Category: Vacinas

set 18 2008

Fatos básicos sobre vacinas

1. Vacinas são tóxicas
  • Vacinas contêm substâncias que são tóxicas para o ser humano (mercúrio, formol, alumínio etc.) As bulas de vacinas contêm esta e outras informações que, por lei, devem estar disponíveis ao público. Apesar dessas bulas serem impressas para os consumidores, os médicos não as mostram a seus pacientes.
  • Vacinas são cultivadas sobre tecidos estranhos e contêm material genético alterado de origem humana e animal.
2. A vacinação deprime e prejudica a função do cérebro e da imunidade. Pesquisas científicas honestas e imparciais          mostraram que a vacinação é fator de risco em muitas doenças, como:
  • s índrome de morte infantil súbita (SIDS);
  • disfunções de desenvolvimento (autismo, convulsões, retardo mental, hiperatividade, dislexia etc.);
  • deficiência imunológica (AIDS, Síndrome Epstein Barre etc.);
  • doenças degenerativas (distrofia muscular, esclerose múltipla, artrite, câncer, leucemia, lúpus, fibromialgia etc.).
3. O alto índice de reações adversas a vacinas é ignorado e negado pela medicina convencional
  • Antes de 1990, os médicos não eram legalmente obrigados a notificar as reações adversas ao órgão de controle de doenças nos EUA ( CDC – US Centers for Disease Control).
  • Reações adversas são consideradas "normais", são ignoradas ou diagnosticadas como outras doenças. Apesar desse sistema precário, os danos notificados são numerosos.
  • Apesar da obrigação legal atual, menos de 10% dos médicos notificam ao CDC os danos que testemunham.
  • Ao longo da história, muitos profissionais renomados da área da saúde, em todo o mundo, declararam sua oposição veemente à vacinação, chamando-a de fraude científica.
4. Programas de vacinação em massa expõem o público ao perigo de forma sistemática e irresponsável, desrespeitando os direitos da população
  • Médicos vacinam os desinformados. A bula do laboratório que contém um mínimo requerido pela lei não está disponível ao consumidor para que este possa tomar uma decisão mais informada.
  • Afirmações falsas e coação antiética como ameaçar, intimidar e coagir são utilizadas para assegurar o consentimento para vacinar.
5. Não há prova de que vacinas são seguras ou eficazes
  • Não há estudos com grupos de controle. Autoridades consideram que "não vacinar" é antiético e se recusam a estudar voluntários não vacinados. Se estudos de controle fossem realizados de acordo com procedimentos científicos honestos, a vacina seria proibida.
  • Estudos realizados não estão eliminando o preconceito do leitor. As autoridades que reúnem e publicam estatísticas de doenças trabalham em conjunto com laboratórios que produzem as vacinas e têm interesses econômicos neles. Efeitos colaterais e óbitos são atribuídos a tudo, menos vacinas, para distorcer os resultados e fazer parecer que as vacinas têm algum mérito.
6. As leis permitem que os laboratórios quebrem a confiança pública
  • Em processos particulares por danos causados pela vacina, a informação apresentada mostra que as vacinas podem ser letais.
  • Fabricantes de vacinas impõem confidencialidade como instrumentos nos processos para impedir que o autor da ação divulgue a verdade sobre a perigosa natureza das vacinas. O governo permite o uso destas táticas antiéticas, que põem em risco a saúde pública.
7.Nos EUA, a lei de Lesões da Vacina Infantil de 1987 age como tranqüilizante
  • Este programa de compensação finge reconhecer a existência de danos vacinais "consertando" os erros cometidos. Nada nessa lei tenta impedir que tais ocorrências se repitam no futuro.
  • Essa lei é o resultado da pressão dos fabricantes de vacinas para que sejam "imunizados" contra processos particulares que podem chegar a milhões de dólares por caso.
  • Os fabricantes de vacinas conseguiram se eximir bem da responsabilidade e, nos anos recentes, a compensação ficou cada vez mais difícil por meio desse programa. Os parâmetros definindo o dano vacinal têm mudado e, em muitos casos, os pais são acusados de terem provocado a Síndrome da Criança Sacudida.
8. Empresas de seguros, que fazem os melhores estudos de sinistros, abandonaram por completo as coberturas de danos à vida e à propriedade causados por:
  • ato de Deus;
  • guerra nuclear e acidentes em usinas nucleares;
  • vacinação.
9.  Vacinação não é medicina de urgência
  • Afirmam que vacinas evitam um possível risco futuro. No entanto, as pessoas são pressionadas a decidirem na hora. O uso do medo e de intimidação pelo médico para forçar uma vacina é antiético. Vacinas são medicamentos com sérias reações adversas. Deveria haver tempo para reflexão antes de uma decisão.
10.  Não há lei exigindo vacinações para bebês ou qualquer pessoa
  • A vacinação está ligada ao atendimento escolar, mas não é obrigatória. Isenções de vacinas, apesar de restritas e controladas, são inerentes a cada lei e podem ser expandidas por pressão pública.
  • Nos EUA, os Ministérios da Saúde e da Educação e a Associação Médica Americana lucram com a venda de vacinas. Eles raramente divulgam a existência e detalhes das isenções.
Fonte: TAPS
set 16 2008

Especialista vê exagero em vacinação contra febre amarela

Luiz Hildebrando Pereira da Silva entende que não deveria haver imunização contra a doença em áreas urbanas
 
Fabiane Leite
 
Um dos maiores especialistas em doenças tropicais no mundo, o médico Luiz Hildebrando Pereira da Silva diz que o governo pode ter exagerado ao estender a recomendação de vacinação contra a febre amarela para além de áreas de matas, conforme instrução divulgada pelo Ministério da Saúde brasileiro. A recomendação do governo abrange também áreas urbanas. A vacina traz riscos, destaca, e deve ser administrada com cuidado.

Segundo o ministério, entre 2000 e 2007, as doses da vacina distribuídas são 500% maior que a população que vive em áreas de risco (35 milhões de pessoas). Apenas neste mês, a distribuição já chegou a 7 milhões de doses, mais da metade de tudo o que foi repassado aos Estados em 2007.

Não se pode fazer vacinação preventiva de população de uma área só porque apareceram casos em pessoas que invadiram área de floresta ou passaram dias em ecoturismo. Isso não coloca em perigo a população das áreas que não estão com esse mesmo tipo de comportamento e, na minha maneira de ver, foi um erro estratégico do Ministério da Saúde”, afirmou Silva, diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia. “Não haveria a necessidade disso”.

Em férias na França, onde trabalhou por mais de 30 anos no Instituto Pasteur, Silva tem conversado com representantes do ministério. “Eu me informei e técnicos dão explicações de que às vezes são obrigados a atender a certas necessidades extremamente improváveis por questões de ordem psicológica, para mostrar que o ministério é capaz, para garantir tranqüilidade às pessoas.”

Até ontem, 31 pessoas já tinham apresentado reações adversas à vacina, principalmente em razão do recebimento de mais de uma dose em curto espaço de tempo, admitiu o ministério. “É exatamente esta uma das razões de não se poder usar a vacina sistemática”, afirma o especialista. Foi identificada até mesmo uma pessoa que recebe a vacina há quatro anos sistematicamente.

A instrução do ministério diz que vacina só deve ser tomada por pessoas que ainda não tenham sido imunizadas ou que tenham sido há mais de dez anos e que vivam ou se dirijam para áreas de risco – atualmente, a maior parte do País, exceto grande extensão da costa brasileira.

Silva reconhece que o governo teme a expansão da doença para áreas urbanas, o que não ocorre desde 1942, e tem procurado criar barreiras para a ameaça ao estender a imunização para além das matas, mas frisa que não há motivos para tanta preocupação.

“O Ministério da Saúde é plenamente capacitado para bloquear qualquer epidemia de febre amarela na cidade. O mosquito que se infecta não voa nem 5 km e as pessoas infectadas não transmitem a doença por toda a vida. Tenho a impressão de que há pânico e a imprensa precisa contribuir para dizer que não há risco de epidemia”, afirmou ainda.

PREOCUPAÇÃO

O diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, disse que um comitê de especialistas reconheceu como corretas as orientações do ministério sobre vacinação, mas também já se preocupava com o risco de revacinações, pois entendia que, além dos efeitos adversos, poderia trazer desperdício e prejuízo a quem realmente necessita da imunização. “Estavam preocupados porque as revacinações criam um problema maior para as pessoas que vão viajar para essas áreas e podem não conseguir se vacinar.”

A pasta não tem como saber se a maior parte das pessoas que vai aos postos de imunização já foi vacinada, pois a maior demanda é de adultos, que não costumam guardar cartões de vacinação. O ministério também não tem hoje meios legais para exigir os cartões, nem para impedir sob qualquer alegação que uma pessoa se vacine na rede de saúde pública.

Segundo dados de cobertura vacinal disponíveis no site do ministério, até 2004 a maioria das regiões de risco já tinha cobertura de 100% – a pasta não informou os dados mais recentes do País, apesar de solicitação feita pela reportagem na quinta-feira.

“A cobertura do País é ótima, mas pela primeira vez houve a divulgação de caso de febre amarela no Distrito Federal, as pessoas ficaram apavoradas”, analisa o infectologista José Geraldo Leite Ribeiro, que assessora o governo de Minas Gerais. “Há um problema grave no setor de comunicação social dos setores de saúde, que não consegue transmitir a informação necessária.” Para ele, um exemplo disso são os próprios mapas sobre as áreas de risco de febre amarela divulgados, que não são estariam claros para a população. “Minas aparece como área endêmica recente, para quem não é especializado pode parecer que não há muito risco. Não parto do princípio de pôr a culpa em quem não entendeu.”

Ribeiro destaca ainda que educar especificamente viajantes é um desafio no mundo. “Não é culpa da população, é uma questão cultural, difícil.” A maioria dos casos de morte registrados até o momento é de viajantes, não de residentes. O Ministério da Saúde confirmou ontem mais uma morte. Agora são 12 casos neste ano, sendo que 8 pacientes morreram. Ainda há 7 casos suspeitos e 14 já descartados. Na semana passada, o ministro da Saúde, José Temporão, disse que todas as vítimas da doença tinham as informações necessárias e sabiam que deveriam se vacinar.

“Essa situação é oportuna porque a doença é um problema sobre o qual a população tem de se instruir, saber que vai ocorrer com maior freqüência porque é resultado da expansão de populações, invasão de florestas”, afirma Silva. “É preciso conduzir medidas preventivas, a organização de um serviço de saúde mais estruturado e não entrar em pânico. Não se pode vacinar a população de maneira abstrata.”

 
set 16 2008

Mesmo com vacina, meningite ainda mata de 20% a 35% dos pacientes

Preço alto impede inclusão da imunização contra dois tipos da doença no calendário oficial do Ministério da Saúde
 
Adriana Dias Lopes
 
Quem olha para as estatísticas oficiais nota que o número total de casos de meningite tem caído no País nos últimos três anos. Mas não vê que dois tipos específicos da doença – e os mais letais – ainda têm índices altíssimos de mortalidade no Brasil. A meningocócica (causada pela bactéria meningococo) mata 20% dos infectados e a pneumocócica (bactéria pneumococo) mata de 30% a 35% – o dobro em relação às mortes registradas na Europa e nos Estados Unidos.

Há vacina para os dois tipos da doença (veja o que é meningite no texto abaixo). Mas elas custam caro e não são distribuídas pelo governo. Nas clínicas particulares, a pneumocócica conjugada é vendida por cerca de R$ 220 e a meningocócica, por R$ 140. Estima-se que apenas 10% das crianças hoje sejam imunizadas contras essas doenças no País.

A inclusão da vacina no calendário oficial está longe dos planos do governo. “Os preços são ainda proibitivos para essas vacinas serem distribuídas em massa”, justifica Expedito Luna, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. “Se hoje todos os recém-nascidos recebessem a vacina contra a bactéria pneumococo, por exemplo, ao preço do mercado, eu gastaria mais com ela do que com todas as vacinas do nosso calendário juntas.”

Hoje, nascem 3,5 milhões de bebês no Brasil por ano. Como cada criança tem de receber pelo menos três doses da pneumocócica, pelo preço atual o governo gastaria em torno de R$ 2 bilhões anualmente. O Orçamento nacional para o Programa Nacional de Imunizações é de R$ 750 milhões.
Nos Estados Unidos, a vacina contra a bactéria pneumococo foi incorporada ao calendário oficial em 2000. No ano passado, o Centro de Controle de Doenças americano publicou os primeiros resultados depois da inclusão. O número de casos provocados pela bactéria pneumococo foi reduzido em 77% em bebês com menos de 1 ano, em 83% em crianças de 1 a 2 anos e 72% na faixa de 2 a 3 anos.

No Brasil, num dos Centros Educacionais Unificados (CEU), da zona Sul de São Paulo (a direção da escola pediu para não identificá-lo), só neste ano foram registrados três casos da pneumocócica. Um deles com morte.

“Não entendi nada, dei todas as vacinas no posto e ele morre de uma doença que tem vacina?”, conta Solange dos Santos, de 22 anos, mãe de Leonardo dos Santos, aluno do CEU e vítima da pneumocócica há um mês, aos 7 anos (veja texto abaixo). No posto de saúde, o menino foi imunizado contra a meningite causada pela bactéria Haemophilus influenza B (Hib), a única distribuída pelo governo. Com a vacinação em grande escala, o número de casos da Hib atualmente é mínimo, cerca de 30 por ano em São Paulo, por exemplo.

Depois da morte de Leonardo e os outros dois casos, os diretores da escola solicitaram à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima uma vacinação em massa no CEU, o que não ocorreu. O governo até distribui a pneumocócica e a meningocócica conjugada, mas apenas para grupos de risco, como portadores de HIV, de doenças pulmonares crônicas ou para quem vai se submeter a transplantes.

O governo aplica uma vacina contra a meningocócica em surtos, mas de qualidade inferior à distribuída para grupos de risco e à vendida em clínicas particulares, a chamada meningocócica polissacarídica, ineficaz em crianças com menos de 2 anos de idade e com tempo de imunização limitado, de três a cinco anos.

Os Subtipos


Há um dado sobre a doença que não é levado em conta no anúncio de que o número total de casos tem caído – os subtipos da meningite. A meningocócica, especificamente, tem dois sorotipos principais, o B e o C. Em 2005, 63% dos casos identificados no Estado da meningocócica foram do sorotipo C, 32% do sorotipo B e 5% de outros. “Nas duas últimas décadas, foi o contrário, cerca de 70% dos casos foram do tipo B e a minoria do tipo C”, conta Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os sorotipos B e C agem no organismo de forma muito parecida e têm sintomas semelhantes. No mercado, só há vacina contra o C, o tipo em maior número atualmente.

“A oscilação faz parte do ciclo natural da bactéria”, explica Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital São Luiz, em São Paulo, e professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa. “Mas ela certamente seria muito menor se a doença fosse combatida em massa.”

Fonte: Estadao.com.br :: VIDA &

set 14 2008

Encefalomielite Disseminada Aguda

Elizabeth Regina Comini Frota.
 
A ADEM é a doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), monofásica, precedida em até 75% dos casos por uma infecção viral ou bacteriana, a maioria por infecções não específicas do trato respiratório. Pode se desenvolver também após uma vacina, e principalmente por isso vem se tornando cada vez mais importante no nosso meio devido aos esquemas de vacinação em crianças. A ADEM após vacinação ocorre preferencialmente após vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, mas já foi descrita após vacinação contra pólio, contra encefalites por carrapatos. Em nosso meio foram relatados e apresentados em congresso vários casos de ADEM após dengue e após vacina contra febre amarela.
 
A incidência estimada é de 0,8 casos por 100.000 hab por ano, não tem preponderância sexual ou racial. A epidemiologia tem apresentado mudanças desde sua descrição original no início do século XIX.  Em 1931, McAlpine descreveu 3 padrões de iniciação da ADEM: 1) pós-vacinal, 2) após infecções e 3) espontânea. Na época este autor observou que as formas pós-vacinais e espontâneas evoluem bem e a forma pós-infecciosa evolui muito mal. Parece que pouco mudou desde então porque estudos recentes têm corroborado estes observações.
 
Os sintomas em geral ocorrem após 7 a 14 dias da infecção ou da vacinação, e apesar de não estar estabelecido um período de latência é importante se estabelecer a relação temporal de até 30 dias entre a infecção ou vacinação, com a doença.  Alguns sintomas parecem estar associados à idade, nas crianças ocorre febre e cefaléia com mais freqüência e nos adultos sintomas motores e sensitivos predominam desde o início. Outros sintomas como ataxia, alteração do nível de consciência e sintomas relacionados ao tronco encefálico, ocorrem na maioria dos pacientes independente da idade.
 
Estudos realizados com Encefalite Alérgica Experimental levaram ao desenvolvimento de  conceitos de patogênese: o conceito da cascata infamatória que acredita numa infecção direta do SN pelo patógeno, resultando em lesão do tecido e uma invasão da circulação de auto-antígenos antes confinados devido a uma desintegração da Barreira Hemato-Encefálica. Outro conceito propõe a homologia de seqüências de aminoácidos entre o antígeno externo e a mielina, ou seja, o mimetismo molecular.
 
A melhor ferramenta diagnóstica é a Ressonância Magnética (RM) do encéfalo. O mais comum são lesões da substância branca em várias localizações, às vezes com acometimento do córtex e áreas do tálamo e gânglios da base, e o mais importante é que estas lesões têm aspecto de mesmo tempo de evolução, o que diferencia da EM que tem disseminação de lesões no tempo. A RM deve ser repetida a cada seis meses pelo menos porque as lesões da ADEM tendem a diminuir e até desaparecer.
 
O tratamento visa desacelerar a resposta inflamatória e é realizado com corticoterapia endovenosa em primeira escolha, embora não existam estudos controlados com este procedimento.