bem e essa crença lhe fará bem por um longo tempo. Se o uso do medicamento é suspenso e a pessoa se sente insegura, nesses dias pode sofrer um colapso do sistema imunológico e morrer. Primeiramente é preciso informar-se bem e ir diminuindo gradativamente o uso, com o acompanhamento de um profissional da saúde. Na medicina natural, por exemplo, são feitos excelentes tratamentos de desintoxicação, porque uma pessoa que tem AIDS (ou é soropositiva) está simplesmente intoxicada, oxidada, mas não infectada .
 
A solução é a desintoxicação? Sim, e posteriormente os órgãos e sistemas enfraquecidos devem ser estimulados pelo uso de vitaminas C, A e E, que são fortes antioxidantes. Se a pessoa é muito pobre, só a vitamina A é suficiente, pois até os defensores do HIV têm demonstrado que, se uma mãe tem bom nível de vitamina A no sangue, o filho jamais nascerá com AIDS, nem se tornará soropositivo. Mais que isso: se um soropositivo tiver níveis normais de vitamina A no sangue, nunca terá AIDS. Se o orçamento não é suficiente para comprar vitaminas, será preciso comer cenoura, frutas e verduras frescas que contenham muito caroteno, que são uma boa fonte de vitamina A. Portanto, a pessoa pode se curar facilmente e de forma pouco dispendiosa e, uma vez curada, pode ter uma vida normal.
 
Referências: Dr.Roberto Giraldo, Sida Y Agentes Estresantes, Editorial de La Universidad de Antioquia, Colombia. Em sua pesquisa, o Dr. Giraldo destaca as principais contribuições científicas de Peter Duesberg e do Grupo de Perth dirigido por Eleni Papadopulos-Eleopulos. robgiraldo@aol.com
 
Dr. Etienne de Harven, França. Especialista em microscopia eletrônica. Detalha razões científicas segundo as quais Luc Montagnier, Roberto Gallo e Jay Levy nunca isolaram o chamado HIV. Oferece detalhes técnicos para explicar porque não existe uma fotografia de microscópio eletrônico do suposto vírus da AIDS. pitou.deharven@wanadoo.fr
 
Fonte: TAPS

 

set 14 2008

Encefalomielite Disseminada Aguda

Elizabeth Regina Comini Frota.
 
A ADEM é a doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), monofásica, precedida em até 75% dos casos por uma infecção viral ou bacteriana, a maioria por infecções não específicas do trato respiratório. Pode se desenvolver também após uma vacina, e principalmente por isso vem se tornando cada vez mais importante no nosso meio devido aos esquemas de vacinação em crianças. A ADEM após vacinação ocorre preferencialmente após vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, mas já foi descrita após vacinação contra pólio, contra encefalites por carrapatos. Em nosso meio foram relatados e apresentados em congresso vários casos de ADEM após dengue e após vacina contra febre amarela.
 
A incidência estimada é de 0,8 casos por 100.000 hab por ano, não tem preponderância sexual ou racial. A epidemiologia tem apresentado mudanças desde sua descrição original no início do século XIX.  Em 1931, McAlpine descreveu 3 padrões de iniciação da ADEM: 1) pós-vacinal, 2) após infecções e 3) espontânea. Na época este autor observou que as formas pós-vacinais e espontâneas evoluem bem e a forma pós-infecciosa evolui muito mal. Parece que pouco mudou desde então porque estudos recentes têm corroborado estes observações.
 
Os sintomas em geral ocorrem após 7 a 14 dias da infecção ou da vacinação, e apesar de não estar estabelecido um período de latência é importante se estabelecer a relação temporal de até 30 dias entre a infecção ou vacinação, com a doença.  Alguns sintomas parecem estar associados à idade, nas crianças ocorre febre e cefaléia com mais freqüência e nos adultos sintomas motores e sensitivos predominam desde o início. Outros sintomas como ataxia, alteração do nível de consciência e sintomas relacionados ao tronco encefálico, ocorrem na maioria dos pacientes independente da idade.
 
Estudos realizados com Encefalite Alérgica Experimental levaram ao desenvolvimento de  conceitos de patogênese: o conceito da cascata infamatória que acredita numa infecção direta do SN pelo patógeno, resultando em lesão do tecido e uma invasão da circulação de auto-antígenos antes confinados devido a uma desintegração da Barreira Hemato-Encefálica. Outro conceito propõe a homologia de seqüências de aminoácidos entre o antígeno externo e a mielina, ou seja, o mimetismo molecular.
 
A melhor ferramenta diagnóstica é a Ressonância Magnética (RM) do encéfalo. O mais comum são lesões da substância branca em várias localizações, às vezes com acometimento do córtex e áreas do tálamo e gânglios da base, e o mais importante é que estas lesões têm aspecto de mesmo tempo de evolução, o que diferencia da EM que tem disseminação de lesões no tempo. A RM deve ser repetida a cada seis meses pelo menos porque as lesões da ADEM tendem a diminuir e até desaparecer.
 
O tratamento visa desacelerar a resposta inflamatória e é realizado com corticoterapia endovenosa em primeira escolha, embora não existam estudos controlados com este procedimento.