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	<title>Talidade &#187; Helicobacter Pylori</title>
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	<description>Não acredite! Não dúvide! Não Pense! Reflita!</description>
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		<title>Helicobacter Pylori (HP) &#8211; O Grande Vilão das Gastrites</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 03:46:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em nossa civiliza&#231;&#227;o h&#225; uma tend&#234;ncia cada vez maior de se desenvolverem doen&#231;as no tubo digestivo, tendo em vista o estresse pela competitividade, a vida nas grandes cidades, a viol&#234;ncia, o tr&#226;nsito nas capitais, e pela pr&#243;pria alimenta&#231;&#227;o. Hoje s&#227;o numerosos os quiosques de comidas e refrigerantes espalhados por todos os cantos das cidades, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Em nossa civiliza&ccedil;&atilde;o h&aacute; uma tend&ecirc;ncia cada vez maior de se desenvolverem <strong>doen&ccedil;as no tubo digestivo</strong>, tendo em vista o estresse pela competitividade, a vida nas grandes cidades, a viol&ecirc;ncia, o tr&acirc;nsito nas capitais, e pela pr&oacute;pria alimenta&ccedil;&atilde;o. Hoje s&atilde;o numerosos os quiosques de comidas e refrigerantes espalhados por todos os cantos das cidades, e as lanchonetes e pizzarias instalados nos shoppings e nas regi&otilde;es de grande afluxo da popula&ccedil;&atilde;o.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">&quot;&Eacute; claro que me refiro ao h&aacute;bito cr&ocirc;nico de tomar refei&ccedil;&otilde;es &agrave;s pressas, muito temperadas e com muito sal&quot;, diz o Dr. Adilson Savi, professor e patologista do Hospital Semper, de Belo Horizonte, que comenta ainda &quot;que isto j&aacute; seria o bastante para o desenvolvimento de gastrites, &uacute;lceras g&aacute;stricas e duodenais e, a longo prazo, tamb&eacute;m c&acirc;ncer&quot;. </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O especialista explica que h&aacute; poucos anos foi descoberta uma bact&eacute;ria, hoje conhecida como Helicobacter pylori (HP), nome final que lhe foi dado em 1989. As pesquisas sobre essa <b>bact&eacute;ria</b> n&atilde;o param de ser produzidas, tal a import&acirc;ncia que veio adquirir como agente causador das gastrites e da &uacute;lcera g&aacute;strica. Essa <b>bact&eacute;ria</b> &eacute; encontrada em todo o mundo, infectando pessoas de todas as idades, sobretudo as de baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e pouca higiene, podendo ser transmitida das m&atilde;es para os filhos.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A crian&ccedil;as s&atilde;o particularmente sens&iacute;veis &agrave; <b>infec&ccedil;&atilde;o</b> pelo HP. Ele pode ser transmitido pela &aacute;gua e de pessoa para pessoa, havendo provas indiretas dessa transmiss&atilde;o pela presen&ccedil;a do microorganismo entre os gastroenterologistas, entre os residentes dos asilos e das creches, orfanatos, em fam&iacute;lias inteiras e at&eacute; nas tripula&ccedil;&otilde;es de submarinos. A preval&ecirc;ncia da <b>infec&ccedil;&atilde;o</b> aumenta &agrave; taxa de 1% ao ano na popula&ccedil;&atilde;o em geral. Sabe-se que nos pa&iacute;ses industrializados, em torno de 50% a 60% das pessoas, com mais de 60 anos, est&atilde;o infectados.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O Dr. Adilson Savi enfatiza que a preval&ecirc;ncia &eacute; maior nos pa&iacute;ses muito desenvolvidos, chegando a 75% de indiv&iacute;duos contaminados em torno dos 25 anos de idade. As pessoas negras s&atilde;o aparentemente mais suscept&iacute;veis. </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A <b>bact&eacute;ria</b> resiste aos tratamentos com muita freq&uuml;&ecirc;ncia e pode permanecer em reserva nas placas dent&aacute;rias, por exemplo, vindo a reinfectar o indiv&iacute;duo uma vez cessado o tratamento. A <b>bact&eacute;ria</b> &eacute; facilmente identificada pelos m&eacute;todos laboratoriais, sobretudo na superf&iacute;cie das c&eacute;lulas da mucosa g&aacute;strica &agrave;s quais se adere, e pode ser observada em colora&ccedil;&otilde;es de rotina ou por colora&ccedil;&otilde;es especiais, como o Giemsa, por sais de prata, pelo Gram e pela Carbol-Fucsina. &Agrave; microscopia eletr&ocirc;nica mostra-se com flagelos em um dos p&oacute;los. Sua grande capacidade metab&oacute;lica a faz produzir v&aacute;rias enzimas, que lesam as superf&iacute;cies das c&eacute;lulas, desestabilizando o epit&eacute;lio e a barreira protetora de muco, facilitando a a&ccedil;&atilde;o de outros agentes como &aacute;cido clor&iacute;drico e a pepsina, explica.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O organismo reage &agrave; <b>bact&eacute;ria</b> como neutr&oacute;filos migrantes pelo epit&eacute;lio em exocitose, acumulando-se nas luzes glandulares do est&ocirc;mago, formando abscessos. Os neutr&oacute;filos tamb&eacute;m liberam enzimas que se somam aos agentes anteriores para a lise das c&eacute;lulas. Fragilizando as liga&ccedil;&otilde;es intercelulares, o HP penetra os espa&ccedil;os entre as c&eacute;lulas e gera uma resposta inflamat&oacute;ria &ndash; a gastrite. H&aacute; uma resposta imunol&oacute;gica que (por azar) pode ser cruzada e agredir as c&eacute;lulas da <b>mucosa</b> g&aacute;strica e levar a uma <b>gastrite</b> autoimune. Dessa maneira o HP tem um papel muito importante no desenvolvimento de graves doen&ccedil;as g&aacute;stricas, desde a gastrite aguda, cr&ocirc;nica, cr&ocirc;nica ativa, <b>gastrite</b> folicular, atr&oacute;fica, ulcera g&aacute;strica e duodenal, adenocarcinoma e <b>linfoma</b> g&aacute;stricos. </span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O aparecimento da gastrite, &uacute;lcera ou <b>c&acirc;ncer</b> depende da cepa do HP, da sua virul&ecirc;ncia, da susceptibilidade do paciente e da intera&ccedil;&atilde;o bact&eacute;ria/portador. A possibilidade da produ&ccedil;&atilde;o de oxidantes pode alterar os genes das c&eacute;lulas epiteliais, gerar muta&ccedil;&otilde;es e originar c&acirc;ncer. Assim, a descoberta dessa <b>bact&eacute;ria</b> veio solucionar um problema antigo da gastroentrerologia, j&aacute; que sua erradica&ccedil;&atilde;o (com uso associado de antibi&oacute;ticos e drogas de a&ccedil;&atilde;o local) permite ao portador uma vida saud&aacute;vel, sem as dores e os inc&ocirc;modos das doen&ccedil;as que o HP produz.</span></div>
<div style="text-align: justify">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Procurar um m&eacute;dico &eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o mais inteligente do que fazer automedica&ccedil;&atilde;o, por exemplo, de anti&aacute;cidos paliativos. &quot;Os recursos da medicina atual permitem com toda facilidade diagnosticar a condi&ccedil;&atilde;o, identificar o HP e com o tratamento adequado <b>erradic&aacute;-lo</b>&quot;, ratifica o m&eacute;dico.</span></div>
<p style="text-align: justify"><strong>Fonte:</strong> <a target="_blank" href="http://boasaude.uol.com.br/index.cfm" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/boasaude.uol.com.br/index.cfm?referer=');">BoaSA&Uacute;DE</a></p>
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		<title>Helicobacter Pylori</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 03:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Realito</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Helicobacter pylori (Hp) &#233; uma bact&#233;ria que vive no muco que cobre a superf&#237;cie do est&#244;mago e, foi identificada, por dois australianos, Warren e Marshall, em 1983. (Warren e Marshall, por este motivo, receberam o pr&#233;mio Nobel da Medicina em 2005). A maior parte da popula&#231;&#227;o infectada com o H. pylori permanece saud&#225;vel, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O <i>Helicobacter pylori</i> (Hp) &eacute; uma bact&eacute;ria que vive no muco que cobre a <strong>superf&iacute;cie do est&ocirc;mago</strong> e, foi identificada, por dois australianos, Warren e Marshall, em 1983. (Warren e Marshall, por este motivo, receberam o pr&eacute;mio Nobel da Medicina em 2005). A maior parte da popula&ccedil;&atilde;o infectada com o <i>H. pylori </i>permanece saud&aacute;vel, sem sintomas e n&atilde;o necessita de tratamento. Apenas uma minoria desenvolve uma doen&ccedil;a cl&iacute;nica.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O<i> H. pylori </i>tem uma distribui&ccedil;&atilde;o irregular a n&iacute;vel mundial sendo a preval&ecirc;ncia muito mais frequente nos pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento.&nbsp;Portugal comporta-se como um pa&iacute;s em desenvolvimento, com preval&ecirc;ncia muito superior, aos outros pa&iacute;ses, do mundo desenvolvido.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
A gastrite provocada pelo <i>Helicobacter pylori</i> &eacute; das infec&ccedil;&otilde;es mais frequente no mundo, atingindo mais de <strong>50% da popula&ccedil;&atilde;o mundial</strong>.&nbsp;Cerca de 90% dos portugueses adultos t&ecirc;m gastrite causada pelo <i>H. pylori </i>mas apenas atinge 20% dos Escandinavos. Em 2006 &eacute; rara nas crian&ccedil;as dinamarquesas em idade escolar &#8211; &lt;2%.<i>&nbsp;</i>A incid&ecirc;ncia do <i>&nbsp;Helicobacter pylori </i>diminui com a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias. </span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"><img width="500" height="385" align="middle" src="http://talidade.com.br/wp-content/uploads/2008/09/hpmapa.gif" alt="" /></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Como nos infectamos?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">A infec&ccedil;&atilde;o d&aacute;-se geralmente na inf&acirc;ncia por transmiss&atilde;o oral-oral ou fecal-oral. Ainda n&atilde;o conhecemos totalmente como se faz essa transmiss&atilde;o. Mas sabemos que grande parte das crian&ccedil;as portugueses antes dos 5 anos de idade j&aacute; est&atilde;o infectadas. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
Mais de 50 % das crian&ccedil;as portuguesas com 8 anos de idade j&aacute; est&atilde;o infectadas e depois dos 50 anos de idade mais de 90% dos portugueses est&atilde;o infectados. Num estudo realizado no Norte de Portugal encontrou-se uma preval&ecirc;ncia global de 79,1%. Quase 100% da popula&ccedil;&atilde;o adulta da Am&eacute;rica do Sul e da &Aacute;frica est&aacute; infectada.&nbsp;Nos pa&iacute;ses desenvolvidos a preval&ecirc;ncia ronda os 30 &#8211; 40%, metade da preval&ecirc;ncia que encontramos no nosso pa&iacute;s.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Onde vive o <i>Helicobacter pylori</i>?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">O <i>H. pylori</i>, vive no muco, que cobre a mucosa do est&ocirc;mago e do duodeno, protegendo-se do efeito agressivo do &aacute;cido clor&iacute;drico normalmente produzido no est&ocirc;mago.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Quais as altera&ccedil;&otilde;es provocadas, no est&ocirc;mago, pelo <i>Helicobacter pylori</i>?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mais de 80 % dos infectados com <i>H. pylori</i> nunca ter&aacute; sintomas relacionados com esta bact&eacute;ria nem necessitar&aacute; de tratamento.</span></div>
<ol>
<li><span style="font-family: Arial;">Inicialmente o <i>H. pylori</i> provoca <b>gastrite aguda</b> que, em poucos dias, se transforma em <b>gastrite cr&oacute;nica.</b></span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">Esta </span><span style="font-family: Arial;">gastrite cr&oacute;nica</span><span style="font-family: Arial;"> raramente ser&aacute; causa de sintomas. Mais de 95% das pessoas com queixas do est&ocirc;mago que fazem tratamento para eliminar o helicobacter continuam com os mesmos sintomas depois do tratamento.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">Cerca de 10-15% dos infectados progridem para </span><span style="font-family: Arial;">doen&ccedil;a ulcerosa</span><span style="font-family: Arial;"> ( <b>&uacute;lcera do est&ocirc;mago ou &uacute;lcera do duodeno </b>) e h&aacute; provas evidentes que a maior parte das &uacute;lceras curam definitivamente se o <i>H. pylori </i>for erradicado.</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">Existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>H. pylori</i> e alguns </span><b><span style="font-family: Arial;">cancros do est&ocirc;mago</span></b><span style="font-family: Arial;"><b> </b>( </span><span style="font-family: Arial;">adenocarcinoma</span><span style="font-family: Arial;"> e </span><span style="font-family: Arial;">linfoma MALT</span><span style="font-family: Arial;"> ). A erradica&ccedil;&atilde;o do <i>H. pylori</i> no intuito da preven&ccedil;&atilde;o do cancro do est&ocirc;mago &eacute; uma expectativa que infelizmente, os estudos feitos n&atilde;o t&ecirc;m confirmado.&nbsp;</span></li>
</ol>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">As diferentes evolu&ccedil;&otilde;es para &uacute;lcera ou para cancro (adenocarcinoma ou linfoma MALT) s&atilde;o atribu&iacute;das &agrave; susceptibilidade de cada pessoa, &agrave; virul&ecirc;ncia da estirpe da bact&eacute;ria, &agrave; idade da aquisi&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o, a factores gen&eacute;ticos, a factores ambientais e possivelmente a outros factores que desconhecemos. Viver assustados porque temos <i>H. pylori</i> e podemos vir um dia a ter cancro do est&ocirc;mago &eacute; que n&atilde;o tem qualquer justifica&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Quase todos os portugueses t&ecirc;m <i>H. pylori</i>&nbsp; mas <b>muito poucos</b> ter&atilde;o cancro do est&ocirc;mago.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Mais de 90% dos Africanos t&ecirc;m <i>H. pylori</i> e o cancro de est&ocirc;mago entre eles, quase n&atilde;o existe. Para que apare&ccedil;a o cancro no est&ocirc;mago, outros fatores, s&atilde;o necess&aacute;rios, al&eacute;m do <i>H. pylori.</i><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Como sabemos se estamos infectados?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">H&aacute; v&aacute;rias maneiras de sabermos se estamos infectados. Durante a endoscopia do est&ocirc;mago o m&eacute;dico pode retirar um fragmento do est&ocirc;mago e fazer um teste r&aacute;pido ou, pedir ao patologista para pesquisar a bact&eacute;ria no fragmento de biopsia colhido. Existe um teste respirat&oacute;rio de f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o e que n&atilde;o exige endoscopia. No sangue pode pesquisar-se os anticorpos anti-Helicobacter pylori. Este &eacute; um bom teste para sabermos se j&aacute; estivemos infectados mas, os anticorpos permanecem cerca de 1 ano positivos depois de a bact&eacute;ria ser erradicada: a bact&eacute;ria pode j&aacute; n&atilde;o existir mas continua a haver anticorpos, o teste continua positivo.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Testes que exigem endoscopia:</span></div>
<ul>
<li>Teste r&aacute;pido da urease ( CLOtest e outros )</li>
<li><span style="font-family: Arial;">Observa&ccedil;&atilde;o ao microsc&oacute;pio</span></li>
<li><span style="font-family: Arial;">Exame cultural</span></li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Testes que n&atilde;o exigem endoscopia<br />
</span></div>
<ul>
<li>Teste respirat&oacute;rio</li>
<li><span style="font-family: Arial;">Pesquisa de anticorpos no sangue (embora de pouco valor na cl&iacute;nica, &eacute; infelizmente muito utilizado e &eacute; causa frequente de angustia para o doente. N&atilde;o tem valor para verificar a efic&aacute;cia da erradica&ccedil;&atilde;o mas &eacute;, no entanto, &uacute;til em estudos epidemiol&oacute;gicos)</span></li>
</ul>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
Como, em Portugal, quase todos os adultos est&atilde;o infectados e, como quase 100% das &uacute;lceras do duodeno e cerca de 70% das &uacute;lceras do est&ocirc;mago est&atilde;o relacionadas com o <i>H. pylori</i>, muitos m&eacute;dicos, quando diagnosticam uma &uacute;lcera fazem erradica&ccedil;&atilde;o, sem mandarem realizar qualquer teste para pesquisar o <i>H. pylori</i> e, mandam fazer o teste respirat&oacute;rio depois do tratamento, para se certificarem se o tratamento foi eficaz e o Hp foi erradicado.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">&Eacute; frequente as pessoas, com queixas atribu&iacute;das ao est&ocirc;mago fazerem uma an&aacute;lise ao sangue ( pesquisa de anticorpos ) para saberem se t&ecirc;m <i>Helicobacter pylori</i>. Do que fica dito &eacute; f&aacute;cil deduzir que essa pesquisa raramente tem algum interesse: se a pessoa &eacute; positiva vai causar-lhe ansiedade desnecess&aacute;ria e em muitos casos vai provocar um tratamento in&uacute;til como se explica a seguir.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>O tratamento ( erradica&ccedil;&atilde;o ) &eacute; necess&aacute;rio?:</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Quase todos os portugueses adultos est&atilde;o infectados e seria impens&aacute;vel fazer a erradica&ccedil;&atilde;o a todos, nem h&aacute; motivos que justifiquem tal atitude. Com os conhecimentos que temos actualmente recomenda-se erradicar o <i>Helicobacter pylori</i> nos indiv&iacute;duos que t&ecirc;m <b>&uacute;lcera do est&ocirc;mago</b>, <b>&uacute;lcera do duodeno</b> e <b>linfoma MALT</b>.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
A </span><span style="font-family: Arial;">&uacute;lcera do est&ocirc;mago</span><span style="font-family: Arial;"> e do </span><span style="font-family: Arial;">duodeno</span><span style="font-family: Arial;"> pode cicatrizar <b>definitivamente</b> com a erradica&ccedil;&atilde;o do H. pylori. Por isso falamos hoje em cura da &uacute;lcera. </span><span style="font-family: Arial;">Alguns </span><span style="font-family: Arial;">linfomas MALT </span><span style="font-family: Arial;">curam com a erradica&ccedil;&atilde;o do <i>H. pylori</i>.&nbsp;</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">H&aacute; outras situa&ccedil;&otilde;es, para al&eacute;m da &uacute;lcera do est&ocirc;mago, &uacute;lcera do duodeno e do linfoma MALT,&nbsp; em que a erradica&ccedil;&atilde;o do <i>H. pylori</i> poder&aacute;, eventualmente, ser recomendada. O pr&oacute;prio individuo poder&aacute; querer que o m&eacute;dico lhe erradique o helicobacter e n&atilde;o h&aacute; motivo para n&atilde;o satisfazer o seu desejo. </span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Erradicar o <i>Helicobacter pylori </i>s&oacute; porque se tem queixas do est&ocirc;mago <b>&eacute; uma atitude muito frequente, podemos dizer muit&iacute;ssimo frequente,</b>&nbsp; mas poucos doentes beneficiam com essa atitude.&nbsp; As </span><span style="font-family: Arial;">queixas disp&eacute;pticas</span><span style="font-family: Arial;">, infelizmente continuam, raramente desaparecem depois de se fazer a erradica&ccedil;&atilde;o, porque a causa das queixas e o tratamento &eacute; diferente:&nbsp; ver&nbsp;</span><span style="font-family: Arial;">Dispepsia Funcional</span><span style="font-family: Arial;">.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Poder&aacute; um dia descobrir-se uma vacina contra o Hp?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Sem d&uacute;vida nenhuma que ser&aacute; poss&iacute;vel mas, at&eacute; hoje, ainda n&atilde;o se conseguiu. Uma vacina&ccedil;&atilde;o em massa, na idade infantil, ir&aacute; diminuir a preval&ecirc;ncia do Cancro do Est&ocirc;mago, al&eacute;m de reduzir significativamente a preval&ecirc;ncia da &uacute;lcera do est&ocirc;mago e duodeno.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Qual &eacute; o tratamento correto?&nbsp;Como se faz a erradica&ccedil;&atilde;o do <i>H. pylori</i>?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Ainda n&atilde;o existe um tratamento ideal: que seja 100% eficaz, barato e simples de tomar. Presentemente os m&eacute;dicos prescrevem para erradicar o <i>Helicobacter pylori, </i>a associa&ccedil;&atilde;o dum </span><span style="font-family: Arial;">anti-secretor</span><span style="font-family: Arial;">, medicamento inibidor da secre&ccedil;&atilde;o do est&ocirc;mago, com dois antibi&oacute;ticos, durante 7 dias. Chama-se a esta terap&ecirc;utica, <b>terap&ecirc;utica tripla</b> porque inclui 3 medicamentos:</span></div>
<ol>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Anti-secretor </span></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Antibi&oacute;tico </span></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Antibi&oacute;tico </span></div>
</li>
</ol>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><b>Como se pode verificar se o tratamento foi eficaz?</b></span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Em 70% &#8211; 80% dos casos o tratamento &eacute; eficaz.&nbsp;Quer isto dizer que em 20% a 30% dos doentes que fizeram tratamento, a bact&eacute;ria, n&atilde;o &eacute; eliminada e, a recidiva da &uacute;lcera vai, muito provavelmente, acontecer nos dois anos imediatos. Se a &uacute;lcera voltar a aparecer deve fazer-se novo tratamento, utilizando uma associa&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos diferente, ou fazendo terap&ecirc;utica qu&aacute;drupla: um anti-secretor e tr&ecirc;s antibi&oacute;ticos.</span></div>
<div style="text-align: justify;">&nbsp;</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;">Na maior parte dos casos, depois do tratamento, o m&eacute;dico n&atilde;o manda fazer nenhum teste para se certificar de que a bact&eacute;ria desapareceu mas, nas &uacute;lceras complicadas ( que sangraram ou que perfuraram ) ou se por curiosidade quisermos saber se continuamos ou n&atilde;o com a bact&eacute;ria no est&ocirc;mago, o nosso m&eacute;dico pode escolher um de v&aacute;rios testes para se certificar se houve ou n&atilde;o erradica&ccedil;&atilde;o. O melhor teste &eacute; o <b>teste respirat&oacute;rio </b>que n&atilde;o exige nova endoscopia mas custa cerca de 12.000$00 (h&aacute; v&aacute;rios laborat&oacute;rios no Algarve &#8211; Faro, Albufeira e talvez noutros locais &#8211; que se encarregam da execu&ccedil;&atilde;o deste teste). Os outros testes exigem nova endoscopia para se colher um fragmento do est&ocirc;mago. Qualquer dos testes s&oacute; deve ser feito, pelo menos <b>2 semanas depois, </b>de n&atilde;o utilizarmos nenhum anti-secretor nem antibi&oacute;tico, caso contr&aacute;rio, podem aparecer falsos negativos ou seja, pode o teste ser negativo embora o Helicobacter continue no est&ocirc;mago.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Arial;"><br />
Como os anticorpos continuam no sangue, pelo menos durante 1 ano, depois de o Helicobacter desaparecer, a <b>pesquisa de anticorpos no sangue n&atilde;o tem valor</b> para verificar o &ecirc;xito do tratamento.</span></div>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="http://www.gastroalgarve.com/doencasdotd/estomago/helicobacterpylori.htm" target="_blank" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.gastroalgarve.com/doencasdotd/estomago/helicobacterpylori.htm?referer=');">Gastro Algarve &#8211; Gastrenterologia</a></p>
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