Category: Refrigerantes

mai 15 2009

Sete refrigerantes têm substância cancerígena, revela pesquisa

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste –Associação Brasileira de Defesa do Consumidor– verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.

Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer –há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

 
Adoçantes e corantes

A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.

Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo –que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil– e amarelo tartrazina –com alto potencial alergênico. "O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro.

Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. "É um problema fácil de ser resolvido", diz Ribeiro. 

Adoçantes e corantes

A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.

Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo –que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil– e amarelo tartrazina –com alto potencial alergênico. "O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro.

Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. "É um problema fácil de ser resolvido", diz Ribeiro.

Outro lado

A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.

A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira".

Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado."

A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.

A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira".

Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado."

 
 
set 16 2008

Refrigerante cola ‘aumenta risco de osteoporose’, diz estudo

Mulheres que bebem regularmente refrigerantes à base da planta cola, como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, podem estar aumentando seu risco de ter osteoporose, segundo um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.
 
A pesquisa envolvendo 2,5 mil pessoas, homens e mulheres, revelou que apenas este tipo de refrigerante está ligado à baixa densidade mineral dos ossos em mulheres, independentemente da idade ou de quanto cálcio elas ingerem diariamente.
 
A osteoporose é mais comum em mulheres que já passaram da menopausa e faz com que os ossos fiquem mais fracos, quebrando-se com maior facilidade.
 
O estudo liderado por Katherine Tucker, da Universidade Tucks, de Boston, usou informações sobre a dieta das pessoas e a densidade óssea delas na coluna e em três locais dos quadris, as áreas mais afetadas pela doença.
 
Os homens estudados bebiam uma média de cinco refrigerantes à base de cola por semana, enquanto as mulheres tomavam quatro.
 
O consumo das bebidas foi relacionado à menor densidade nos ossos do quadril, mas não na coluna, em mulheres. Já nos homens, não foi descoberta qualquer relação entre osteoporose e os refrigerantes.
 
Outras pesquisas já haviam indicado que o consumo de Pepsi-Cola, Coca-Cola e similares era prejudicial aos ossos porque substituiria o leite na dieta das pessoas, mas, no estudo da Universidade Tucks, as mulheres que bebiam mais refrigerantes não bebiam menos leite que as demais.
 
No entanto, a ingestão total de cálcio, incluindo feijão e folhas verde-escuras, era menor nas mulheres que consumiam mais refrigerantes.
 
Ácido fosfórico
 
Um ingrediente dos refrigerantes cola, o ácido fosfórico, pode ser o responsável pela ligação com a osteoporose, mas este vínculo ainda não foi completamente estudado.
 
"Acreditamos que especialmente nesse tipo de refrigerante e em doses diárias, o ácido fosfórico cria uma acidez no sangue. O cálcio seria então retirado dos ossos para que o corpo voltasse a um equilíbrio. Mas esta visão é controversa", explicou Katherine Tucker.
 
Um porta-voz da Sociedade Nacional de Osteoporose da Grã-Bretanha disse que já havia informações sobre o impacto do ácido fosfórico na saúde dos ossos, mas, segundo ele, "o interessante sobre esse estudo é que as mulheres estudadas tinham uma boa ingestão de cálcio e ainda assim tinham a densidade óssea afetada pelo fato de beberem apenas quatro latas de refrigerantes cola por semana, o que não é muito".
 
Mas um porta-voz da Associação Britânica de Refrigerantes disse que "não há evidência científica de que o fosfato, usado na forma de ácido fosfórico em alguns refrigerantes, tenha qualquer efeito prejudicial na saúde dos ossos".