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	<title>Talidade &#187; alimentação</title>
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	<description>Não acredite! Não dúvide! Não Pense! Reflita!</description>
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		<title>Vai ter para todo mundo?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 19:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Informações & Curiosidades]]></category>
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		<description><![CDATA[O pre&#231;o dos alimentos disparou, e o aumento m&#233;dio no mundo passa dos 80%. A crise atual, a pior dos &#250;ltimos trinta anos, &#233; um grito de alerta sobre uma quest&#227;o que pouca gente ousa discutir: o planeta mal consegue alimentar 6,7 bilh&#245;es de bocas hoje. O que ocorrer&#225; em 2050, quando seremos 9,2 bilh&#245;es [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify"><img height="85" alt="" width="85" align="right" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/10/especial3.gif" />O <strong>pre&ccedil;o dos alimentos</strong> disparou, e o aumento m&eacute;dio no mundo passa dos 80%. A <strong>crise atual</strong>, a pior dos &uacute;ltimos trinta anos, &eacute; um grito de alerta sobre uma quest&atilde;o que pouca gente ousa discutir: o planeta mal consegue alimentar 6,7 bilh&otilde;es de bocas hoje. O que ocorrer&aacute; em 2050, quando seremos 9,2 bilh&otilde;es de terr&aacute;queos? <strong>A comida ser&aacute; cara e rara como nunca.</strong></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">Andr&eacute; Petry, de Nova York</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">Se tudo der certo, na noite deste domingo, precisamente &agrave;s 8h38, hora de Bras&iacute;lia, a sonda Phoenix vai pousar na regi&atilde;o norte de Marte, um peda&ccedil;o ainda n&atilde;o explorado do planeta vermelho. Sua miss&atilde;o ser&aacute; cavar a superf&iacute;cie em busca de &aacute;gua l&iacute;quida e bact&eacute;rias ou outros sinais que denunciem a possibilidade de existir vida em Marte. Na mesma hora, precisamente &agrave;s 8h38 da noite, o n&uacute;mero de crian&ccedil;as mortas no mesmo dia em todo o planeta Terra por causas relacionadas &agrave; fome ter&aacute; chegado a 14.856. S&oacute; no domingo. A <strong>f&oacute;rmula macabra</strong> &eacute; a seguinte: a cada cinco segundos <strong>morre uma crian&ccedil;a</strong> no mundo em decorr&ecirc;ncia de problemas provocados pela <strong>car&ecirc;ncia de calorias</strong> e prote&iacute;nas m&iacute;nimas para a&nbsp;<span id="1223492943138S" style="display: none">&nbsp;</span><strong>sobreviv&ecirc;ncia</strong>. &Eacute; dram&aacute;tico que a humanidade, em meio a progressos estupendos como a capacidade de escavar o solo de outro planeta em busca de vida pregressa, ainda seja assombrada pelo fantasma da fome &ndash; que ceifa a vida presente e futura na Terra. O mais dram&aacute;tico &eacute; que, durante os dez meses em que a Phoenix rasgou o &eacute;ter em dire&ccedil;&atilde;o a Marte, a situa&ccedil;&atilde;o aqui embaixo ficou ainda pior. O trigo, o milho, o leite, o a&ccedil;&uacute;car, o ovo, o frango &ndash; <strong>tudo subiu</strong>. Em alguns casos, como o do arroz, esse cereal que alimenta metade dos habitantes do planeta, o <strong>pre&ccedil;o dobrou</strong> em um ano. Pela primeira vez na hist&oacute;ria, o custo global de importar alimentos passar&aacute; de 1 trilh&atilde;o de d&oacute;lares.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><img height="300" alt="Filipina protesta com panela vazia: faltou dinheiro para a pesquisa do arroz - Luis Liwanag/AFP" width="201" align="right" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/10/especial4.jpg" />Os pobres do mundo est&atilde;o inquietos. Na Som&aacute;lia, a pol&iacute;cia dispersa multid&otilde;es famintas a tiros. Na Indon&eacute;sia, com quase metade de seus 230 milh&otilde;es de <strong>habitantes</strong> vivendo na <strong>pobreza</strong>, cada aumento de 10% no pre&ccedil;o do arroz joga 2 milh&otilde;es de pessoas na mis&eacute;ria absoluta. No Haiti, os pre&ccedil;os altos derrubaram o governo. Na Mal&aacute;sia, pa&iacute;s nem t&atilde;o pobre assim, o governo andou balan&ccedil;ando. No M&eacute;xico, protestos de rua contra o pre&ccedil;o das tortillas assustaram as autoridades. Na Tail&acirc;ndia, um dos celeiros de arroz do planeta, h&aacute; mercados limitando a compra do produto por cliente. Na Argentina, assolada pelo populismo da presidente Cristina Kirchner, os panela&ccedil;os voltaram a ser ouvidos, com produtores rurais reagindo contra medidas do governo e consumidores irritados com a escassez nos supermercados. Existem situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas no Paquist&atilde;o, no Egito, no Senegal. Em Gana, Bangladesh, Mianmar. H&aacute; fome na Cor&eacute;ia do Norte, na Eti&oacute;pia. No Brasil, o quadro &eacute; mais confort&aacute;vel, mas um peda&ccedil;o da crise mundial chegou ao pa&iacute;s, com o pre&ccedil;o dos alimentos ultrapassando a m&eacute;dia da infla&ccedil;&atilde;o. No Pal&aacute;cio do Planalto, estuda-se aumentar em 5% o benef&iacute;cio concedido pelo Bolsa Fam&iacute;lia para compensar a alta nos pre&ccedil;os.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">&quot;Estamos vivendo a pior crise dos &uacute;ltimos trinta anos&quot;, alarma-se o economista <strong>Jeffrey Sachs</strong>, professor da Universidade Col&uacute;mbia, em Nova York, e conselheiro especial de Ban Ki-moon, secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). <strong>E n&atilde;o vai melhorar</strong>. Um relat&oacute;rio da FAO, a entidade da ONU que cuida dos alimentos e da agricultura no mundo, acabou de sair do forno em Roma, trazendo <strong>previs&otilde;es sombrias</strong>. O documento, divulgado na quinta-feira passada, diz que <strong>os alimentos n&atilde;o voltar&atilde;o a ser baratos como antes</strong>. A comida mais cara, portanto, chegou para ficar. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que deixa ainda mais vulner&aacute;veis 850 milh&otilde;es de pessoas ao redor do planeta, uma massa cronicamente subnutrida que vive sempre sob o espectro da fome. Antes, uma an&aacute;lise elaborada por uma equipe do Banco Mundial j&aacute; fazia previs&otilde;es parecidas. Dizia que os pre&ccedil;os ficar&atilde;o altos at&eacute; 2009, quando ent&atilde;o come&ccedil;ar&atilde;o a cair. A queda, por&eacute;m, n&atilde;o ser&aacute; acentuada, e os pre&ccedil;os ficar&atilde;o &quot;bem acima&quot; do n&iacute;vel registrado em 2004. O Banco Mundial calcula que a situa&ccedil;&atilde;o ficar&aacute; como est&aacute;, amea&ccedil;adora e preocupante, pelo menos at&eacute; 2015. E em 2015 a popula&ccedil;&atilde;o mundial ter&aacute; cerca de 600 milh&otilde;es de bocas a mais para alimentar. &Eacute; o equivalente a quase tr&ecirc;s Brasis a mais. <strong>Vai dar?</strong></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">Em 1798, o economista ingl&ecirc;s <strong>Thomas Malthus</strong> previu que a humanidade se afundaria em guerras e doen&ccedil;as porque a fome reinaria no planeta. Seus c&aacute;lculos indicavam que a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos crescia em ritmo aritm&eacute;tico (1, 2, 3, 4&#8230;) e a popula&ccedil;&atilde;o aumentava em ritmo geom&eacute;trico (1, 2, 4, 8&#8230;). Malthus errou tudo. Em seu tempo, n&atilde;o tinha como prever a inven&ccedil;&atilde;o dos fertilizantes, que fizeram disparar a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, ou dos contraceptivos, que permitiram planejar o tamanho das fam&iacute;lias em sociedades mais afluentes. Agora, no entanto, come&ccedil;a a ganhar f&ocirc;lego no meio acad&ecirc;mico a escola dos <strong>neomalthusianos</strong>. Eles acham que a armadilha agora &eacute; gente demais vivendo num meio ambiente degradado demais. Em 2050, prev&ecirc;-se, seremos 9,2 bilh&otilde;es de pessoas &ndash; ou 2,5 bilh&otilde;es a mais do que hoje. Em seu &uacute;ltimo livro, <strong>Jeffrey Sachs</strong> arrasta uma asa para o <strong>neomalthusianismo</strong> e faz um apelo para que o total de habitantes n&atilde;o passe de 8 bilh&otilde;es at&eacute; 2050. Escreve Sachs: &quot;A atual trajet&oacute;ria econ&ocirc;mica, demogr&aacute;fica e ambiental do mundo &eacute; insustent&aacute;vel&quot;. Ele defende a &quot;coopera&ccedil;&atilde;o global&quot; para salvar o planeta e superar &quot;o paradoxo de uma economia global unificada e uma sociedade global dividida&quot;.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: center"><img height="182" alt="" width="325" align="middle" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/10/especial6.gif" />&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">A <strong>crise atual</strong> decorre de uma combina&ccedil;&atilde;o de causas: colheitas ruins, especula&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os, aumento excepcional do barril de petr&oacute;leo e a explos&atilde;o dos biocombust&iacute;veis. Mas o que ajudar&aacute; a perpetuar o problema &eacute; o aumento do consumo de alimentos, sobretudo na China e na &Iacute;ndia, as locomotivas asi&aacute;ticas que, juntas, t&ecirc;m mais de um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial. A China, em especial, tem peso fenomenal. Se cada chin&ecirc;s comer um frango a mais, dentro de cinco anos explodir&aacute; o mercado de milho, a ra&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da ave. <strong>&quot;O frango &eacute; um milho com asa&quot;</strong>, brinca o professor <strong>Mauro de Rezende Lopes</strong>, economista da <strong>Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas</strong>, no Rio de Janeiro. &quot;E, quanto maior o poder aquisitivo, mais carne as pessoas consomem.&quot; Com a economia crescendo a 10% e o consumo de calorias aumentando 20%, a China, essa terra onde aconteceram mais de 1 500 ondas de fome na era crist&atilde;, est&aacute; formando uma imensa classe m&eacute;dia &ndash; que quer comer carne. O problema &eacute; que, para cada quilo de carne que a vaca engorda, s&atilde;o necess&aacute;rios 8 quilos de gr&atilde;os para aliment&aacute;-la. Considerando que boa parte &eacute; gordura e osso, a conta muda: para cada quilo de carne boa v&atilde;o 13 quilos de gr&atilde;os. &Eacute; preciso produzir isso tudo.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">&quot;Temos de acreditar que seremos capazes de dar de comer a todos e tomar as provid&ecirc;ncias necess&aacute;rias&quot;, diz o estudioso <strong>David Orden</strong>, do International <strong>Food Policy Research Institute</strong>, em Washington, e professor da Universidade Virginia Polytechnic. As provid&ecirc;ncias foram deixando de ser tomadas. Na d&eacute;cada de 60, com a popula&ccedil;&atilde;o crescendo mais que a produ&ccedil;&atilde;o de comida, uma crise se avizinhava, mas foi espantada pela &quot;revolu&ccedil;&atilde;o verde&quot;, que multiplicou a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. &Iacute;ndia e Paquist&atilde;o adotaram novas sementes, irriga&ccedil;&atilde;o, fertilizantes. O processo foi capitaneado por um velhinho simp&aacute;tico, o agr&ocirc;nomo <strong>Norman Borlaug</strong>, que hoje, aos 94 anos, morando no Texas, ainda tenta trabalhar nos intervalos entre uma hospitaliza&ccedil;&atilde;o e outra, sempre sob os cuidados de uma neta. Da revolu&ccedil;&atilde;o verde para c&aacute;, com comida farta e barata, investimentos foram sumindo e pesquisas, minguando. Pa&iacute;ses que n&atilde;o plantavam n&atilde;o se preocupavam em faz&ecirc;-lo. Existia alimento de sobra. H&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, o ministro americano da Agricultura, <strong>John Block</strong>, disse que a proposta de que os pa&iacute;ses pobres deveriam produzir o pr&oacute;prio alimento era &quot;um anacronismo de eras passadas&quot;, ou seja, eles podiam comprar os produtos americanos, fartos e baratos. Assim, o mundo foi-se esquecendo de cuidar da agricultura. Um exemplo financeiro. Em 1980, o Banco Mundial desembolsou 7,7 bilh&otilde;es de d&oacute;lares para empr&eacute;stimos agr&iacute;colas. Em 2004, foram apenas 2 bilh&otilde;es.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">Em paralelo, intensificou-se a urbaniza&ccedil;&atilde;o. Neste ano, ocorreu a virada: <strong>pela primeira vez na hist&oacute;ria da humanidade h&aacute; mais gente vivendo na cidade do que no campo</strong>. No campo, produz-se o que se come na cidade. <strong>Isso significa que h&aacute; menos gente produzindo para mais gente</strong> &ndash; e, quando isso acontece, &eacute; preciso ter boa distribui&ccedil;&atilde;o da comida. Nos Estados Unidos, as fam&iacute;lias rurais s&atilde;o 1% da popula&ccedil;&atilde;o e alimentam 99%. &quot;Talvez metade da fome global seja problema de infra-estrutura e distribui&ccedil;&atilde;o&quot;, diz <strong>Josette Sheeran</strong>, que comanda o <strong>Programa Mundial de Alimenta&ccedil;&atilde;o</strong> da <strong>ONU</strong>, entidade que socorre v&iacute;timas da fome mundo afora. Recentemente, Sheeran ganhou as manchetes globais ao dizer, diante do Parlamento ingl&ecirc;s, que a crise atual &eacute; um &quot;<strong>tsunami silencioso</strong>&quot;. Uma forma de combat&ecirc;-lo &eacute; melhorar a distribui&ccedil;&atilde;o. A produ&ccedil;&atilde;o mundial &eacute; suficiente para alimentar todos. S&oacute; que n&atilde;o chega a todos. Nos Estados Unidos, a distribui&ccedil;&atilde;o &eacute; &oacute;tima, mas o <strong>desperd&iacute;cio &eacute; um esc&acirc;ndalo</strong>. Um estudo de 1995 descobriu que os americanos jogam fora 27% da comida dispon&iacute;vel para consumo. S&atilde;o n&uacute;meros assombrosos. <strong>Uma fam&iacute;lia de quatro pessoas p&otilde;e 4,7 quilos de carne e peixe no lixo todo m&ecirc;s!</strong> Se um quarto do desperd&iacute;cio fosse recuperado, daria para alimentar 20 milh&otilde;es de pessoas num dia! Se falta comida na Som&aacute;lia, onde a inseguran&ccedil;a alimentar amea&ccedil;a mais de 2 milh&otilde;es de pessoas, e sobra comida nos EUA, <strong>onde 66% da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; acima do peso</strong>, o problema n&atilde;o est&aacute; apenas na produ&ccedil;&atilde;o.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">N&atilde;o h&aacute; receita pronta para superar a atual crise, mas duas medidas s&atilde;o inevit&aacute;veis. A primeira, de curto prazo, &eacute; despachar ajuda imediata aos milh&otilde;es amea&ccedil;ados pela fome, de modo a evitar uma crise humanit&aacute;ria de grandes propor&ccedil;&otilde;es. A segunda &eacute; voltar a jogar dinheiro na agricultura. Num instituto de pesquisa no M&eacute;xico, desenvolveu-se um milho capaz de resistir &agrave; seca da &Aacute;frica e um trigo que sobrevive &agrave;s pragas do sul da &Aacute;sia. Mas nunca apareceu o dinheiro para que as duas variedades chegassem &agrave;s m&atilde;os dos pobres. Nas Filipinas, onde as mulheres t&ecirc;m protestado exibindo panelas vazias nas ruas, os cientistas identificaram catorze tra&ccedil;os gen&eacute;ticos que podem salvar o arroz da praga do gafanhoto, mas n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para executar o trabalho. &Eacute; uma neglig&ecirc;ncia inadmiss&iacute;vel. Interc&acirc;mbios s&atilde;o exeq&uuml;&iacute;veis h&aacute; s&eacute;culos: os europeus trouxeram para as Am&eacute;ricas o trigo e o cavalo e, daqui, levaram a batata, por exemplo. Como hoje uma semente n&atilde;o consegue sair do M&eacute;xico e chegar ao Togo?</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify">A <strong>fome</strong> nunca se ausentou da vida humana, seja por f&uacute;ria da natureza, que criou o fungo da batata que matou 1 milh&atilde;o de irlandeses em meados do s&eacute;culo XIX, seja como conseq&uuml;&ecirc;ncia da <strong>bestialidade humana</strong>. Na II Guerra Mundial, al&eacute;m da bomba at&ocirc;mica, a fome foi uma arma poderosa. No gueto de Vars&oacute;via, onde cada judeu tinha direito a uma ra&ccedil;&atilde;o de menos de 200 calorias di&aacute;rias &ndash; o recomendado &eacute; em torno de 2.500 &ndash;, a <strong>fome</strong> estava &agrave; espreita em cada esquina dos 100 quarteir&otilde;es que abrigavam meio milh&atilde;o de judeus. A <strong>fome</strong> tamb&eacute;m matou milhares de sovi&eacute;ticos no cerco nazista a Leningrado, que ficou nove meses sem receber comida. Contando-se a hist&oacute;ria da <strong>fome</strong>, conta-se a hist&oacute;ria da humanidade. A fome est&aacute; na guerra. A fome est&aacute; na pol&iacute;tica, na forma (sempre p&uacute;blica e barulhenta) da greve de fome. A fome est&aacute; na religi&atilde;o, na forma (sempre reservada e silenciosa) do jejum, seja para judeus, cat&oacute;licos, mu&ccedil;ulmanos ou hindus. A fome est&aacute; no centro da trag&eacute;dia humana, mas sempre fomos salvos pelo engenho cient&iacute;fico do pr&oacute;prio homem. A ci&ecirc;ncia que fertilizou a terra, controlou pestes, reinventou sementes. A ci&ecirc;ncia ter&aacute;, mais uma vez, de nos salvar.</div>
<div style="text-align: justify">Se tudo der certo, a sonda Phoenix vai tirar uma fotografia de sua aterrissagem sobre o solo de Marte. A imagem percorrer&aacute; 680 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros e, em duas horas, chegar&aacute; ao centro da Nasa, nos Estados Unidos. Durante a viagem da foto, morrer&atilde;o 1 440 crian&ccedil;as de fome no mundo.</div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: center"><img height="358" alt="" width="549" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/10/especial5.jpg" /></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><strong>Fonte: </strong><a target="_blank" href="http://veja.abril.com.br/280508/p_068.shtml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/veja.abril.com.br/280508/p_068.shtml?referer=');">Revista VEJA&nbsp; Edi&ccedil;&atilde;o 2062&nbsp; 28 de maio de 2008</a></div>
<p style="text-align: justify"><strong>&nbsp;</strong></p>
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		<title>Excesso de flúor pode ser mais prejudicial do que sua ausência</title>
		<link>http://talidade.com.br/2008/09/23/excesso-de-fluor-pode-ser-mais-prejudicial-do-que-sua-ausencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 15:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação & Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[A efic&#225;cia do fl&#250;or em rela&#231;&#227;o &#224; preven&#231;&#227;o de c&#225;s e &#224; manuten&#231;&#227;o de dentes saud&#225;veis j&#225; foi atestada por v&#225;rios estudos. Sua presen&#231;a n&#227;o &#233; essencial, mas a subst&#226;ncia &#233;, sem d&#250;vida, um grande aliado do fortalecimento da estrutura dent&#225;ria, por meio de sua incorpora&#231;&#227;o nos cristais do esmalte. No entanto, &#233; preciso prestar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A efic&aacute;cia do fl&uacute;or em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;s e &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de dentes saud&aacute;veis j&aacute; foi atestada por v&aacute;rios estudos. <strong>Sua presen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; essencial</strong>, mas a subst&acirc;ncia &eacute;, sem d&uacute;vida, um grande aliado do fortalecimento da estrutura dent&aacute;ria, por meio de sua incorpora&ccedil;&atilde;o nos cristais do esmalte. No entanto, <strong>&eacute; preciso prestar aten&ccedil;&atilde;o para os excessos</strong>. </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A atua&ccedil;&atilde;o do fl&uacute;or deixa o esmalte menos suscet&iacute;vel &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de microrganismos, o que torna importante sua aplica&ccedil;&atilde;o tanto nos dentes de leite quanto nos permanentes.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A presen&ccedil;&atilde; do fl&uacute;or em dose exagerada no organismo, por&eacute;m, &eacute; prejudicial, podendo ocasionar dois tipos de intoxica&ccedil;&atilde;o: a aguda e a cr&ocirc;nica.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A primeira ocorre quando h&aacute; alta concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em algum produto aplicado no paciente. No uso de gel fluoretado, por exemplo, o dentista n&atilde;o deve deixar de colocar o sugador que evita a degluti&ccedil;&atilde;o do gel t&oacute;xico. Assim, caso o paciente se queixe de dores estomacais, n&aacute;useas e v&ocirc;mitos, o indicado &eacute; a ingest&atilde;o de leite.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O c&aacute;lcio contido no leite ao se combinar com o fl&uacute;or, forma o fluoreto de c&aacute;lcio, sal insol&uacute;vel n&atilde;o absorv&iacute;vel pelo organismo. Nos quadros mais graves, em que o paciente j&aacute; demonstra manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e parte do fl&uacute;or j&aacute; foi absorvido, &eacute; necess&aacute;ria a lavagem g&aacute;strica ou at&eacute; a hemodi&aacute;lise.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><strong><span style="font-family: Arial">A intoxica&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica, mais conhecida como fluorose</span></strong><span style="font-family: Arial">, ocorre quando um produto com baixa concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or &eacute; utilizado durante um longo per&iacute;odo, geralmente meses ou anos. A taxa de fl&uacute;or &eacute; baixa, por&eacute;m maior do que os n&iacute;veis aceit&aacute;veis.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A degluti&ccedil;&atilde;o de pasta de dente ou solu&ccedil;&otilde;es bucais e eventuais erros na dosagem de fl&uacute;or colocado na &aacute;gua para o abastecimento da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os principais causadores da <strong>fluorose</strong>.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Existem ocorr&ecirc;ncias de fluorose end&ecirc;mica nas regi&otilde;es em que a &aacute;gua n&atilde;o &eacute; fluoretada artificialmente, como na maioria das cidades, porque o len&ccedil;ol fre&aacute;tico cont&eacute;m uma quantidade de fl&uacute;or maior do que a necess&aacute;ria. Se o n&iacute;vel de fl&uacute;or na &aacute;gua &eacute; maior do que uma parte por milh&atilde;o (1ppm), a intoxica&ccedil;&atilde;o pode ocorrer.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A fluorose &eacute; identificada pelo aparecimento de manchas nos dentes. Sua vers&atilde;o leve, por exemplo, cria manchas brancas, geralmente estrias horizontais que acompanham toda a face do dente.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Dependendo da severidade do caso, isto &eacute;, do tempo de exposi&ccedil;&atilde;o permanente do indiv&iacute;duo ao fl&uacute;or, a fluorose pode gerar manchas amarelas, amarronzadas e, nos casos mais graves, perda do esmalte dent&aacute;rio.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Em todas as circunst&acirc;ncias, n&atilde;o h&aacute; tratamento. Uma vez manchado o dente, n&atilde;o h&aacute; o que fazer; por&eacute;m, se a mancha for pequena, pode-se lixar a estrutura dent&aacute;ria na tentativa de remov&ecirc;-la, o que n&atilde;o &eacute; recomendado pelos dentistas em todos os casos.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">As intoxica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o raras, mas ocorrem principalmente em crian&ccedil;as que engolem o gel colocado nas moldeiras no momento da aplica&ccedil;&atilde;o do fl&uacute;or e o dentifr&iacute;cio das escova&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. A ingest&atilde;o acidental do fl&uacute;or da pasta pode ser evitada nas crian&ccedil;as com menos de tr&ecirc;s anos de idade, usando para escova&ccedil;&otilde;es creme dental sem fl&uacute;or.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Para o adulto, usa-se a chamada t&eacute;cnica transversal, que consiste em colocar a pasta no sentido transversal das cerdas, ao inv&eacute;s de aplic&aacute;-la na extens&atilde;o da escova, o que ocuparia cerca de um ter&ccedil;o do seu comprimento.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Segundo a professora da Faculdade de Odontologia da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), &Eacute;rica Negrini Lia, &eacute; desperd&iacute;cio usar mais dentifr&iacute;cio al&eacute;m da por&ccedil;&atilde;o indicada.</span></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><br />
&quot;A limpeza n&atilde;o &eacute; feita pela espuma, e sim pelo ato mec&acirc;nico da escova&ccedil;&atilde;o&quot;, ensina ela. Assim, a qualidade da higieniza&ccedil;&atilde;o &eacute; mais importante do que a quantidade de escova&ccedil;&otilde;es e de creme dental usado na limpeza.</span></div>
<p><strong>Fonte:</strong> <a target="_blank" href="http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=365" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=365&amp;referer=');">Sa&uacute;de em Movimento</a></p>
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		<title>&#8220;Transgênicos são inseguros e têm que ser banidos&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 15:27:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[S&#227;o Paulo, Brasil &#8212; Diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Respons&#225;vel e autor de dois livros-bomba contra os transg&#234;nicos &#8211; Sementes da Decep&#231;&#227;o e Roleta Gen&#233;tica -, Jeffrey Smith dedica boa parte do seu tempo viajando o mundo para dar palestras e alertar governos sobre os riscos da biotecnologia aplicada aos alimentos. N&#227;o s&#227;o poucos.
&#160;
&#8220;Diferentemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><img width="153" height="128" align="left" alt="" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/09/11786091.gif" />S&atilde;o Paulo, Brasil &mdash; Diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Respons&aacute;vel e autor de dois livros-bomba contra os <strong>transg&ecirc;nicos </strong>&ndash; Sementes da Decep&ccedil;&atilde;o e Roleta Gen&eacute;tica -, Jeffrey Smith dedica boa parte do seu tempo viajando o mundo para dar palestras e alertar governos sobre os riscos da biotecnologia aplicada aos alimentos. N&atilde;o s&atilde;o poucos.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">&ldquo;Diferentemente da <strong>polui&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica</strong>, os transg&ecirc;nicos se auto-propagam e podem se tornar elementos fixos de nosso meio ambiente. Com tamanha heran&ccedil;a, me parece razo&aacute;vel e prudente congelar qualquer novo lan&ccedil;amento de transg&ecirc;nicos at&eacute; que tenhamos uma melhor compreens&atilde;o do DNA, e as ramifica&ccedil;&otilde;es de nossa interven&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma Smith, que esteve no Brasil em outubro e participou do semin&aacute;rio Alimentos transg&ecirc;nicos e seus impactos na sa&uacute;de, no meio ambiente e na economia. Em seguida, concedeu esta entrevista &agrave; Revista do Greenpeace.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">1 &ndash; Qual &eacute; a sua principal preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos transg&ecirc;nicos hoje em dia: contamina&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, riscos &agrave; sa&uacute;de humana ou a amea&ccedil;a econ&ocirc;mica dessa tecnologia?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Eu me especializei nos <strong>perigos &agrave; sa&uacute;de</strong> dos organismos geneticamente modificados (OGMs), que hoje est&atilde;o ligados a milhares de doen&ccedil;as, casos de <strong>esterilidade </strong>e <strong>morte</strong>, milhares de rea&ccedil;&otilde;es <strong>t&oacute;xicas </strong>e <strong>al&eacute;rgicas </strong>em humanos, e danos a virtualmente todo &oacute;rg&atilde;o e sistema estudados em animais de laborat&oacute;rios. Esses perigos, no entanto, ganham ainda mais for&ccedil;a pelo fato dos OGMs contaminarem as planta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-transg&ecirc;nicas e as esp&eacute;cies selvagens, permanecendo no meio ambiente por muito tempo.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">2 &ndash; O governo franc&ecirc;s anunciou recentemente que vai congelar o cultivo de transg&ecirc;nicos no pa&iacute;s at&eacute; que seja poss&iacute;vel provar que esses organismos n&atilde;o oferecem risco aos humanos e ao meio ambiente. Outros pa&iacute;ses europeus fizeram o mesmo. Por outro lado, pa&iacute;ses como Brasil, China e &Iacute;ndia est&atilde;o ampliando suas planta&ccedil;&otilde;es de transg&ecirc;nicos. Como voc&ecirc; explica isso?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Est&aacute; claro para mim que o assunto ganhou for&ccedil;a no Brasil gra&ccedil;as a uma combina&ccedil;&atilde;o de desinforma&ccedil;&atilde;o e forte influ&ecirc;ncia da Monsanto e outras corpora&ccedil;&otilde;es multinacionais, al&eacute;m dos Estados Unidos. Isso &eacute; tamb&eacute;m verdade para outros pa&iacute;ses que est&atilde;o apostando nos transg&ecirc;nicos, mas sua ado&ccedil;&atilde;o &eacute; um passo ruim em termos econ&ocirc;micos para os agricultores e para a economia do pa&iacute;s em geral.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O impacto dos transg&ecirc;nicos nos Estados Unidos e no Canad&aacute; foi um <strong>desastre econ&ocirc;mico</strong>. As exporta&ccedil;&otilde;es de milho e canola para a Europa se perderam, as vendas de soja est&atilde;o baixas e o governo americano gasta de US$ 3 bilh&otilde;es a US$ 5 bilh&otilde;es por ano para assegurar os pre&ccedil;os das colheitas de transg&ecirc;nicos que ningu&eacute;m quer. A expans&atilde;o dos transg&ecirc;nicos no Brasil prejudica a oportunidade do pa&iacute;s de se aproveitar do crescente mercado para produtos n&atilde;o-transg&ecirc;nicos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">3 &ndash; Muitos pa&iacute;ses t&ecirc;m regras sobre a rotulagem de produtos que s&atilde;o fabricados com mat&eacute;ria-prima transg&ecirc;nica, mas quase ningu&eacute;m as respeita. No Brasil, acontece o mesmo. Como o direito do consumidor de escolher entre transg&ecirc;nicos e n&atilde;o-transg&ecirc;nicos pode ser respeitado?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; A rotulagem funciona bem na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, mas &eacute; praticamente ignorada no Brasil. Isso &eacute; uma vergonha terr&iacute;vel e deixa os consumidores sem escolha de obter produtos n&atilde;o-transg&ecirc;nicos mais saud&aacute;veis. N&atilde;o conhe&ccedil;o os recursos legais ou legislativos que os brasileiro podem ter para for&ccedil;ar as empresas a seguir a lei. Nos Estados Unidos, n&atilde;o temos regras de rotulagem para transg&ecirc;nicos. Como uma alternativa, estamos promovendo um r&oacute;tulo que diz &ldquo;N&atilde;o-transg&ecirc;nico&rdquo;. J&aacute; os vi em alguns produtos no Brasil. Sem essa afirma&ccedil;&atilde;o (ou um r&oacute;tulo de produto org&acirc;nico), consumidores teriam que evitar todos os produtos brasileiros contendo derivados de soja ou &oacute;leo de semente de algod&atilde;o &ndash; que s&atilde;o plantados no pa&iacute;s. Para produtos americanos, os consumidores tamb&eacute;m teriam que evitar derivados de milho e canola, que s&atilde;o em sua maioria transg&ecirc;nicos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">4 &ndash; Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o no semin&aacute;rio sobre transg&ecirc;nicos da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV), em S&atilde;o Paulo, voc&ecirc; observou que quanto mais os consumidores sabem sobre os transg&ecirc;nicos, mais eles o rejeitam. Que tipo de informa&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o chegou ao p&uacute;blico e que deveria chegar imediatamente, devido &agrave; sua import&acirc;ncia?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Variedades de milho e algod&atilde;o s&atilde;o geneticamente modificados para produzir uma prote&iacute;na pesticida chamada toxina Bt (do Bacillus thuringiensis). Ela &eacute; usada por agricultores na forma de spray e por isso foi considerada inofensiva para o ser humano. <strong>Mas isso &eacute; claramente equivocado. </strong>As pessoas expostas ao spray com a toxina Bt tiveram todos os tipos de sintomas al&eacute;rgicos e ratos que ingeriram o Bt tiveram alterados seus sistemas imunol&oacute;gicos e apresentaram crescimento anormal e excessivo de c&eacute;lulas. O Bt encontrado em alguns transg&ecirc;nicos &eacute; mais t&oacute;xico e milhares de vezes mais concentrado do que o spray, e vem sendo acusado por in&uacute;meros casos de doen&ccedil;as em humanos e outros seres vivos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Outro problema &eacute; que os genes inseridos nesses organismos geneticamente modificados podem ser transferidos da comida para a bact&eacute;ria que temos em nosso aparelho digestivo ou outros &oacute;rg&atilde;os internos. Essa possibilidade foi descartada antes baseada suposi&ccedil;&atilde;o de que genes ingeridos s&atilde;o destru&iacute;dos rapidamente pelo sistema digestivo. <strong>N&atilde;o &eacute; bem assim. </strong>Estudos em animais demonstraram que o DNA ingerido por viajar pelo corpo, at&eacute; mesmo at&eacute; o feto por meio da placenta. Os transgenes de planta&ccedil;&otilde;es geneticamente modificadas ingeridos por animais foram encontrados no sangue, f&iacute;gado e rins. O &uacute;nico teste publicado sobre alimenta&ccedil;&atilde;o humana com comida transg&ecirc;nica verificou que o material gen&eacute;tico inserido na soja transg&ecirc;nica foi transferido para o DNA das bact&eacute;rias do intestino.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Agora, junte os dois riscos acima a um terceiro. Se o gene do milho que cria a toxina Bt for transferido para as bact&eacute;rias de nosso sistema digestivo (como partes do gene da soja vem fazendo), </span><strong><span style="font-family: Arial;">nossa flora intestinal pode ser transformada numa f&aacute;brica viva de pesticida.</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Al&eacute;m desse problema, animais de laborat&oacute;rio alimentados com comida transg&ecirc;nica tiveram problemas de crescimento, no sistema imunol&oacute;gico, sangramento estomacal, crescimento anormal e potencialmente cancer&iacute;geno de c&eacute;lulas no intestino, desenvolvimento anormal de c&eacute;lulas sangu&iacute;neas, problemas nas estruturas celulares do f&iacute;gado, p&acirc;ncreas e test&iacute;culos, altera&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o gen&eacute;tica e do metabolismo celular, les&otilde;es no f&iacute;gado e rins, f&iacute;gados parcialmente atrofiados, rins inflamados, c&eacute;rebros e test&iacute;culos menos desenvolvidos, f&iacute;gados, p&acirc;ncreas e intestinos inchados, redu&ccedil;&atilde;o das enzimas digestivas, alta no a&ccedil;&uacute;car no sangue, inflama&ccedil;&atilde;o no tecido pulmonar, e aumento nas taxas de mortalidade. Dezenas de agricultores relataram que variedades transg&ecirc;nicas de milho causaram esterilidade em seus porcos e vacas, pastores afirmam que 25% de suas ovelhas morreram ao comer plantas de algod&atilde;o Bt (cerca de 10 mil ovelhas mortas), e outros afirmam que vacas, b&uacute;falos, galinhas e cavalos tamb&eacute;m morreram ap&oacute;s comerem planta&ccedil;&otilde;es transg&ecirc;nicas. Agricultores filipinos em pelo menos cinco vilarejos ficaram doentes quando o milho Bt de planta&ccedil;&otilde;es vizinhas estava polinizando e centenas de trabalhadores na &Iacute;ndia relataram rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas ao manusear algod&atilde;o Bt.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">5 &ndash; Pessoas que comem produtos transg&ecirc;nicos por longos per&iacute;odos podem ter problemas de sa&uacute;de? H&aacute; casos ou evid&ecirc;ncias disso?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Uma das afirma&ccedil;&otilde;es mais anti-cient&iacute;fica e perigosa j&aacute; feita pela ind&uacute;stria de biotecnologia &eacute; que milh&otilde;es de pessoas nos Estados Unidos comeram alimentos transg&ecirc;nicos durante uma d&eacute;cada e ningu&eacute;m ficou doente. Pelo contr&aacute;rio, os transg&ecirc;nicos j&aacute; podem estar contribuindo para s&eacute;rios problemas de sa&uacute;de, mas como ningu&eacute;m estava monitorando isso, pode levar v&aacute;rias d&eacute;cadas at&eacute; que seja poss&iacute;vel identificar esses problemas.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Nos anos 80, cerca de 100 americanos morreram e entre 5 mil e 10 mil ficaram doentes devido a um suplemento alimentar transg&ecirc;nico chamado L-tryptophan. Apesar de ter havido um esfor&ccedil;o concentrado para desviar a culpa para outras causas, &eacute; quase certo que a epidemia aconteceu devido ao processo de engenharia gen&eacute;tica. A epidemia quase foi ignorada. A raz&atilde;o pela qual foi descoberta foi que os sintomas eram &uacute;nicos, agudos e apareceram rapidamente.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Na Inglaterra, alergias &agrave; soja dispararam em 50% depois que a soja transg&ecirc;nica foi introduzida no mercado. Mas sem pesquisas e testes cl&iacute;nicos em seres humanos, n&atilde;o podemos saber se a soja transg&ecirc;nica &eacute; realmente a culpada. Os alimentos transg&ecirc;nicos podem estar contribuindo para v&aacute;rios tipos de problemas de sa&uacute;de nas pessoas, mas a essa liga&ccedil;&atilde;o pode n&atilde;o ser descoberta em anos, se &eacute; que vai.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">6 &ndash; Em suas apresenta&ccedil;&otilde;es pelo mundo e em seus livros, voc&ecirc; fala sobre v&aacute;rios estudos que relatam s&eacute;rios problemas com os transg&ecirc;nicos. Sendo assim, como &oacute;rg&atilde;os governamentais nos Estados Unidos, Brasil e na Europa aprovam esses produtos?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Autoridades governamentais pelo mundo t&ecirc;m sido coagidas, pressionadas e pagas pela ind&uacute;stria de biotecnologia. Na Indon&eacute;sia, a Monsanto pagou propinas e fez pagamentos question&aacute;veis a pelo menos 140 autoridades, para ter seu algod&atilde;o transg&ecirc;nico aprovado. Na &Iacute;ndia, uma autoridade alterou o relat&oacute;rio sobre o algod&atilde;o Bt da Monsanto para melhorar os dados de rentabilidade do produto. No M&eacute;xico, uma autoridade governamental amea&ccedil;ou um professor da Universidade da Calif&oacute;rnia, afirmando saber qual escola os filhos dele frequentavam, tentando obrig&aacute;-lo a n&atilde;o publicar uma evid&ecirc;ncia incriminadora que adiaria a aprova&ccedil;&atilde;o de transg&ecirc;nicos no pa&iacute;s. A maior parte da manipula&ccedil;&atilde;o e press&atilde;o pol&iacute;tica &eacute; mais sutil, mas na FDA americana (&oacute;rg&atilde;o que fiscaliza a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos), a pessoa encarregada das pol&iacute;ticas de transg&ecirc;nicos era Michael Taylor, ex-advogado da Monsanto e depois, vice-presidente da empresa. A FDA afirmava que os transg&ecirc;nicos n&atilde;o eram substancialmente diferentes e que nenhum estudo de seguran&ccedil;a era preciso. Anos depois, documentos da FDA tornados p&uacute;blicos ap&oacute;s uma a&ccedil;&atilde;o judicial mostraram que a afirma&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o era uma fraude. O consenso entre os cientistas da pr&oacute;pria ag&ecirc;ncia era que alimentos transg&ecirc;nicos eram perigosos e podeia criar alergias dif&iacute;ceis de se detectar, al&eacute;m de toxinas, novas doen&ccedil;as e problemas nutricionais. Eles exigiram de seus superiores novos estudos de seguran&ccedil;a.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Outras ag&ecirc;ncias reguladores est&atilde;o sob a mesma influ&ecirc;ncia da ind&uacute;stria de biotecnologia. Al&eacute;m disso, uma an&aacute;lise pormenorizada das pesquisas enviadas pelas empresas mostram como eles s&atilde;o meticulosamente rigorosos em evitar a descoberta de problemas nos transg&ecirc;nicos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">7 &ndash; Quando o assunto est&aacute; em debate, alguns dizem que a tecnologia dos transg&ecirc;nicos &eacute; importante para a humanidade enfrentar (e vencer) a forme. Voc&ecirc; acredita nisso?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Alimentos transg&ecirc;nicos n&atilde;o contribuem para combater a fome no mundo. Se os transg&ecirc;nicos fossem uma solu&ccedil;&atilde;o verdadeira para a fome, todos as cinco afirma&ccedil;&otilde;es abaixo deveriam ser verdadeiras. Ent&atilde;o, os transg&ecirc;nicos deveriam ser:</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp; 1 &ndash; seguros;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;<span style="font-family: Arial;">&nbsp;2 &ndash; produzir colheitas maiores;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;<span style="font-family: Arial;">&nbsp;3 &ndash; promover colheitas consistentes e confi&aacute;veis;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;<span style="font-family: Arial;">&nbsp;4 &ndash; Ser melhores que as op&ccedil;&otilde;es concorrentes;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;<span style="font-family: Arial;">&nbsp;5 &ndash; Ser a fome solucionada pelo aumento da produtividade nas colheitas.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Todas as cinco afirma&ccedil;&otilde;es s&atilde;o falsas. Os alimentos transg&ecirc;nicos n&atilde;o s&atilde;o seguros. As colheitas de transg&ecirc;nicos podem ser perigosas inconsistentes. Milhares de agricultores de algod&atilde;o Bt endividados na &Iacute;ndia cometeram su&iacute;cidio. Outros m&eacute;todos s&atilde;o bem melhores para melhorar as colheitas e a vida dos agricultores. O aumento na produtividade da planta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o erradica, por si s&oacute;, a fome. Especialistas e organiza&ccedil;&otilde;es mundo afora condenam as empresas de biotecnologia por afirmarem que as planta&ccedil;&otilde;es de transg&ecirc;nicos resolver&atilde;o a fome no mundo. Um relat&oacute;rio da ActionAid concluiu que em vez de aliviar a fome no mundo, a tecnologia dos transg&ecirc;nicos &ldquo;pode exarcebar a inseguran&ccedil;a alimentar, aumentando o n&uacute;mero de pessoas com fome.&rdquo;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">8 &ndash; Voc&ecirc; escreveu um livro &ndash; Sementes da Engana&ccedil;&atilde;o &ndash; para expor os erros da ind&uacute;stria. Teve algum sucesso? A ind&uacute;stria mudou a forma de agir?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; O livro se tornou o livro sobre transg&ecirc;nicos mais vendido do mundo e a base de informa&ccedil;&atilde;o para muitos sobre o assunto. Tamb&eacute;m teve um grande impacto nos respons&aacute;veis por elaborar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Por exemplo, fui informado de que membros do board de supervisores do condado de Trinity, na Calif&oacute;rnia leram o livro e criaram uma zona livre de transg&ecirc;nicos na regi&atilde;o. Teve tamb&eacute;m impacto crucial no estado de Vermont, nos EUA, que se tornou o primeiro no pa&iacute;s a regular os transg&ecirc;nicos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O livro &eacute; uma s&eacute;rie de hist&oacute;rias, e sendo assim se torna dif&iacute;cil de ser usado como refer&ecirc;ncia espec&iacute;fica em rela&ccedil;&atilde;o a problemas com transg&ecirc;nicos. Meu segundo livro, Roleta Gen&eacute;tica, &eacute; muito mais f&aacute;cil para ser usado pelos respons&aacute;veis por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Tem um guia de duas p&aacute;ginas sobre os 65 riscos mais comuns dos transg&ecirc;nicos, cada um deles com um sum&aacute;rio executivo. Pode ser ent&atilde;o lido com rapidez ou estudado em detalhe. Tem sido fornecido para governos em todo o mundo como uma evid&ecirc;ncia de que o alimento transg&ecirc;nico &eacute; inseguro e precisa ser banido.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">9 &ndash; Muitos cientistas afirmam que a tecnologia transg&ecirc;nica n&atilde;o est&aacute; pronta para chegar ao mercado consumidor. Estar&aacute; algum dia?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R- Dif&iacute;cil dizer se vamos aprender como alterar o DNA de plantas de uma forma segura e previs&iacute;vel. Hoje n&atilde;o estamos nem perto disso; as empresas est&atilde;o oferecendo produtos de uma ci&ecirc;ncia que ainda est&aacute; em seu est&aacute;gio infantil para milh&otilde;es de pessoas e liberando eles no meio ambiente onde podem alterar permanentemente o ecossistema.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">A terapia de genes humanos e medicamentos transg&ecirc;nicos tem uma rela&ccedil;&atilde;o de risco/benef&iacute;cios bem diferente do que a tecnologia aplicada em alimentos e planta&ccedil;&otilde;es. A exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; menos e o controle &eacute; maior. &Eacute; mais f&aacute;cil justificar o emprego dessas tecnologias, mas os processos t&ecirc;m riscos &uacute;nicos que devem ser respeitados.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">10 &ndash; Voc&ecirc; afirma: &ldquo;Os transg&ecirc;nicos podem ser o pr&oacute;ximo grande problema, depois do aquecimento global e do lixo at&ocirc;mico.&rdquo; Por que?</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">R &ndash; Diferentemente da polui&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica, os transg&ecirc;nicos se auto-propagam e podem se tornar elementos fixos de nosso meio ambiente. Me parece razo&aacute;vel e prudente congelar qualquer novo lan&ccedil;amento de transg&ecirc;nicos at&eacute; que tenhamos uma melhor compreens&atilde;o do DNA, e as ramifica&ccedil;&otilde;es de nossa interven&ccedil;&atilde;o.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="font-family: Arial;">Fonte: </span></strong><span style="font-family: Arial;"><a href="http://www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/noticias/transg-nicos-s-o-inseguros-e" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.greenpeace.org/brasil/transgenicos/noticias/transg-nicos-s-o-inseguros-e?referer=');">GreenPeace</a></span></div>
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		<title>Refrigerante cola &#8216;aumenta risco de osteoporose&#8217;, diz estudo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 05:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação & Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Epidemiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[Refrigerantes]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Mulheres que bebem regularmente refrigerantes &#224; base da planta cola, como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, podem estar aumentando seu risco de ter osteoporose, segundo um estudo publicado na revista cient&#237;fica American Journal of Clinical Nutrition.
&#160;
A pesquisa envolvendo 2,5 mil pessoas, homens e mulheres, revelou que apenas este tipo de refrigerante est&#225; ligado &#224; baixa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><b>Mulheres que bebem regularmente refrigerantes &agrave; base da planta cola, como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, podem estar aumentando seu risco de ter osteoporose, segundo um estudo publicado na revista cient&iacute;fica <i>American Journal of Clinical Nutrition</i>.</b></span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A pesquisa envolvendo 2,5 mil pessoas, homens e mulheres, revelou que apenas este tipo de refrigerante est&aacute; ligado &agrave; baixa densidade mineral dos ossos em mulheres, independentemente da idade ou de quanto c&aacute;lcio elas ingerem diariamente.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A osteoporose &eacute; mais comum em mulheres que j&aacute; passaram da menopausa e faz com que os ossos fiquem mais fracos, quebrando-se com maior facilidade.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><!-- end_story -->O estudo liderado por Katherine Tucker, da Universidade Tucks, de Boston, usou informa&ccedil;&otilde;es sobre a dieta das pessoas e a densidade &oacute;ssea delas na coluna e em tr&ecirc;s locais dos quadris, as &aacute;reas mais afetadas pela doen&ccedil;a.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Os homens estudados bebiam uma m&eacute;dia de cinco refrigerantes &agrave; base de cola por semana, enquanto as mulheres tomavam quatro.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O consumo das bebidas foi relacionado &agrave; menor densidade nos ossos do quadril, mas n&atilde;o na coluna, em mulheres. J&aacute; nos homens, n&atilde;o foi descoberta qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre osteoporose e os refrigerantes. </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Outras pesquisas j&aacute; haviam indicado que o consumo de <strong>Pepsi-Cola</strong>, <strong>Coca-Cola</strong> e similares era prejudicial aos ossos porque substituiria o leite na dieta das pessoas, mas, no estudo da Universidade Tucks, as mulheres que bebiam mais refrigerantes n&atilde;o bebiam menos leite que as demais.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">No entanto, a ingest&atilde;o total de c&aacute;lcio, incluindo feij&atilde;o e folhas verde-escuras, era menor nas mulheres que consumiam mais refrigerantes.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial"><b>&Aacute;cido fosf&oacute;rico</b></span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Um ingrediente dos refrigerantes cola, o <strong>&aacute;cido fosf&oacute;rico</strong>, pode ser o respons&aacute;vel pela liga&ccedil;&atilde;o com a <strong>osteoporose</strong>, mas este v&iacute;nculo ainda n&atilde;o foi completamente estudado.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">&quot;Acreditamos que especialmente nesse tipo de refrigerante e em doses di&aacute;rias, o <strong>&aacute;cido fosf&oacute;rico </strong>cria uma acidez no sangue. O c&aacute;lcio seria ent&atilde;o retirado dos ossos para que o corpo voltasse a um equil&iacute;brio. Mas esta vis&atilde;o &eacute; controversa&quot;, explicou Katherine Tucker.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Um porta-voz da Sociedade Nacional de Osteoporose da Gr&atilde;-Bretanha disse que j&aacute; havia informa&ccedil;&otilde;es sobre o impacto do &aacute;cido fosf&oacute;rico na sa&uacute;de dos ossos, mas, segundo ele, &quot;o interessante sobre esse estudo &eacute; que as mulheres estudadas tinham uma boa ingest&atilde;o de c&aacute;lcio e ainda assim tinham a densidade &oacute;ssea afetada pelo fato de beberem apenas quatro latas de refrigerantes cola por semana, o que n&atilde;o &eacute; muito&quot;.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Mas um porta-voz da Associa&ccedil;&atilde;o Brit&acirc;nica de Refrigerantes disse que &quot;n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica de que o fosfato, usado na forma de &aacute;cido fosf&oacute;rico em alguns refrigerantes, tenha qualquer efeito prejudicial na sa&uacute;de dos ossos&quot;.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><strong><span style="font-family: Arial">Fonte: </span></strong><span style="font-family: Arial"><a target="_blank" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/10/061006_ossoscoca_is.shtml" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/10/061006_ossoscoca_is.shtml?referer=');">BBCBrasil.com&nbsp; Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de</a></span></div>
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