set 15 2008

Helicobacter Pylori (HP) – O Grande Vilão das Gastrites

Em nossa civilização há uma tendência cada vez maior de se desenvolverem doenças no tubo digestivo, tendo em vista o estresse pela competitividade, a vida nas grandes cidades, a violência, o trânsito nas capitais, e pela própria alimentação. Hoje são numerosos os quiosques de comidas e refrigerantes espalhados por todos os cantos das cidades, e as lanchonetes e pizzarias instalados nos shoppings e nas regiões de grande afluxo da população.
 
"É claro que me refiro ao hábito crônico de tomar refeições às pressas, muito temperadas e com muito sal", diz o Dr. Adilson Savi, professor e patologista do Hospital Semper, de Belo Horizonte, que comenta ainda "que isto já seria o bastante para o desenvolvimento de gastrites, úlceras gástricas e duodenais e, a longo prazo, também câncer".
 
O especialista explica que há poucos anos foi descoberta uma bactéria, hoje conhecida como Helicobacter pylori (HP), nome final que lhe foi dado em 1989. As pesquisas sobre essa bactéria não param de ser produzidas, tal a importância que veio adquirir como agente causador das gastrites e da úlcera gástrica. Essa bactéria é encontrada em todo o mundo, infectando pessoas de todas as idades, sobretudo as de baixo nível sócio-econômico e pouca higiene, podendo ser transmitida das mães para os filhos.
 
A crianças são particularmente sensíveis à infecção pelo HP. Ele pode ser transmitido pela água e de pessoa para pessoa, havendo provas indiretas dessa transmissão pela presença do microorganismo entre os gastroenterologistas, entre os residentes dos asilos e das creches, orfanatos, em famílias inteiras e até nas tripulações de submarinos. A prevalência da infecção aumenta à taxa de 1% ao ano na população em geral. Sabe-se que nos países industrializados, em torno de 50% a 60% das pessoas, com mais de 60 anos, estão infectados.
 
O Dr. Adilson Savi enfatiza que a prevalência é maior nos países muito desenvolvidos, chegando a 75% de indivíduos contaminados em torno dos 25 anos de idade. As pessoas negras são aparentemente mais susceptíveis.
 
A bactéria resiste aos tratamentos com muita freqüência e pode permanecer em reserva nas placas dentárias, por exemplo, vindo a reinfectar o indivíduo uma vez cessado o tratamento. A bactéria é facilmente identificada pelos métodos laboratoriais, sobretudo na superfície das células da mucosa gástrica às quais se adere, e pode ser observada em colorações de rotina ou por colorações especiais, como o Giemsa, por sais de prata, pelo Gram e pela Carbol-Fucsina. À microscopia eletrônica mostra-se com flagelos em um dos pólos. Sua grande capacidade metabólica a faz produzir várias enzimas, que lesam as superfícies das células, desestabilizando o epitélio e a barreira protetora de muco, facilitando a ação de outros agentes como ácido clorídrico e a pepsina, explica.
 
O organismo reage à bactéria como neutrófilos migrantes pelo epitélio em exocitose, acumulando-se nas luzes glandulares do estômago, formando abscessos. Os neutrófilos também liberam enzimas que se somam aos agentes anteriores para a lise das células. Fragilizando as ligações intercelulares, o HP penetra os espaços entre as células e gera uma resposta inflamatória – a gastrite. Há uma resposta imunológica que (por azar) pode ser cruzada e agredir as células da mucosa gástrica e levar a uma gastrite autoimune. Dessa maneira o HP tem um papel muito importante no desenvolvimento de graves doenças gástricas, desde a gastrite aguda, crônica, crônica ativa, gastrite folicular, atrófica, ulcera gástrica e duodenal, adenocarcinoma e linfoma gástricos.
 
O aparecimento da gastrite, úlcera ou câncer depende da cepa do HP, da sua virulência, da susceptibilidade do paciente e da interação bactéria/portador. A possibilidade da produção de oxidantes pode alterar os genes das células epiteliais, gerar mutações e originar câncer. Assim, a descoberta dessa bactéria veio solucionar um problema antigo da gastroentrerologia, já que sua erradicação (com uso associado de antibióticos e drogas de ação local) permite ao portador uma vida saudável, sem as dores e os incômodos das doenças que o HP produz.
 
Procurar um médico é uma solução mais inteligente do que fazer automedicação, por exemplo, de antiácidos paliativos. "Os recursos da medicina atual permitem com toda facilidade diagnosticar a condição, identificar o HP e com o tratamento adequado erradicá-lo", ratifica o médico.

Fonte: BoaSAÚDE

set 15 2008

Helicobacter Pylori

O Helicobacter pylori (Hp) é uma bactéria que vive no muco que cobre a superfície do estômago e, foi identificada, por dois australianos, Warren e Marshall, em 1983. (Warren e Marshall, por este motivo, receberam o prémio Nobel da Medicina em 2005). A maior parte da população infectada com o H. pylori permanece saudável, sem sintomas e não necessita de tratamento. Apenas uma minoria desenvolve uma doença clínica.
 
O H. pylori tem uma distribuição irregular a nível mundial sendo a prevalência muito mais frequente nos países em vias de desenvolvimento. Portugal comporta-se como um país em desenvolvimento, com prevalência muito superior, aos outros países, do mundo desenvolvido.

A gastrite provocada pelo Helicobacter pylori é das infecções mais frequente no mundo, atingindo mais de 50% da população mundial. Cerca de 90% dos portugueses adultos têm gastrite causada pelo H. pylori mas apenas atinge 20% dos Escandinavos. Em 2006 é rara nas crianças dinamarquesas em idade escolar – <2%. A incidência do  Helicobacter pylori diminui com a melhoria das condições sanitárias.
 
 
Como nos infectamos?
 
A infecção dá-se geralmente na infância por transmissão oral-oral ou fecal-oral. Ainda não conhecemos totalmente como se faz essa transmissão. Mas sabemos que grande parte das crianças portugueses antes dos 5 anos de idade já estão infectadas.

Mais de 50 % das crianças portuguesas com 8 anos de idade já estão infectadas e depois dos 50 anos de idade mais de 90% dos portugueses estão infectados. Num estudo realizado no Norte de Portugal encontrou-se uma prevalência global de 79,1%. Quase 100% da população adulta da América do Sul e da África está infectada. Nos países desenvolvidos a prevalência ronda os 30 – 40%, metade da prevalência que encontramos no nosso país. 
 
Onde vive o Helicobacter pylori?
 
O H. pylori, vive no muco, que cobre a mucosa do estômago e do duodeno, protegendo-se do efeito agressivo do ácido clorídrico normalmente produzido no estômago. 
 
Quais as alterações provocadas, no estômago, pelo Helicobacter pylori?
 
Mais de 80 % dos infectados com H. pylori nunca terá sintomas relacionados com esta bactéria nem necessitará de tratamento.
  1. Inicialmente o H. pylori provoca gastrite aguda que, em poucos dias, se transforma em gastrite crónica.
  2. Esta gastrite crónica raramente será causa de sintomas. Mais de 95% das pessoas com queixas do estômago que fazem tratamento para eliminar o helicobacter continuam com os mesmos sintomas depois do tratamento.
  3. Cerca de 10-15% dos infectados progridem para doença ulcerosa ( úlcera do estômago ou úlcera do duodeno ) e há provas evidentes que a maior parte das úlceras curam definitivamente se o H. pylori for erradicado.
  4. Existe uma relação entre o H. pylori e alguns cancros do estômago ( adenocarcinoma e linfoma MALT ). A erradicação do H. pylori no intuito da prevenção do cancro do estômago é uma expectativa que infelizmente, os estudos feitos não têm confirmado. 
As diferentes evoluções para úlcera ou para cancro (adenocarcinoma ou linfoma MALT) são atribuídas à susceptibilidade de cada pessoa, à virulência da estirpe da bactéria, à idade da aquisição da infecção, a factores genéticos, a factores ambientais e possivelmente a outros factores que desconhecemos. Viver assustados porque temos H. pylori e podemos vir um dia a ter cancro do estômago é que não tem qualquer justificação. Quase todos os portugueses têm H. pylori  mas muito poucos terão cancro do estômago.
 
Mais de 90% dos Africanos têm H. pylori e o cancro de estômago entre eles, quase não existe. Para que apareça o cancro no estômago, outros fatores, são necessários, além do H. pylori.
 
Como sabemos se estamos infectados?
 
Há várias maneiras de sabermos se estamos infectados. Durante a endoscopia do estômago o médico pode retirar um fragmento do estômago e fazer um teste rápido ou, pedir ao patologista para pesquisar a bactéria no fragmento de biopsia colhido. Existe um teste respiratório de fácil execução e que não exige endoscopia. No sangue pode pesquisar-se os anticorpos anti-Helicobacter pylori. Este é um bom teste para sabermos se já estivemos infectados mas, os anticorpos permanecem cerca de 1 ano positivos depois de a bactéria ser erradicada: a bactéria pode já não existir mas continua a haver anticorpos, o teste continua positivo.
 
Testes que exigem endoscopia:
  • Teste rápido da urease ( CLOtest e outros )
  • Observação ao microscópio
  • Exame cultural
Testes que não exigem endoscopia
  • Teste respiratório
  • Pesquisa de anticorpos no sangue (embora de pouco valor na clínica, é infelizmente muito utilizado e é causa frequente de angustia para o doente. Não tem valor para verificar a eficácia da erradicação mas é, no entanto, útil em estudos epidemiológicos)

Como, em Portugal, quase todos os adultos estão infectados e, como quase 100% das úlceras do duodeno e cerca de 70% das úlceras do estômago estão relacionadas com o H. pylori, muitos médicos, quando diagnosticam uma úlcera fazem erradicação, sem mandarem realizar qualquer teste para pesquisar o H. pylori e, mandam fazer o teste respiratório depois do tratamento, para se certificarem se o tratamento foi eficaz e o Hp foi erradicado. 
 
É frequente as pessoas, com queixas atribuídas ao estômago fazerem uma análise ao sangue ( pesquisa de anticorpos ) para saberem se têm Helicobacter pylori. Do que fica dito é fácil deduzir que essa pesquisa raramente tem algum interesse: se a pessoa é positiva vai causar-lhe ansiedade desnecessária e em muitos casos vai provocar um tratamento inútil como se explica a seguir.
 
O tratamento ( erradicação ) é necessário?:
 
Quase todos os portugueses adultos estão infectados e seria impensável fazer a erradicação a todos, nem há motivos que justifiquem tal atitude. Com os conhecimentos que temos actualmente recomenda-se erradicar o Helicobacter pylori nos indivíduos que têm úlcera do estômago, úlcera do duodeno e linfoma MALT

A
úlcera do estômago e do duodeno pode cicatrizar definitivamente com a erradicação do H. pylori. Por isso falamos hoje em cura da úlcera. Alguns linfomas MALT curam com a erradicação do H. pylori
 
Há outras situações, para além da úlcera do estômago, úlcera do duodeno e do linfoma MALT,  em que a erradicação do H. pylori poderá, eventualmente, ser recomendada. O próprio individuo poderá querer que o médico lhe erradique o helicobacter e não há motivo para não satisfazer o seu desejo.
 
Erradicar o Helicobacter pylori só porque se tem queixas do estômago é uma atitude muito frequente, podemos dizer muitíssimo frequente,  mas poucos doentes beneficiam com essa atitude.  As queixas dispépticas, infelizmente continuam, raramente desaparecem depois de se fazer a erradicação, porque a causa das queixas e o tratamento é diferente:  ver Dispepsia Funcional.
 
Poderá um dia descobrir-se uma vacina contra o Hp?
 
Sem dúvida nenhuma que será possível mas, até hoje, ainda não se conseguiu. Uma vacinação em massa, na idade infantil, irá diminuir a prevalência do Cancro do Estômago, além de reduzir significativamente a prevalência da úlcera do estômago e duodeno.
 
Qual é o tratamento correto? Como se faz a erradicação do H. pylori?
 
Ainda não existe um tratamento ideal: que seja 100% eficaz, barato e simples de tomar. Presentemente os médicos prescrevem para erradicar o Helicobacter pylori, a associação dum anti-secretor, medicamento inibidor da secreção do estômago, com dois antibióticos, durante 7 dias. Chama-se a esta terapêutica, terapêutica tripla porque inclui 3 medicamentos:
  1. Anti-secretor
  2. Antibiótico
  3. Antibiótico
Como se pode verificar se o tratamento foi eficaz?
 
Em 70% – 80% dos casos o tratamento é eficaz. Quer isto dizer que em 20% a 30% dos doentes que fizeram tratamento, a bactéria, não é eliminada e, a recidiva da úlcera vai, muito provavelmente, acontecer nos dois anos imediatos. Se a úlcera voltar a aparecer deve fazer-se novo tratamento, utilizando uma associação de antibióticos diferente, ou fazendo terapêutica quádrupla: um anti-secretor e três antibióticos.
 
Na maior parte dos casos, depois do tratamento, o médico não manda fazer nenhum teste para se certificar de que a bactéria desapareceu mas, nas úlceras complicadas ( que sangraram ou que perfuraram ) ou se por curiosidade quisermos saber se continuamos ou não com a bactéria no estômago, o nosso médico pode escolher um de vários testes para se certificar se houve ou não erradicação. O melhor teste é o teste respiratório que não exige nova endoscopia mas custa cerca de 12.000$00 (há vários laboratórios no Algarve – Faro, Albufeira e talvez noutros locais – que se encarregam da execução deste teste). Os outros testes exigem nova endoscopia para se colher um fragmento do estômago. Qualquer dos testes só deve ser feito, pelo menos 2 semanas depois, de não utilizarmos nenhum anti-secretor nem antibiótico, caso contrário, podem aparecer falsos negativos ou seja, pode o teste ser negativo embora o Helicobacter continue no estômago.

Como os anticorpos continuam no sangue, pelo menos durante 1 ano, depois de o Helicobacter desaparecer, a pesquisa de anticorpos no sangue não tem valor para verificar o êxito do tratamento.

Fonte: Gastro Algarve – Gastrenterologia

set 14 2008

A AIDS não é doença infecciosa

Entrevista com Dr. Roberto Giraldo, Presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da AIDS
 
A AIDS (sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida) não é uma doença infecciosa; não é causada por vírus e não se transmite por via sexual. Admitir a existência de um vírus – que até o momento não foi possível isolar – como origem da AIDS é negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indústria médica decidiu chamar de AIDS, como são as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunológico da raça humana. Admitir isso é questionar não só a origem de uma doença, como também grande parte dos problemas sanitários mundiais. A solução para a grande maioria desses problemas não depende de novos medicamentos e vacinas, mas de uma política justa, ética e solidária, hoje inexistente. Em linhas gerais, essas foram as conclusões apresentadas pelos cientistas dissidentes da versão oficial da AIDS no Encontro Internacional para a Reavaliação Científica da AIDS, organizado pela Asociación de Medicinas Complementarias, ocorrido em Barcelona, na Espanha, no mês de julho de 2002. O encontro, ignorado completamente pelos meios de comunicação, aconteceu paralelamente à Conferência Internacional da AIDS, patrocinada fundamentalmente pelas indústrias farmacêuticas. Como era de se esperar, as conclusões da Conferência sugeriram a promoção de novos medicamentos – e colossais investimentos para a pesquisa de uma hipotética vacina – como o único tratamento para as mais de seis milhões de pessoas afetadas.
 
O Doutor Roberto Giraldo, ex-catedrático de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Antióquia, na Colômbia, e presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da Hipótese do HIV-AIDS, denunciou uma vez mais, e com coragem, como o complô entre governos e indústrias farmacêuticas está pondo em perigo a sobrevivência do ser humano, com suas ações equivocadas, inverossímeis e terrivelmente mortais. Atualmente trabalha no Laboratório de Diagnóstico Molecular do New York Hospital Cornell Medical Center, de Nova Iorque. Ayda Ardila, da equipe de redação do boletim da Associação VIDA SANA de Barcelona, Espanha, entrevistou Dr. Roberto Giraldo.
 
Dr. Roberto Giraldo, o que é a AIDS? É o estado máximo de degeneração a que um ser humano pode chegar. Antes da AIDS havia muitas doenças e muitas condições que indicavam que os tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano estavam se deteriorando, mas com a AIDS falamos de um colapso de todos os sistemas e não somente do imunológico. É um sinal de alerta que nos indica que, pela primeira vez na história da humanidade, nossa espécie corre perigo de extinção.
 
Quais são as manifestações clínicas da AIDS? Nem todo aquele que apresenta reação positiva nos exames do HIV (Human Immunodeficiency Virus) tem AIDS. Uma pessoa tem AIDS quando está doente, quando já tem as manifestações ou sintomas de que seu sistema imunológico está em colapso e muitos de seus órgãos estão sofrendo as conseqüências do estresse devido a tóxicos. O sistema imunológico nos defende de infecções, de tumores e coordena todos os órgãos e funções do corpo humano. Ocorrendo a falência desse sistema, o indivíduo é vítima de inúmeras infecções que atentam contra sua vida, como pneumonia, toxoplasmose, criptococose e candidíase. Aparecem tumores, como o sarcoma de Kaposi, que é um tumor de vasos sanguíneos que começa na pele e penetra nos pulmões, fígado e vias digestivas. Não podendo o sistema imunológico controlar todos os órgãos do corpo, o indivíduo sofre demência, enfraquece, perde a visão, envelhece, tem diarréia… Mas cuidado: nem todo aquele que padece de alguma dessas infecções tem AIDS. Para que haja AIDS, é preciso que ocorram muitas infecções ao mesmo tempo.
 
E quanto à transmissão sexual? A AIDS não é uma infecção. Portanto, não se adquire mantendo relações sexuais com outra pessoa. Trata-se de uma doença tóxica e nutricional. Aconselho àqueles que padecem de AIDS a se informarem bem, pois existem dois lados na história da AIDS. Há o lado dos pesquisadores e defensores do HIV como sendo a causa da AIDS e há outro grupo de pesquisadores, jornalistas e ativistas de todo o mundo, além de gente comum, que acreditam, com base nos argumentos científicos disponíveis, que a AIDS não é uma doença infecciosa, não é causada por vírus, nem se transmite sexualmente.
 
E o sexo seguro? Não há nenhum inconveniente em manter relações sexuais com uma pessoa portadora do HIV, porque não há nada a ser transmitido. O que é grave é fazer sexo com uma pessoa e usar drogas, porque isso vai deteriorar o sistema imunológico. O mito da transmissão sexual é tão difundido, que existem seis bilhões de pessoas no planeta que acreditam nisso e têm pânico de sexo! É preciso recuperar a vida sexual como uma das atividades fundamentais do ser humano, porque esse mito está criando problemas para as gerações futuras.
 
Não se deve esquecer do uso do preservativo… Deve-se usar o preservativo para a finalidade que sempre teve: evitar a gravidez e o contato com o sêmen, pois está demonstrado que, quando se está doente, o sêmen é um agente biológico que reduz as defesas. O uso da “camisinha” evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis, a gonorréia… O preservativo não serve para evitar o contágio de um vírus que não existe!
 
E quanto à transmissão por transfusão de sangue, uso de seringas ou pela mãe ao feto? Há uma crença generalizada de que a doença é causada pelo HIV. Mas nada disso foi comprovado cientificamente e trata-se somente de um mito. Ao fornecerem gratuitamente seringas aos usuários de drogas, os governos estão não só promovendo a toxicomania, como também aumentando o tráfico. É preciso dizer a verdade aos usuários de drogas: está comprovado cientificamente que o uso de drogas por longos períodos destrói o sistema imunológico e provoca AIDS.
 
Qual é, então, a causa da AIDS? Na verdade há cinco agentes ou tóxicos que deterioram o sistema imunológico e causam AIDS.
  • agentes de origem química: drogas, contaminação ambiental, antibióticos, detergentes…;
  • agentes físicos: o ruído, viver em grandes alturas ou em grandes profundidades, o campo eletromagnético a que estamos submetidos pela criação cada vez mais freqüente de aparelhos elétricos, geradores de pequenas radiações, que, com o tempo, vão minando o sistema imunológico;
  • agentes biológicos: tudo aquilo que entra no corpo com vida, como o sangue, as vacinas, o sêmen…;
  • agentes mentais: a própria histeria de pânico à AIDS está criando estresse — de fato, há pessoas que fazem os exames todos os meses até sair positivo, pois está comprovado que o estresse produz grande aumento de anticorpos poliespecíficos no sangue, os quais provocam uma reação positiva nos exames, mesmo não havendo nenhuma infecção — a ansiedade, a depressão, viver negativamente…;
  • agentes nutricionais: o excesso de comida errada ou a falta de comida saudável. Nos países pobres, a AIDS é causada por fome, porque não se come o suficiente para satisfazer as necessidades do organismo.
Mas a fome existe há muitíssimo tempo na África… Sim, mas antes a África e os países pobres nunca haviam sido tão pobres como agora — e tudo tem limites. A renda per capita está diminuindo. Hhá cada vez menos dinheiro para comprar o básico, cada vez se come menos. A falta de comida está fazendo com que as crianças nasçam menores, cresçam menos e que a expectativa de vida diminua… Isso indica que a pobreza não é a mesma de sempre e que o corpo já não agüenta mais! As pessoas na África têm fome, desnutrição, parasitos e falta de higiene em decorrência da pobreza a que estão submetidas. Por isso é que lá há tantos casos de AIDS.
 
Por que persiste o mito da transmissão da AIDS? Na década de sessenta começou um movimento de libertação que levou ao exagero de certos direitos, dando lugar a orgias e ao consumo excessivo de drogas durante o ato sexual, entre as quais, os poppers (nitritos de amila e butila), usados como afrodisíacos que estimulam o desejo sexual e produzem o relaxamento de alguns esfíncteres do corpo humano, permitindo a penetração de objetos grandes no reto ou outros orifícios. Os primeiros casos de AIDS, em 1981, apareceram num grupo de homossexuais de Los Angeles, que realizavam esse tipo de práticas anormais. Enfatizo a caracterização de anormais, porque é preciso esclarecer que a homossexualidade nunca foi causadora de doença; é uma forma de vida que existe há milhares de anos e tão comum e regular quanto a heterossexual. Foi então que o CDC – Centro de Controle das Doenças dos Estados Unidos — cometeu um tremendo erro: não se perguntou o que tinha acontecido com essas pessoas. Os pesquisadores determinaram que, como era um grupo de homossexuais, a AIDS era uma doença de transmissão sexual.
 
Sem comprovação científica? Quando se recorre a pesquisas científicas para encontrar a causa dessa transmissão, não se acha nada que confirme tal afirmação. Trata-se de um boato que foi crescendo graças aos meios de comunicação.
 
O CDC é culpado desse mito? Sim, e continuarei fazendo essa afirmação ainda que me digam que estou fazendo uma acusação muito grave, por ser cidadão americano. Fui vítima de muitas perseguições pelos órgãos de saúde do governo americano. Pediram minha destituição do hospital onde trabalho, fizeram contra mim toda sorte de ofensas em razão do que tenho dito, mas estou convencido de que alguém tem que levantar a voz em defesa das pessoas e continuarei denunciando que o CDC criou um mito e está atentando contra a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo.
 
Por que os grupos dissidentes são um perigo para os governos, indústrias farmacêuticas, Banco Mundial…? Os dados científicos indicam que estamos com a razão e isso é muito grave, porque não há nada em comum entre nosso ponto de vista sobre a AIDS e o dos defensores ortodoxos do HIV. A ciência cometeu um erro muito grave. A AIDS é a doença que, na história da medicina, mais se difundiu. Entretanto, não é a doença que mata mais pessoas no mundo. Estatisticamente é superada pelos acidentes, assassinatos, suicídios, câncer, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas… Apesar disso, as pessoas não sabem muito sobre malária ou tuberculose e todo mundo acha que entende de AIDS e de sexo. Alguém provocou um caos para seis bilhões de pessoas e, quando o mundo se der conta disso, será muito embaraçoso e não vão perdoar alguns pesquisadores do governo por essa colossal mentira.
 
Aproxima-se um caos mundial? Há implicações políticas sérias porque, uma vez descoberta a verdade, quem vai acreditar de agora em diante nos governos do mundo? Quem vai acreditar nas companhias farmacêuticas, que estão produzindo drogas para matar um vírus que nunca foi visto? Certamente haverá um caos, mas nós, dissidentes, pensamos que os problemas graves têm soluções. Estamos apenas mostrando a verdade ao mesmo tempo em que torcemos para que isso não seja muito violento nem caótico.
 
Mas há outros interesses… Há quatro anos, quando fui à Conferência Mundial da AIDS, em Genebra, percebi que, junto aos estandes das indústrias farmacêuticas e das ONGs, havia um estande muito grande do Banco Mundial. Perguntei-me o que aquela instituição estava fazendo lá. Muito simples: o Banco Mundial lançou vários livros sobre a AIDS e está oferecendo empréstimos aos países pobres para que comprem medicamentos das companhias farmacêuticas americanas para tratar de um vírus inexistente, medicamentos que, em vez de curar, aceleram a morte do doente.
 
Qual a sua opinião sobre os medicamentos para pacientes de AIDS? Diz-se que a AIDS é uma doença viral. Mas, como todos os medicamentos contra vírus são terrivelmente tóxicos, não temos medicamentos para a poliomielite, hepatite B e A, dengue e outras doenças autenticamente virais. A uma pessoa que tem poliomielite, não se pode dar um tratamento para acabar com o vírus da pólio, porque isso acabaria matando essa pessoa e a medicina tem conhecimento desse fato há mais de cem anos. Por isso, chama a atenção que agora os pesquisadores das companhias farmacêuticas tenham resolvido desrespeitar um século de conhecimentos sobre a virologia e estejam inventando medicamentos para tratar de um vírus que nunca foi visto, nem isolado, nem cultivado. O vírus da pólio existe, como o da hepatite, da dengue…, mas o da AIDS, ainda precisam nos mostrar! A imagem do vírus que apresentaram na conferência oficial na da mais é do que uma criação virtual.
 
Como curar a AIDS? Os medicamentos são terrivelmente tóxicos e as próprias indústrias farmacêuticas fazem essa advertência nas bulas para se eximirem de toda responsabilidade. Nós, dissidentes, insistimos que a AIDS pode ser curada com medicamentos não-tóxicos, que resultam em cura definitiva, e não com antiviróticos, que destroem os tecidos do organismo e provocam a morte do paciente. Quando isso acontece, os pesquisadores simplesmente explicam que o vírus sofreu mutação e se tornou resistente.
 
Qual é o tratamento a ser seguido? Para os que não estão tomando medicamentos, é muito fácil: devem ficar longe de todos os agentes tóxicos que já mencionamos. Para aqueles que tomam medicamentos, sugiro que não os suspendam de um dia para o outro, pois existe o efeito placebo: a pessoa pode estar tomando esses medicamentos e acreditar que lhe fazem bem e essa crença lhe fará bem por um longo tempo. Se o uso do medicamento é suspenso e a pessoa se sente insegura, nesses dias pode sofrer um colapso do sistema imunológico e morrer. Primeiramente é preciso informar-se bem e ir diminuindo gradativamente o uso, com o acompanhamento de um profissional da saúde. Na medicina natural, por exemplo, são feitos excelentes tratamentos de desintoxicação, porque uma pessoa que tem AIDS (ou é soropositiva) está simplesmente intoxicada, oxidada, mas não infectada .
 
A solução é a desintoxicação? Sim, e posteriormente os órgãos e sistemas enfraquecidos devem ser estimulados pelo uso de vitaminas C, A e E, que são fortes antioxidantes. Se a pessoa é muito pobre, só a vitamina A é suficiente, pois até os defensores do HIV têm demonstrado que, se uma mãe tem bom nível de vitamina A no sangue, o filho jamais nascerá com AIDS, nem se tornará soropositivo. Mais que isso: se um soropositivo tiver níveis normais de vitamina A no sangue, nunca terá AIDS. Se o orçamento não é suficiente para comprar vitaminas, será preciso comer cenoura, frutas e verduras frescas que contenham muito caroteno, que são uma boa fonte de vitamina A. Portanto, a pessoa pode se curar facilmente e de forma pouco dispendiosa e, uma vez curada, pode ter uma vida normal.
 
Referências: Dr.Roberto Giraldo, Sida Y Agentes Estresantes, Editorial de La Universidad de Antioquia, Colombia. Em sua pesquisa, o Dr. Giraldo destaca as principais contribuições científicas de Peter Duesberg e do Grupo de Perth dirigido por Eleni Papadopulos-Eleopulos. robgiraldo@aol.com
 
Dr. Etienne de Harven, França. Especialista em microscopia eletrônica. Detalha razões científicas segundo as quais Luc Montagnier, Roberto Gallo e Jay Levy nunca isolaram o chamado HIV. Oferece detalhes técnicos para explicar porque não existe uma fotografia de microscópio eletrônico do suposto vírus da AIDS. pitou.deharven@wanadoo.fr
 
Fonte: TAPS

 

set 14 2008

Encefalomielite Disseminada Aguda

Elizabeth Regina Comini Frota.
 
A ADEM é a doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), monofásica, precedida em até 75% dos casos por uma infecção viral ou bacteriana, a maioria por infecções não específicas do trato respiratório. Pode se desenvolver também após uma vacina, e principalmente por isso vem se tornando cada vez mais importante no nosso meio devido aos esquemas de vacinação em crianças. A ADEM após vacinação ocorre preferencialmente após vacina contra sarampo, rubéola e caxumba, mas já foi descrita após vacinação contra pólio, contra encefalites por carrapatos. Em nosso meio foram relatados e apresentados em congresso vários casos de ADEM após dengue e após vacina contra febre amarela.
 
A incidência estimada é de 0,8 casos por 100.000 hab por ano, não tem preponderância sexual ou racial. A epidemiologia tem apresentado mudanças desde sua descrição original no início do século XIX.  Em 1931, McAlpine descreveu 3 padrões de iniciação da ADEM: 1) pós-vacinal, 2) após infecções e 3) espontânea. Na época este autor observou que as formas pós-vacinais e espontâneas evoluem bem e a forma pós-infecciosa evolui muito mal. Parece que pouco mudou desde então porque estudos recentes têm corroborado estes observações.
 
Os sintomas em geral ocorrem após 7 a 14 dias da infecção ou da vacinação, e apesar de não estar estabelecido um período de latência é importante se estabelecer a relação temporal de até 30 dias entre a infecção ou vacinação, com a doença.  Alguns sintomas parecem estar associados à idade, nas crianças ocorre febre e cefaléia com mais freqüência e nos adultos sintomas motores e sensitivos predominam desde o início. Outros sintomas como ataxia, alteração do nível de consciência e sintomas relacionados ao tronco encefálico, ocorrem na maioria dos pacientes independente da idade.
 
Estudos realizados com Encefalite Alérgica Experimental levaram ao desenvolvimento de  conceitos de patogênese: o conceito da cascata infamatória que acredita numa infecção direta do SN pelo patógeno, resultando em lesão do tecido e uma invasão da circulação de auto-antígenos antes confinados devido a uma desintegração da Barreira Hemato-Encefálica. Outro conceito propõe a homologia de seqüências de aminoácidos entre o antígeno externo e a mielina, ou seja, o mimetismo molecular.
 
A melhor ferramenta diagnóstica é a Ressonância Magnética (RM) do encéfalo. O mais comum são lesões da substância branca em várias localizações, às vezes com acometimento do córtex e áreas do tálamo e gânglios da base, e o mais importante é que estas lesões têm aspecto de mesmo tempo de evolução, o que diferencia da EM que tem disseminação de lesões no tempo. A RM deve ser repetida a cada seis meses pelo menos porque as lesões da ADEM tendem a diminuir e até desaparecer.
 
O tratamento visa desacelerar a resposta inflamatória e é realizado com corticoterapia endovenosa em primeira escolha, embora não existam estudos controlados com este procedimento.
 
set 14 2008

IPCC diz que geleiras estão derretendo com velocidade recorde

GENEBRA – As geleiras estão derretendo com velocidade recorde desde o início deste século, segundo um relatório apresentado nesta segunda-feira, 1, durante a 29ª Sessão do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática.
 
Segundo o documento, o ritmo atual de derretimento das geleiras dobrou, e em 2006, o último ano com dados disponíveis, foram registradas perdas de gelo sem precedentes.
 
"Se esta tendência continuar e os Governos não entrarem em acordo sobre as novas reduções de gás de efeito estufa em Copenhague em 2009, é possível que as geleiras desapareçam de muitas regiões montanhosas durante este século", adverte o relatório.
 
Apesar de os fenômenos extraordinários do degelo já estarem acontecendo nas duas últimas décadas do século passado, o ritmo tem se acelerado nos oito primeiros anos do atual.
 
As perdas de 1998, que foram históricas, já foram superadas três vezes: em 2003, 2004 e 2006.
 
De fato, o relatório evidencia que o degelo de 2004 e 2006 foram duas vezes maiores em comparação com 1998.
 
Segundo cálculos dos especialistas, a perda anual registrada na década 1996-2005 foi o dobro da produzida no período 1986-1995 e quatro vezes superior à do período 1976-1985.
 
Nos Alpes, a cobertura de gelo diminuiu 35% entre 1850 e a década de 1970, em uma diminuição que avançou 22% até 2000.
 
Em 2003, quando a Europa sofreu uma onda de calor, o derretimento do gelo ficou entre 5% e 10% em apenas um verão.
Os especialistas destacam que, além das conseqüências globais da perda das geleiras, o fornecimento de água de milhões de pessoas está ameaçado.
 
"É urgente, precisamos desenvolver e utilizar tecnologias modernas e estender a rede de vigilância para as regiões onde ainda não há sistemas de controle eficazes", afirmou o diretor do Serviço Mundial de Controle das Geleiras (WGMS, em inglês), Wilfrid Haeberli.
 
O estudo foi apresentado paralelamente à 29ª Sessão do IPCC, realizada esta semana em Genebra.
 
No ano passado, o IPCC dividiu o Prêmio Nobel da Paz com o ex-vice-presidente americano Al Gore "por seus esforços para construir e divulgar maior conhecimento sobre a mudança climática causada pelos seres humanos e sugerir medidas para contra-atacar e modificar o fenômeno."
 
O IPCC foi criado em 1988 com o objetivo de pesquisar e determinar se realmente estava acontecendo uma mudança climática e as conseqüências que esse fenômeno traria.
 
O grupo, formado por 400 especialistas de todas as partes do mundo, afirmou que a atividade humana tem provocado a mudança climática, descartando a visão de muitos céticos que negavam a evidência.
 
O relatório do IPCC também deixou claro que a mudança climática terá conseqüências nefastas para o planeta, como o derretimento das geleiras e das calotas polares, as conseqüentes inundação de terras e falta de abastecimento de água, além dos fenômenos meteorológicos extremos que o aquecimento global provocará.
 
As negociações mundiais para combater a mudança climática continuam atualmente após vários encontros internacionais, e está previsto que terminem em uma reunião que acontecerá em Copenhague em dezembro de 2009.
 
set 14 2008

Gelo mostra mudança abrupta do clima na Terra

Um estudo do gelo da Groenlândia localizado entre 1.452 e 1.642 metros de profundidade indica que o clima se alterou abruptamente no fim da última era glacial e que a temperatura aumentou até 10C de um ano para outro.
 
A pesquisa, publicada na revista "Science", lança um alerta para os cientistas em tempos de aquecimento global: transições dramáticas e totalmente imprevistas no clima podem acontecer em períodos extremamente curtos.
 
Sune Olander Rasmussen, da Universidade de Copenhague, afirmou à Folha que é preciso criar modelos que simulem as alterações abruptas do passado e, mais importante, que verifiquem se o clima tem "pontos de virada" — a partir dos quais ele muda de repente.
 
Segundo Rasmussen, os aquecimentos observados durante a era glacial (um há 14.700 anos e outro há 11.700 anos) mostram as alterações da circulação atmosférica de um ano para o outro. A última dessas viradas climáticas deu ao planeta a cara que ele tem hoje: as geleiras que cobriam boa parte do hemisfério Norte derreteram e o nível do mar subiu cerca de 100 metros.
 
Para chegar ao resultado, pesquisadores analisaram a quantidade de poeira, a composição da água e do ar preso no gelo. O gelo também indica que o aquecimento é iniciado com mudanças nas monções da região tropical, o que altera os padrões climáticos subitamente no pólo.
 
De acordo com Pedro Leite Dias, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica, um ponto notável da pesquisa é a resolução temporal -análise ano a ano do gelo. "Isso requer um nível de precisão no tratamento dessas amostras que seria inconcebível há cinco, seis anos atrás."
 
Ele também considera interessante o fato de o trabalho fazer conexão entre o que aconteceu na Groenlândia e algumas alterações climáticas na região equatorial. "Eu venho acompanhando alguns trabalhos sobre mudanças abruptas da região equatorial. E, em particular na África, há indícios de mudanças abruptas no clima nesse mesmo período, no final do último glacial", afirmou.
 
Botão
 
"Nós analisamos a transição da última era glacial até o presente período interglacial, e as mudanças no clima estão acontecendo tão de repente que é como se alguém tivesse apertado um botão", disse Dorthe Dahl-Jensen, também da Universidade de Copenhague.
 
Comparando a quantidade de poeira, oxigênio e hidrogênio nas camadas anuais dos testemunhos de gelo, os pesquisadores podem investigar como a mudança de clima se desenvolveu ano a ano. Rasmussen afirma que o próximo passo, agora, é estudar mais o passado do período interglacial.
 
Por AFRA BALAZINA da Folha de S.Paulo
 
set 12 2008

Baixa umidade do ar atinge menor índice do ano e SP entra em estado de alerta

A cidade de São Paulo teve o dia mais seco do ano nesta quarta-feira. O índice de umidade relativa do ar chegou a 16% na estação do Mirante de Santana (zona norte), do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Antes, o dia mais seco do ano – 29 de julho — havia registrado índice de 19%. Com esse índice, inferior a 20%, a cidade entra em estado de alerta, de acordo com os padrões da OMS (Organização Mundial da Saúde).
 
O dia quente e seco acontece devido a uma massa de ar quente que predomina sobre a região Sudeste, o que inibe a formação de chuvas.
 
De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo, em alguns bairros da cidade a temperatura chegou a 30,4ºC, como é o caso de Jaçanã/Tremembé (zona norte).
 
Outros pontos da cidade também registraram umidade relativa baixa, como a região do aeroporto de Congonhas (zona sul), com 20%.
 
O tempo deve continuar seco em São Paulo até sexta-feira (22), com dias ensolarados e temperaturas elevadas.
 
De acordo com o CGE, no final de semana uma frente fria, que passará pelo litoral, deve chegar às demais regiões do Estado e trazer nuvens com possibilidades de pancadas de chuvas.
 
Saúde
 
A OMS alerta que índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo.
 
Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
 
Com a baixa umidade, a recomendação é a de interromper atividades físicas ao ar livre das 11h às 15h, por causa da combinação entre ar seco e a maior incidência de poluentes; e para ingerir muito líquido, para evitar desidratação.
 
set 12 2008

Umidade do ar chega a níveis de deserto em SP

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um aviso meteorológico com a previsão de baixo índice de umidade relativa do ar nesta quinta-feira. Os índices devem ficar, em média, em torno de 20%, podendo chegar a 15%, índice semelhante ao do deserto do Saara, onde a média varia entre 10% e 15%. Na quarta-feira (20), São Paulo teve 16%, índice mais baixo de 2008.
 
A previsão do instituto é que a temperatura máxima deva atingir 28ºC na cidade de São Paulo. O extremo sul do Estado deve ter céu parcialmente nublado e existe a possibilidade de chuviscos.
 
Na sexta-feira as temperaturas devem entrar em declínio na cidade de São Paulo, segundo o Inmet, e existe a possibilidade de chuva em áreas isoladas.
 
Saúde
 
A OMS alerta que índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo.
 
Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
Com a baixa umidade, a recomendação é a de interromper atividades físicas ao ar livre das 11h às 15h, por causa da combinação entre ar seco e a maior incidência de poluentes; e para ingerir muito líquido, para evitar desidratação.
 
País
 
Segundo o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), persistem as condições de chuva nesta quinta-feira em grande parte do Rio Grande do Sul.
 
No Estado de Santa Catarina as chuvas devem atingir algumas localidades entre a tarde e a noite.
 
A instabilidade — com possibilidade de período de chuva intercalado com sol a qualquer hora do dia — persiste no litoral da Bahia, de Sergipe e de Alagoas.
 
A região Norte do país deverá ter pancadas fortes de chuva devido a instabilidades tropicais em grande parte do Amazonas, norte do Pará, no Amapá e em Roraima.
 
set 12 2008

Queda na temperatura

O planeta Terra está próximo de viver uma nova Era do Gelo.
 
É o que garante um estudo desenvolvido pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) , que sugere que a temperatura da Terra está perto de sofrer uma "pequena queda" como conseqüência de uma diminuição da atividade solar.
 
A pesquisa foi apresentada por Victor Manuel Velasco Herrera, pesquisador do Instituto de Geofísica da Unam. Herrera falou sobre a nova Era do Gelo durante um ato público, e defendeu a tese de que a ruptura da geleira argentina Perito Moreno, ocorrida em pleno inverno, não foi provocada por mudanças climáticas, e sim por um processo natural ocasionado pela temperatura e precipitação do rio.
 
A geleira Perito Moreno rompeu-se no dia 9 julho na Patagônia argentina, num evento que ocorre a cada três anos e até o presente momento tinha como principal causa o aquecimento global.
 
80 anos de duração
 
Ainda segundo Herrera, a nova Era do Gelo teria uma duração de 60 a 80 anos e seu maior efeito seria a seca. O especialista garantiu que as previsões de que a temperatura vá aumentar em decorrência das mudanças climáticas estão erradas. "Essas previsões são incorretas porque se baseiam apenas em modelos matemáticos e apresentam resultados em cenários que não incluem, por exemplo, a atividade solar" – disse ele.
 
Os estudos do pesquisador apontam que, para a ocorrência das mudanças climáticas, existem fatores internos como os vulcões e a atividade humana, e os fatores externos, como o solar. Segundo ele, o Sol sempre foi visto como agente de aquecimento e nunca de esfriamento, porém o astro possui os dois papéis.
 
O mundo, de acordo com Herrera, vive uma época de transição onde a atividade solar diminuiu significativamente e que "portanto, em dois anos aproximadamente, haverá uma pequena Era do Gelo". Ainda neste século, as geleiras irão aumentar como já se pode observar nos Andes e em Perito Moreno.
 
A Era do Gelo
 
Há cerca de um milhão de anos, num período conhecido como Era Glacial ou Idade do Gelo, a Terra sofreu uma brusca queda de temperatura. Durante esse período, não houve calor suficiente durante o verão para derreter as geleiras que se formavam nas grandes altitudes no período de inverno.
 
As geleiras, aos poucos, se desprenderam das montanhas, ocasionando um enorme desgaste nas rochas enquanto arrastavam a argila por muitos quilômetros. Uma vasta área da região norte da Europa ficou coberta por uma grande camada de gelo.
 
O mundo todo foi afetado por este fenômeno que teve apenas como sobreviventes os animais com maior quantidade de pêlos.
 
A certeza da existência desse período foi confirmada por estudos realizados por geólogos em rochas e fósseis durante muitos anos, mas até hoje ainda não se descobriu a razão que levou a crosta terrestre a se resfriar.
 
Alguns especialistas no assunto afirmam que estamos vivendo um período quente e que em breve o mundo se resfriará e que a Terra realmente está à beira de uma nova Era Glacial.
 
 
set 12 2008

Sem norte nem sul

A inversão dos pólos magnéticos da Terra é tão inevitável quanto incerta. Nós só podemos assisti-la.
 
Os mais antigos traços de fogueiras feitas por hominídeos foram encontrados recentemente por arqueólogos israelenses no vale do rio Jordão. Há cerca de 790 mil anos, os Homo erectus que acenderam aqueles fogos não podiam se dar conta de que, naquela época, os pólos magnéticos norte e sul estavam em posições invertidas em relação aos dias de hoje, mas as tartarugas marinhas – mais antigas do que os dinossauros – precisaram ser capazes de se adaptar a essa mudança inúmeras vezes. Sabe-se agora que seu sistema biológico de orientação durante as longas migrações pelos oceanos depende da capacidade de perceber as mínimas variações no campo magnético para compor uma espécie de mapa cerebral de coordenadas geográficas. É algo como os dispositivos de posicionamento global (GPS), que usam satélites, disseram pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, em estudo publicado no final de abril na revista Nature.
 
O campo magnético da Terra tem origem no movimento de convecção domagna interior (como em uma panela de água fervendo). As cargas elétricas nesse mingau geram o campo magnético e sua orientação deixa rastros nas rochas que se solidificam na crosta. Em abril, geofísicos da Universidade Internacional da Flórida, em Miami, publicaram na revista Science os resultados do estudo de rochas que correspondem às três mais recentes inversões do campo magnético (a última cerca de 790 mil anos atrás) e concluíram que o período de transição dura em média sete mil anos. Verificaram também que o fenômeno não ocorre em todos os lugares com a mesma velocidade. Próximo do equador, o processo leva cerca de dois mil anos, enquanto nas médias latitudes pode levar cerca de dez mil anos.
 
Ímã de barra: Isso significa que há períodos em que a Terra não tem pólos magnéticos definidos. Segundo Igor Pacca, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, durante o processo de inversão, as linhas de campo mudam de direção e de intensidade. Para simplificar, ele sugere que se imagine um ímã de barra no interior da Terra. Há duas maneiras de se entender o processo. "Primeiro, girando o ímã e, com isso, se inverteriam as linhas de campo; outra, seria o encurtamento do ímã até que ele desaparecesse e começasse a crescer do lado contrário". Nenhuma ação humana seria capaz de impedir o processo.
 
Simulações feitas em computadores indicam que ele não tem hora certa para acontecer. E, quando acontece, mudam coisas importantíssimas no interior e no entorno do planeta.
 
De acordo com Pacca, a inversão altera, entre outras coisas, a intensidade das radiações que atingem a ionosfera, porque o campo magnético funciona como uma proteção que desvia o vento solar, um sopro contínuo de partículas eletricamente carregadas. A camada de ozônio que nos protege da radiação ultravioleta, menos densa em torno do atual pólo magnético sul (o famoso "buraco de ozônio"), seria igualmente afetada, podendo diminuir ou aumentar ou simplesmente ter seu "buraco" deslocado para outro canto do planeta. Alterações no clima seriam esperadas, além de efeitos no manto pastoso e na crosta terrestre que resultariam em fenômenos associados aos movimentos tectônicos das placas continentais (inclusive terremotos e vulcanismos).
 
O mundo não acaba a cada inversão magnética, mas vão levar vantagem as espécies mais capazes de conviver com a nova realidade, adaptando-se ou não biologicamente. Como as tartarugas! [Jeruza Pereira]