set 29 2008

Relógio Mundial

Já parou para refletir sobre as coisas podem estar acontecendo nesse exato momento?
 
Nesse exato momento em que você toma seu café, que você vasculha a internet… Infinitas coisas estão acontecendo ao seu redor…
 
Não que seja importante conhecer e dar valor tudo isso e sim que precisamos deixar de sermos egoistas e pararmos de pensar que o universo gira ao nosso redor.
 
Tantas coisas boas e ruins acontecendo ao mesmo tempo e ainda passamos a vida preocupados com nossos relatórios, com o dinheiro, com as obrigações… com o que ‘vão pensar de mim’…
 
Obviamente ficar refletindo sobre a vida não vai trazer nosso sustento, não vai pagar nossas contas nem cuidar de nossos filhos, pórem desenvolver a consciência para a realidade é saber viver em plenitude… É saber colocar cada coisa no seu devido lugar e na sua devida hora… Para isso precisamos reconhecer que não somos nada perante ao todo…
 
Quando revalorizamos nossa vida e damos o devido valor a nossos afazeres, passamos a realizar as mesmas tarefas do dia-a-dia com mais vontade, com mais responsabilidade… sem a tal da preocupação…
 
Tudo fruto de uma auto-revalorização… mas para isso precisamos entender que a vida não se resume apenas nas coisas que fazemos, sentimos e pensamos…
 
Pois bem, baseado em estatísticas e estimativas, o pessoal do site Poodwaddle devenvolveu "relógios mundiais" sobre algumas poucas coisas que estão acontecendo ao nosso redor.
 
Eis os relógios:
 
 
 
 
Essas poucas informações são uma amostra de algumas coisas que estão acontecendo…
 
Será que temos alguma participação nesse números?
 
Bem, a resposta não é tão importante quanto a necessidade do desenvolvimento da reflexão….
 

 

set 25 2008

Desertificação afetará alimentação mundial a partir de 2020, diz organização

A Organização Mundial de Meteorologia (OMM) alertou hoje para o fato de que a mudança climática está agravando a desertificação e que esta poderá dificultar a alimentação da população mundial a partir de 2020.
 
"Só 11% da superfície do planeta é cultivável e tem que (produzir o suficiente para) alimentar a população mundial, que atualmente é de 6,3 bilhões de pessoas e que, em 2020, segundo cálculos, será de 8,2 bilhões", afirmou em entrevista coletiva o responsável pelo Programa de Meteorologia para a Agricultura da OMM, Mannava Sivakumar.
 
Frente a esses dados, "questões como os nutrientes do solo, a degradação da terra, a segurança alimentar global e a qualidade ambiental adquirem maior importância", acrescentou.
 
Para analisar esse fenômeno e seus efeitos, mais de 2.000 especialistas de quase 200 países, agências da ONU, órgãos internacionais e organizações ambientalistas participarão, de 3 a 14 de setembro, em Madri, da 8ª Conferência da Convenção da ONU de Luta contra a Desertificação.
 
Segundo as previsões da OMM, a temperatura do planeta aumentará 0,4° C nos próximos 20 anos, a quantidade de chuvas aumentará nas latitudes altas e diminuirá na maioria das regiões subtropicais, as regiões atingidas pela seca aumentarão e as ondas de calor e as precipitações intensas se tornarão cada vez mais freqüentes.
 
A organização meteorológica destaca que, se essas previsões se concretizarem, a degradação dos solos aumentará, devido às secas e à erosão decorrente de chuvas torrenciais.
 
Tudo isso prejudicará a qualidade do solo e, conseqüentemente, seu rendimento. Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de a superfície cultivável da Terra diminuir.
 
Sivakumar acha que "a produção agrícola de muitos países africanos será gravemente comprometida pela mudança do clima, já que, provavelmente, a extensão das terras cultiváveis diminuirá, assim como seu rendimento", especialmente no norte, no oeste e algumas áreas do sul do continente.
 
As regiões mais secas da América Latina também serão afetadas pela mudança climática, que favorecerá a desertificação e a salinização de campos de cultivo.
 
Além disso, "no sul da Europa, o aumento das temperaturas e a maior ocorrência de secas, que provocaram graves incêndios na Grécia, reduzirão a disponibilidade de água, o potencial de energia hidroelétrica e a produtividade agrícola", acrescentou Sivakumar.
 
Para agravar a situação, "muitos dos agricultores de todo o mundo não sabem muito bem o que está acontecendo e de que forma a mudança climática afetará suas colheitas", disse Sivakumar, cuja organização oferece seminários destinados a camponeses de países em desenvolvimento.
 
Da Efe
Em Genebra

Fonte: Uol – Ciência e Sáude

set 25 2008

Mudança no clima pode ameaçar segurança alimentar

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) alertou hoje que a mudança climática "poderia chegar a ser uma séria ameaça para a segurança alimentar mundial", e que por isso é "crucial" adotar medidas imediatas para neutralizar seus efeitos.
 
O alerta foi feito pelo subdiretor-geral da FAO, Alexander Müller, diante mais de 140 especialistas de todo o mundo, em um seminário sobre "planejamento e estratégias de adaptação". A mudança climática está se transformando em um dos grandes desafios que a humanidade deverá enfrentar nos próximos anos, devido a seu impacto na produção, distribuição e acesso aos alimentos.
 
No entanto, se as causas forem combatidas, com a redução de emissões de gases do efeito estufa, "é crucial tomar também medidas imediatas para neutralizar seus efeitos" e encontrar formas para melhorar a capacidade de adaptação das pessoas e dos sistemas de produção alimentícia, afirmou.
 
A agricultura é o setor mais afetado pelas mudanças no clima e será "cada vez mais vulnerável no futuro". A situação de risco é especial para os países em desenvolvimento, que têm menos recursos para enfrentar os danos. O clima extremo e adverso "pode pôr em risco" a produção de arroz, que alimenta mais da metade da população do planeta. Por isso seria "muito benéfica" a introdução de novas variedades melhoradas deste cereal, com maior tolerância à salinidade.
 
A rápida transição para um maior uso dos biocombustíveis poderia ajudar a reduzir as emissões responsáveis do efeito estufa, "sempre que forem levadas em conta a segurança alimentar e as considerações ambientais". Mas a agricultura é também "culpada" quando se fala de mudança climática e a própria produção de arroz é uma das principais fontes de gases causadores do efeito estufa.
 
Além disso, a pecuária é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa em nível mundial, enquanto o desmatamento é responsável por 18% das emissões de dióxido de carbono.
 
A melhora na gestão da pecuária e das práticas agrícolas e florestais "teria um impacto muito grande" para neutralizar os efeitos da mudança climática, segundo a FAO. Da mesma maneira, adotar práticas como a agricultura de conservação também ajudaria a manter grandes quantidades de carbono no solo.
 
Fonte: Terra Notícias
set 23 2008

Excesso de flúor pode ser mais prejudicial do que sua ausência

A eficácia do flúor em relação à prevenção de cás e à manutenção de dentes saudáveis já foi atestada por vários estudos. Sua presença não é essencial, mas a substância é, sem dúvida, um grande aliado do fortalecimento da estrutura dentária, por meio de sua incorporação nos cristais do esmalte. No entanto, é preciso prestar atenção para os excessos.
 
A atuação do flúor deixa o esmalte menos suscetível às ações de microrganismos, o que torna importante sua aplicação tanto nos dentes de leite quanto nos permanentes.
 
A presençã do flúor em dose exagerada no organismo, porém, é prejudicial, podendo ocasionar dois tipos de intoxicação: a aguda e a crônica.
 
A primeira ocorre quando há alta concentração de flúor em algum produto aplicado no paciente. No uso de gel fluoretado, por exemplo, o dentista não deve deixar de colocar o sugador que evita a deglutição do gel tóxico. Assim, caso o paciente se queixe de dores estomacais, náuseas e vômitos, o indicado é a ingestão de leite.
 
O cálcio contido no leite ao se combinar com o flúor, forma o fluoreto de cálcio, sal insolúvel não absorvível pelo organismo. Nos quadros mais graves, em que o paciente já demonstra manifestações neurológicas e parte do flúor já foi absorvido, é necessária a lavagem gástrica ou até a hemodiálise.
 
A intoxicação crônica, mais conhecida como fluorose, ocorre quando um produto com baixa concentração de flúor é utilizado durante um longo período, geralmente meses ou anos. A taxa de flúor é baixa, porém maior do que os níveis aceitáveis.
 
A deglutição de pasta de dente ou soluções bucais e eventuais erros na dosagem de flúor colocado na água para o abastecimento da população são os principais causadores da fluorose.
 
Existem ocorrências de fluorose endêmica nas regiões em que a água não é fluoretada artificialmente, como na maioria das cidades, porque o lençol freático contém uma quantidade de flúor maior do que a necessária. Se o nível de flúor na água é maior do que uma parte por milhão (1ppm), a intoxicação pode ocorrer.
 
A fluorose é identificada pelo aparecimento de manchas nos dentes. Sua versão leve, por exemplo, cria manchas brancas, geralmente estrias horizontais que acompanham toda a face do dente.
 
Dependendo da severidade do caso, isto é, do tempo de exposição permanente do indivíduo ao flúor, a fluorose pode gerar manchas amarelas, amarronzadas e, nos casos mais graves, perda do esmalte dentário.
 
Em todas as circunstâncias, não há tratamento. Uma vez manchado o dente, não há o que fazer; porém, se a mancha for pequena, pode-se lixar a estrutura dentária na tentativa de removê-la, o que não é recomendado pelos dentistas em todos os casos.
 
As intoxicações são raras, mas ocorrem principalmente em crianças que engolem o gel colocado nas moldeiras no momento da aplicação do flúor e o dentifrício das escovações diárias. A ingestão acidental do flúor da pasta pode ser evitada nas crianças com menos de três anos de idade, usando para escovações creme dental sem flúor.
 
Para o adulto, usa-se a chamada técnica transversal, que consiste em colocar a pasta no sentido transversal das cerdas, ao invés de aplicá-la na extensão da escova, o que ocuparia cerca de um terço do seu comprimento.
 
Segundo a professora da Faculdade de Odontologia da Universidade de Brasília (UnB), Érica Negrini Lia, é desperdício usar mais dentifrício além da porção indicada.

"A limpeza não é feita pela espuma, e sim pelo ato mecânico da escovação", ensina ela. Assim, a qualidade da higienização é mais importante do que a quantidade de escovações e de creme dental usado na limpeza.

Fonte: Saúde em Movimento

set 22 2008

Gigantesco asteróide poderá colidir com a Terra em 2102

Um asteróide de 500 metros de comprimento e um bilhão de toneladas poderia colidir com a Terra no início do próximo século, causando uma destruição maciça no planeta, declarou nesta quinta-feira um especialista da Nasa (agência espacial americana).
 
O impacto do asteróide –denominado ‘2004 VD17‘– parece ser uma remota possibilidade, da ordem de uma em mil, segundo os cientistas, mas caso ocorra, liberaria 10 mil megatons de energia, ou seja, o equivalente à explosão de todas as armas nucleares existentes no planeta.
 
O risco potencial representado pelo asteróide foi rapidamente manifestado após a descoberta da grande rocha cósmica, em 27 de novembro de 2004.
As chances de uma colisão com a Terra, em 4 de maio de 2102, foram avaliadas na ocasião como uma possibilidade de uma em 3.000.

Novas observações e cálculos complementares aumentaram o risco a "pouco menos de um por 1.000", disse David Morrison, especialista da Nasa especializado em corpos celestes próximos da Terra em um texto difundido por correio eletrônico.

O ‘2004 VD17′ é o asteróide com as maiores chances de entrar em colisão com a Terra, como muitas vezes foi especulado em romances e filmes de ficção científica.

"O risco de um impacto no próximo século é mais elevado que no caso de qualquer outro asteróide conhecido", disse Morrison, destacando, no entanto, que a possibilidade é muito pequena.

 
da France Presse, em Paris.

Fonte: Folha Online – Ciência

set 19 2008

“Transgênicos são inseguros e têm que ser banidos”

São Paulo, Brasil — Diretor executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável e autor de dois livros-bomba contra os transgênicos – Sementes da Decepção e Roleta Genética -, Jeffrey Smith dedica boa parte do seu tempo viajando o mundo para dar palestras e alertar governos sobre os riscos da biotecnologia aplicada aos alimentos. Não são poucos.
 
“Diferentemente da poluição química, os transgênicos se auto-propagam e podem se tornar elementos fixos de nosso meio ambiente. Com tamanha herança, me parece razoável e prudente congelar qualquer novo lançamento de transgênicos até que tenhamos uma melhor compreensão do DNA, e as ramificações de nossa intervenção”, afirma Smith, que esteve no Brasil em outubro e participou do seminário Alimentos transgênicos e seus impactos na saúde, no meio ambiente e na economia. Em seguida, concedeu esta entrevista à Revista do Greenpeace.

1 – Qual é a sua principal preocupação em relação aos transgênicos hoje em dia: contaminação genética, riscos à saúde humana ou a ameaça econômica dessa tecnologia?

R – Eu me especializei nos perigos à saúde dos organismos geneticamente modificados (OGMs), que hoje estão ligados a milhares de doenças, casos de esterilidade e morte, milhares de reações tóxicas e alérgicas em humanos, e danos a virtualmente todo órgão e sistema estudados em animais de laboratórios. Esses perigos, no entanto, ganham ainda mais força pelo fato dos OGMs contaminarem as plantações não-transgênicas e as espécies selvagens, permanecendo no meio ambiente por muito tempo.

2 – O governo francês anunciou recentemente que vai congelar o cultivo de transgênicos no país até que seja possível provar que esses organismos não oferecem risco aos humanos e ao meio ambiente. Outros países europeus fizeram o mesmo. Por outro lado, países como Brasil, China e Índia estão ampliando suas plantações de transgênicos. Como você explica isso?

R – Está claro para mim que o assunto ganhou força no Brasil graças a uma combinação de desinformação e forte influência da Monsanto e outras corporações multinacionais, além dos Estados Unidos. Isso é também verdade para outros países que estão apostando nos transgênicos, mas sua adoção é um passo ruim em termos econômicos para os agricultores e para a economia do país em geral.

O impacto dos transgênicos nos Estados Unidos e no Canadá foi um desastre econômico. As exportações de milho e canola para a Europa se perderam, as vendas de soja estão baixas e o governo americano gasta de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões por ano para assegurar os preços das colheitas de transgênicos que ninguém quer. A expansão dos transgênicos no Brasil prejudica a oportunidade do país de se aproveitar do crescente mercado para produtos não-transgênicos.

3 – Muitos países têm regras sobre a rotulagem de produtos que são fabricados com matéria-prima transgênica, mas quase ninguém as respeita. No Brasil, acontece o mesmo. Como o direito do consumidor de escolher entre transgênicos e não-transgênicos pode ser respeitado?

R – A rotulagem funciona bem na União Européia, mas é praticamente ignorada no Brasil. Isso é uma vergonha terrível e deixa os consumidores sem escolha de obter produtos não-transgênicos mais saudáveis. Não conheço os recursos legais ou legislativos que os brasileiro podem ter para forçar as empresas a seguir a lei. Nos Estados Unidos, não temos regras de rotulagem para transgênicos. Como uma alternativa, estamos promovendo um rótulo que diz “Não-transgênico”. Já os vi em alguns produtos no Brasil. Sem essa afirmação (ou um rótulo de produto orgânico), consumidores teriam que evitar todos os produtos brasileiros contendo derivados de soja ou óleo de semente de algodão – que são plantados no país. Para produtos americanos, os consumidores também teriam que evitar derivados de milho e canola, que são em sua maioria transgênicos.

4 – Em sua apresentação no seminário sobre transgênicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, você observou que quanto mais os consumidores sabem sobre os transgênicos, mais eles o rejeitam. Que tipo de informação ainda não chegou ao público e que deveria chegar imediatamente, devido à sua importância?

R – Variedades de milho e algodão são geneticamente modificados para produzir uma proteína pesticida chamada toxina Bt (do Bacillus thuringiensis). Ela é usada por agricultores na forma de spray e por isso foi considerada inofensiva para o ser humano. Mas isso é claramente equivocado. As pessoas expostas ao spray com a toxina Bt tiveram todos os tipos de sintomas alérgicos e ratos que ingeriram o Bt tiveram alterados seus sistemas imunológicos e apresentaram crescimento anormal e excessivo de células. O Bt encontrado em alguns transgênicos é mais tóxico e milhares de vezes mais concentrado do que o spray, e vem sendo acusado por inúmeros casos de doenças em humanos e outros seres vivos.

Outro problema é que os genes inseridos nesses organismos geneticamente modificados podem ser transferidos da comida para a bactéria que temos em nosso aparelho digestivo ou outros órgãos internos. Essa possibilidade foi descartada antes baseada suposição de que genes ingeridos são destruídos rapidamente pelo sistema digestivo. Não é bem assim. Estudos em animais demonstraram que o DNA ingerido por viajar pelo corpo, até mesmo até o feto por meio da placenta. Os transgenes de plantações geneticamente modificadas ingeridos por animais foram encontrados no sangue, fígado e rins. O único teste publicado sobre alimentação humana com comida transgênica verificou que o material genético inserido na soja transgênica foi transferido para o DNA das bactérias do intestino.

Agora, junte os dois riscos acima a um terceiro. Se o gene do milho que cria a toxina Bt for transferido para as bactérias de nosso sistema digestivo (como partes do gene da soja vem fazendo), nossa flora intestinal pode ser transformada numa fábrica viva de pesticida.

Além desse problema, animais de laboratório alimentados com comida transgênica tiveram problemas de crescimento, no sistema imunológico, sangramento estomacal, crescimento anormal e potencialmente cancerígeno de células no intestino, desenvolvimento anormal de células sanguíneas, problemas nas estruturas celulares do fígado, pâncreas e testículos, alteração da expressão genética e do metabolismo celular, lesões no fígado e rins, fígados parcialmente atrofiados, rins inflamados, cérebros e testículos menos desenvolvidos, fígados, pâncreas e intestinos inchados, redução das enzimas digestivas, alta no açúcar no sangue, inflamação no tecido pulmonar, e aumento nas taxas de mortalidade. Dezenas de agricultores relataram que variedades transgênicas de milho causaram esterilidade em seus porcos e vacas, pastores afirmam que 25% de suas ovelhas morreram ao comer plantas de algodão Bt (cerca de 10 mil ovelhas mortas), e outros afirmam que vacas, búfalos, galinhas e cavalos também morreram após comerem plantações transgênicas. Agricultores filipinos em pelo menos cinco vilarejos ficaram doentes quando o milho Bt de plantações vizinhas estava polinizando e centenas de trabalhadores na Índia relataram reações alérgicas ao manusear algodão Bt.

5 – Pessoas que comem produtos transgênicos por longos períodos podem ter problemas de saúde? Há casos ou evidências disso?

R – Uma das afirmações mais anti-científica e perigosa já feita pela indústria de biotecnologia é que milhões de pessoas nos Estados Unidos comeram alimentos transgênicos durante uma década e ninguém ficou doente. Pelo contrário, os transgênicos já podem estar contribuindo para sérios problemas de saúde, mas como ninguém estava monitorando isso, pode levar várias décadas até que seja possível identificar esses problemas.

Nos anos 80, cerca de 100 americanos morreram e entre 5 mil e 10 mil ficaram doentes devido a um suplemento alimentar transgênico chamado L-tryptophan. Apesar de ter havido um esforço concentrado para desviar a culpa para outras causas, é quase certo que a epidemia aconteceu devido ao processo de engenharia genética. A epidemia quase foi ignorada. A razão pela qual foi descoberta foi que os sintomas eram únicos, agudos e apareceram rapidamente.

Na Inglaterra, alergias à soja dispararam em 50% depois que a soja transgênica foi introduzida no mercado. Mas sem pesquisas e testes clínicos em seres humanos, não podemos saber se a soja transgênica é realmente a culpada. Os alimentos transgênicos podem estar contribuindo para vários tipos de problemas de saúde nas pessoas, mas a essa ligação pode não ser descoberta em anos, se é que vai.

6 – Em suas apresentações pelo mundo e em seus livros, você fala sobre vários estudos que relatam sérios problemas com os transgênicos. Sendo assim, como órgãos governamentais nos Estados Unidos, Brasil e na Europa aprovam esses produtos?

R – Autoridades governamentais pelo mundo têm sido coagidas, pressionadas e pagas pela indústria de biotecnologia. Na Indonésia, a Monsanto pagou propinas e fez pagamentos questionáveis a pelo menos 140 autoridades, para ter seu algodão transgênico aprovado. Na Índia, uma autoridade alterou o relatório sobre o algodão Bt da Monsanto para melhorar os dados de rentabilidade do produto. No México, uma autoridade governamental ameaçou um professor da Universidade da Califórnia, afirmando saber qual escola os filhos dele frequentavam, tentando obrigá-lo a não publicar uma evidência incriminadora que adiaria a aprovação de transgênicos no país. A maior parte da manipulação e pressão política é mais sutil, mas na FDA americana (órgão que fiscaliza a produção de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos), a pessoa encarregada das políticas de transgênicos era Michael Taylor, ex-advogado da Monsanto e depois, vice-presidente da empresa. A FDA afirmava que os transgênicos não eram substancialmente diferentes e que nenhum estudo de segurança era preciso. Anos depois, documentos da FDA tornados públicos após uma ação judicial mostraram que a afirmação do órgão era uma fraude. O consenso entre os cientistas da própria agência era que alimentos transgênicos eram perigosos e podeia criar alergias difíceis de se detectar, além de toxinas, novas doenças e problemas nutricionais. Eles exigiram de seus superiores novos estudos de segurança.

Outras agências reguladores estão sob a mesma influência da indústria de biotecnologia. Além disso, uma análise pormenorizada das pesquisas enviadas pelas empresas mostram como eles são meticulosamente rigorosos em evitar a descoberta de problemas nos transgênicos.

7 – Quando o assunto está em debate, alguns dizem que a tecnologia dos transgênicos é importante para a humanidade enfrentar (e vencer) a forme. Você acredita nisso?

R – Alimentos transgênicos não contribuem para combater a fome no mundo. Se os transgênicos fossem uma solução verdadeira para a fome, todos as cinco afirmações abaixo deveriam ser verdadeiras. Então, os transgênicos deveriam ser:

  1 – seguros;
  2 – produzir colheitas maiores;
  3 – promover colheitas consistentes e confiáveis;
  4 – Ser melhores que as opções concorrentes;
  5 – Ser a fome solucionada pelo aumento da produtividade nas colheitas.

Todas as cinco afirmações são falsas. Os alimentos transgênicos não são seguros. As colheitas de transgênicos podem ser perigosas inconsistentes. Milhares de agricultores de algodão Bt endividados na Índia cometeram suícidio. Outros métodos são bem melhores para melhorar as colheitas e a vida dos agricultores. O aumento na produtividade da plantação não erradica, por si só, a fome. Especialistas e organizações mundo afora condenam as empresas de biotecnologia por afirmarem que as plantações de transgênicos resolverão a fome no mundo. Um relatório da ActionAid concluiu que em vez de aliviar a fome no mundo, a tecnologia dos transgênicos “pode exarcebar a insegurança alimentar, aumentando o número de pessoas com fome.”

8 – Você escreveu um livro – Sementes da Enganação – para expor os erros da indústria. Teve algum sucesso? A indústria mudou a forma de agir?

R – O livro se tornou o livro sobre transgênicos mais vendido do mundo e a base de informação para muitos sobre o assunto. Também teve um grande impacto nos responsáveis por elaborar políticas públicas. Por exemplo, fui informado de que membros do board de supervisores do condado de Trinity, na Califórnia leram o livro e criaram uma zona livre de transgênicos na região. Teve também impacto crucial no estado de Vermont, nos EUA, que se tornou o primeiro no país a regular os transgênicos.

O livro é uma série de histórias, e sendo assim se torna difícil de ser usado como referência específica em relação a problemas com transgênicos. Meu segundo livro, Roleta Genética, é muito mais fácil para ser usado pelos responsáveis por políticas públicas. Tem um guia de duas páginas sobre os 65 riscos mais comuns dos transgênicos, cada um deles com um sumário executivo. Pode ser então lido com rapidez ou estudado em detalhe. Tem sido fornecido para governos em todo o mundo como uma evidência de que o alimento transgênico é inseguro e precisa ser banido.

9 – Muitos cientistas afirmam que a tecnologia transgênica não está pronta para chegar ao mercado consumidor. Estará algum dia?

R- Difícil dizer se vamos aprender como alterar o DNA de plantas de uma forma segura e previsível. Hoje não estamos nem perto disso; as empresas estão oferecendo produtos de uma ciência que ainda está em seu estágio infantil para milhões de pessoas e liberando eles no meio ambiente onde podem alterar permanentemente o ecossistema.

A terapia de genes humanos e medicamentos transgênicos tem uma relação de risco/benefícios bem diferente do que a tecnologia aplicada em alimentos e plantações. A exposição é menos e o controle é maior. É mais fácil justificar o emprego dessas tecnologias, mas os processos têm riscos únicos que devem ser respeitados.

10 – Você afirma: “Os transgênicos podem ser o próximo grande problema, depois do aquecimento global e do lixo atômico.” Por que?

R – Diferentemente da poluição química, os transgênicos se auto-propagam e podem se tornar elementos fixos de nosso meio ambiente. Me parece razoável e prudente congelar qualquer novo lançamento de transgênicos até que tenhamos uma melhor compreensão do DNA, e as ramificações de nossa intervenção.
 
Fonte: GreenPeace
set 18 2008

Fatos básicos sobre vacinas

1. Vacinas são tóxicas
  • Vacinas contêm substâncias que são tóxicas para o ser humano (mercúrio, formol, alumínio etc.) As bulas de vacinas contêm esta e outras informações que, por lei, devem estar disponíveis ao público. Apesar dessas bulas serem impressas para os consumidores, os médicos não as mostram a seus pacientes.
  • Vacinas são cultivadas sobre tecidos estranhos e contêm material genético alterado de origem humana e animal.
2. A vacinação deprime e prejudica a função do cérebro e da imunidade. Pesquisas científicas honestas e imparciais          mostraram que a vacinação é fator de risco em muitas doenças, como:
  • s índrome de morte infantil súbita (SIDS);
  • disfunções de desenvolvimento (autismo, convulsões, retardo mental, hiperatividade, dislexia etc.);
  • deficiência imunológica (AIDS, Síndrome Epstein Barre etc.);
  • doenças degenerativas (distrofia muscular, esclerose múltipla, artrite, câncer, leucemia, lúpus, fibromialgia etc.).
3. O alto índice de reações adversas a vacinas é ignorado e negado pela medicina convencional
  • Antes de 1990, os médicos não eram legalmente obrigados a notificar as reações adversas ao órgão de controle de doenças nos EUA ( CDC – US Centers for Disease Control).
  • Reações adversas são consideradas "normais", são ignoradas ou diagnosticadas como outras doenças. Apesar desse sistema precário, os danos notificados são numerosos.
  • Apesar da obrigação legal atual, menos de 10% dos médicos notificam ao CDC os danos que testemunham.
  • Ao longo da história, muitos profissionais renomados da área da saúde, em todo o mundo, declararam sua oposição veemente à vacinação, chamando-a de fraude científica.
4. Programas de vacinação em massa expõem o público ao perigo de forma sistemática e irresponsável, desrespeitando os direitos da população
  • Médicos vacinam os desinformados. A bula do laboratório que contém um mínimo requerido pela lei não está disponível ao consumidor para que este possa tomar uma decisão mais informada.
  • Afirmações falsas e coação antiética como ameaçar, intimidar e coagir são utilizadas para assegurar o consentimento para vacinar.
5. Não há prova de que vacinas são seguras ou eficazes
  • Não há estudos com grupos de controle. Autoridades consideram que "não vacinar" é antiético e se recusam a estudar voluntários não vacinados. Se estudos de controle fossem realizados de acordo com procedimentos científicos honestos, a vacina seria proibida.
  • Estudos realizados não estão eliminando o preconceito do leitor. As autoridades que reúnem e publicam estatísticas de doenças trabalham em conjunto com laboratórios que produzem as vacinas e têm interesses econômicos neles. Efeitos colaterais e óbitos são atribuídos a tudo, menos vacinas, para distorcer os resultados e fazer parecer que as vacinas têm algum mérito.
6. As leis permitem que os laboratórios quebrem a confiança pública
  • Em processos particulares por danos causados pela vacina, a informação apresentada mostra que as vacinas podem ser letais.
  • Fabricantes de vacinas impõem confidencialidade como instrumentos nos processos para impedir que o autor da ação divulgue a verdade sobre a perigosa natureza das vacinas. O governo permite o uso destas táticas antiéticas, que põem em risco a saúde pública.
7.Nos EUA, a lei de Lesões da Vacina Infantil de 1987 age como tranqüilizante
  • Este programa de compensação finge reconhecer a existência de danos vacinais "consertando" os erros cometidos. Nada nessa lei tenta impedir que tais ocorrências se repitam no futuro.
  • Essa lei é o resultado da pressão dos fabricantes de vacinas para que sejam "imunizados" contra processos particulares que podem chegar a milhões de dólares por caso.
  • Os fabricantes de vacinas conseguiram se eximir bem da responsabilidade e, nos anos recentes, a compensação ficou cada vez mais difícil por meio desse programa. Os parâmetros definindo o dano vacinal têm mudado e, em muitos casos, os pais são acusados de terem provocado a Síndrome da Criança Sacudida.
8. Empresas de seguros, que fazem os melhores estudos de sinistros, abandonaram por completo as coberturas de danos à vida e à propriedade causados por:
  • ato de Deus;
  • guerra nuclear e acidentes em usinas nucleares;
  • vacinação.
9.  Vacinação não é medicina de urgência
  • Afirmam que vacinas evitam um possível risco futuro. No entanto, as pessoas são pressionadas a decidirem na hora. O uso do medo e de intimidação pelo médico para forçar uma vacina é antiético. Vacinas são medicamentos com sérias reações adversas. Deveria haver tempo para reflexão antes de uma decisão.
10.  Não há lei exigindo vacinações para bebês ou qualquer pessoa
  • A vacinação está ligada ao atendimento escolar, mas não é obrigatória. Isenções de vacinas, apesar de restritas e controladas, são inerentes a cada lei e podem ser expandidas por pressão pública.
  • Nos EUA, os Ministérios da Saúde e da Educação e a Associação Médica Americana lucram com a venda de vacinas. Eles raramente divulgam a existência e detalhes das isenções.
Fonte: TAPS
set 16 2008

Especialista vê exagero em vacinação contra febre amarela

Luiz Hildebrando Pereira da Silva entende que não deveria haver imunização contra a doença em áreas urbanas
 
Fabiane Leite
 
Um dos maiores especialistas em doenças tropicais no mundo, o médico Luiz Hildebrando Pereira da Silva diz que o governo pode ter exagerado ao estender a recomendação de vacinação contra a febre amarela para além de áreas de matas, conforme instrução divulgada pelo Ministério da Saúde brasileiro. A recomendação do governo abrange também áreas urbanas. A vacina traz riscos, destaca, e deve ser administrada com cuidado.

Segundo o ministério, entre 2000 e 2007, as doses da vacina distribuídas são 500% maior que a população que vive em áreas de risco (35 milhões de pessoas). Apenas neste mês, a distribuição já chegou a 7 milhões de doses, mais da metade de tudo o que foi repassado aos Estados em 2007.

Não se pode fazer vacinação preventiva de população de uma área só porque apareceram casos em pessoas que invadiram área de floresta ou passaram dias em ecoturismo. Isso não coloca em perigo a população das áreas que não estão com esse mesmo tipo de comportamento e, na minha maneira de ver, foi um erro estratégico do Ministério da Saúde”, afirmou Silva, diretor do Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais de Rondônia. “Não haveria a necessidade disso”.

Em férias na França, onde trabalhou por mais de 30 anos no Instituto Pasteur, Silva tem conversado com representantes do ministério. “Eu me informei e técnicos dão explicações de que às vezes são obrigados a atender a certas necessidades extremamente improváveis por questões de ordem psicológica, para mostrar que o ministério é capaz, para garantir tranqüilidade às pessoas.”

Até ontem, 31 pessoas já tinham apresentado reações adversas à vacina, principalmente em razão do recebimento de mais de uma dose em curto espaço de tempo, admitiu o ministério. “É exatamente esta uma das razões de não se poder usar a vacina sistemática”, afirma o especialista. Foi identificada até mesmo uma pessoa que recebe a vacina há quatro anos sistematicamente.

A instrução do ministério diz que vacina só deve ser tomada por pessoas que ainda não tenham sido imunizadas ou que tenham sido há mais de dez anos e que vivam ou se dirijam para áreas de risco – atualmente, a maior parte do País, exceto grande extensão da costa brasileira.

Silva reconhece que o governo teme a expansão da doença para áreas urbanas, o que não ocorre desde 1942, e tem procurado criar barreiras para a ameaça ao estender a imunização para além das matas, mas frisa que não há motivos para tanta preocupação.

“O Ministério da Saúde é plenamente capacitado para bloquear qualquer epidemia de febre amarela na cidade. O mosquito que se infecta não voa nem 5 km e as pessoas infectadas não transmitem a doença por toda a vida. Tenho a impressão de que há pânico e a imprensa precisa contribuir para dizer que não há risco de epidemia”, afirmou ainda.

PREOCUPAÇÃO

O diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, disse que um comitê de especialistas reconheceu como corretas as orientações do ministério sobre vacinação, mas também já se preocupava com o risco de revacinações, pois entendia que, além dos efeitos adversos, poderia trazer desperdício e prejuízo a quem realmente necessita da imunização. “Estavam preocupados porque as revacinações criam um problema maior para as pessoas que vão viajar para essas áreas e podem não conseguir se vacinar.”

A pasta não tem como saber se a maior parte das pessoas que vai aos postos de imunização já foi vacinada, pois a maior demanda é de adultos, que não costumam guardar cartões de vacinação. O ministério também não tem hoje meios legais para exigir os cartões, nem para impedir sob qualquer alegação que uma pessoa se vacine na rede de saúde pública.

Segundo dados de cobertura vacinal disponíveis no site do ministério, até 2004 a maioria das regiões de risco já tinha cobertura de 100% – a pasta não informou os dados mais recentes do País, apesar de solicitação feita pela reportagem na quinta-feira.

“A cobertura do País é ótima, mas pela primeira vez houve a divulgação de caso de febre amarela no Distrito Federal, as pessoas ficaram apavoradas”, analisa o infectologista José Geraldo Leite Ribeiro, que assessora o governo de Minas Gerais. “Há um problema grave no setor de comunicação social dos setores de saúde, que não consegue transmitir a informação necessária.” Para ele, um exemplo disso são os próprios mapas sobre as áreas de risco de febre amarela divulgados, que não são estariam claros para a população. “Minas aparece como área endêmica recente, para quem não é especializado pode parecer que não há muito risco. Não parto do princípio de pôr a culpa em quem não entendeu.”

Ribeiro destaca ainda que educar especificamente viajantes é um desafio no mundo. “Não é culpa da população, é uma questão cultural, difícil.” A maioria dos casos de morte registrados até o momento é de viajantes, não de residentes. O Ministério da Saúde confirmou ontem mais uma morte. Agora são 12 casos neste ano, sendo que 8 pacientes morreram. Ainda há 7 casos suspeitos e 14 já descartados. Na semana passada, o ministro da Saúde, José Temporão, disse que todas as vítimas da doença tinham as informações necessárias e sabiam que deveriam se vacinar.

“Essa situação é oportuna porque a doença é um problema sobre o qual a população tem de se instruir, saber que vai ocorrer com maior freqüência porque é resultado da expansão de populações, invasão de florestas”, afirma Silva. “É preciso conduzir medidas preventivas, a organização de um serviço de saúde mais estruturado e não entrar em pânico. Não se pode vacinar a população de maneira abstrata.”

 
set 16 2008

Mesmo com vacina, meningite ainda mata de 20% a 35% dos pacientes

Preço alto impede inclusão da imunização contra dois tipos da doença no calendário oficial do Ministério da Saúde
 
Adriana Dias Lopes
 
Quem olha para as estatísticas oficiais nota que o número total de casos de meningite tem caído no País nos últimos três anos. Mas não vê que dois tipos específicos da doença – e os mais letais – ainda têm índices altíssimos de mortalidade no Brasil. A meningocócica (causada pela bactéria meningococo) mata 20% dos infectados e a pneumocócica (bactéria pneumococo) mata de 30% a 35% – o dobro em relação às mortes registradas na Europa e nos Estados Unidos.

Há vacina para os dois tipos da doença (veja o que é meningite no texto abaixo). Mas elas custam caro e não são distribuídas pelo governo. Nas clínicas particulares, a pneumocócica conjugada é vendida por cerca de R$ 220 e a meningocócica, por R$ 140. Estima-se que apenas 10% das crianças hoje sejam imunizadas contras essas doenças no País.

A inclusão da vacina no calendário oficial está longe dos planos do governo. “Os preços são ainda proibitivos para essas vacinas serem distribuídas em massa”, justifica Expedito Luna, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. “Se hoje todos os recém-nascidos recebessem a vacina contra a bactéria pneumococo, por exemplo, ao preço do mercado, eu gastaria mais com ela do que com todas as vacinas do nosso calendário juntas.”

Hoje, nascem 3,5 milhões de bebês no Brasil por ano. Como cada criança tem de receber pelo menos três doses da pneumocócica, pelo preço atual o governo gastaria em torno de R$ 2 bilhões anualmente. O Orçamento nacional para o Programa Nacional de Imunizações é de R$ 750 milhões.
Nos Estados Unidos, a vacina contra a bactéria pneumococo foi incorporada ao calendário oficial em 2000. No ano passado, o Centro de Controle de Doenças americano publicou os primeiros resultados depois da inclusão. O número de casos provocados pela bactéria pneumococo foi reduzido em 77% em bebês com menos de 1 ano, em 83% em crianças de 1 a 2 anos e 72% na faixa de 2 a 3 anos.

No Brasil, num dos Centros Educacionais Unificados (CEU), da zona Sul de São Paulo (a direção da escola pediu para não identificá-lo), só neste ano foram registrados três casos da pneumocócica. Um deles com morte.

“Não entendi nada, dei todas as vacinas no posto e ele morre de uma doença que tem vacina?”, conta Solange dos Santos, de 22 anos, mãe de Leonardo dos Santos, aluno do CEU e vítima da pneumocócica há um mês, aos 7 anos (veja texto abaixo). No posto de saúde, o menino foi imunizado contra a meningite causada pela bactéria Haemophilus influenza B (Hib), a única distribuída pelo governo. Com a vacinação em grande escala, o número de casos da Hib atualmente é mínimo, cerca de 30 por ano em São Paulo, por exemplo.

Depois da morte de Leonardo e os outros dois casos, os diretores da escola solicitaram à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima uma vacinação em massa no CEU, o que não ocorreu. O governo até distribui a pneumocócica e a meningocócica conjugada, mas apenas para grupos de risco, como portadores de HIV, de doenças pulmonares crônicas ou para quem vai se submeter a transplantes.

O governo aplica uma vacina contra a meningocócica em surtos, mas de qualidade inferior à distribuída para grupos de risco e à vendida em clínicas particulares, a chamada meningocócica polissacarídica, ineficaz em crianças com menos de 2 anos de idade e com tempo de imunização limitado, de três a cinco anos.

Os Subtipos


Há um dado sobre a doença que não é levado em conta no anúncio de que o número total de casos tem caído – os subtipos da meningite. A meningocócica, especificamente, tem dois sorotipos principais, o B e o C. Em 2005, 63% dos casos identificados no Estado da meningocócica foram do sorotipo C, 32% do sorotipo B e 5% de outros. “Nas duas últimas décadas, foi o contrário, cerca de 70% dos casos foram do tipo B e a minoria do tipo C”, conta Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os sorotipos B e C agem no organismo de forma muito parecida e têm sintomas semelhantes. No mercado, só há vacina contra o C, o tipo em maior número atualmente.

“A oscilação faz parte do ciclo natural da bactéria”, explica Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital São Luiz, em São Paulo, e professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa. “Mas ela certamente seria muito menor se a doença fosse combatida em massa.”

Fonte: Estadao.com.br :: VIDA &

set 16 2008

Refrigerante cola ‘aumenta risco de osteoporose’, diz estudo

Mulheres que bebem regularmente refrigerantes à base da planta cola, como a Coca-Cola e a Pepsi-Cola, podem estar aumentando seu risco de ter osteoporose, segundo um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.
 
A pesquisa envolvendo 2,5 mil pessoas, homens e mulheres, revelou que apenas este tipo de refrigerante está ligado à baixa densidade mineral dos ossos em mulheres, independentemente da idade ou de quanto cálcio elas ingerem diariamente.
 
A osteoporose é mais comum em mulheres que já passaram da menopausa e faz com que os ossos fiquem mais fracos, quebrando-se com maior facilidade.
 
O estudo liderado por Katherine Tucker, da Universidade Tucks, de Boston, usou informações sobre a dieta das pessoas e a densidade óssea delas na coluna e em três locais dos quadris, as áreas mais afetadas pela doença.
 
Os homens estudados bebiam uma média de cinco refrigerantes à base de cola por semana, enquanto as mulheres tomavam quatro.
 
O consumo das bebidas foi relacionado à menor densidade nos ossos do quadril, mas não na coluna, em mulheres. Já nos homens, não foi descoberta qualquer relação entre osteoporose e os refrigerantes.
 
Outras pesquisas já haviam indicado que o consumo de Pepsi-Cola, Coca-Cola e similares era prejudicial aos ossos porque substituiria o leite na dieta das pessoas, mas, no estudo da Universidade Tucks, as mulheres que bebiam mais refrigerantes não bebiam menos leite que as demais.
 
No entanto, a ingestão total de cálcio, incluindo feijão e folhas verde-escuras, era menor nas mulheres que consumiam mais refrigerantes.
 
Ácido fosfórico
 
Um ingrediente dos refrigerantes cola, o ácido fosfórico, pode ser o responsável pela ligação com a osteoporose, mas este vínculo ainda não foi completamente estudado.
 
"Acreditamos que especialmente nesse tipo de refrigerante e em doses diárias, o ácido fosfórico cria uma acidez no sangue. O cálcio seria então retirado dos ossos para que o corpo voltasse a um equilíbrio. Mas esta visão é controversa", explicou Katherine Tucker.
 
Um porta-voz da Sociedade Nacional de Osteoporose da Grã-Bretanha disse que já havia informações sobre o impacto do ácido fosfórico na saúde dos ossos, mas, segundo ele, "o interessante sobre esse estudo é que as mulheres estudadas tinham uma boa ingestão de cálcio e ainda assim tinham a densidade óssea afetada pelo fato de beberem apenas quatro latas de refrigerantes cola por semana, o que não é muito".
 
Mas um porta-voz da Associação Britânica de Refrigerantes disse que "não há evidência científica de que o fosfato, usado na forma de ácido fosfórico em alguns refrigerantes, tenha qualquer efeito prejudicial na saúde dos ossos".